Em futebol é muito fácil queimar a dita cuja, pela dinamicidade da coisa. Na maior parte das vezes, por efeito do "quarta-domingo-quarta". Criticamos no domingo e aplaudimos na quarta. Nosso time em penúltimo e após, em razão de 2 rodadas com vitória, quase na zona de Libertadores.
O caso aqui é diferente.
Trata-se aqui de reverenciar o Juarez Roth, em quem, sinceramente, não acreditava. Esperei um pouco para postar, para ver se era caso fortuito. Não é. E minha análise não parte e não depende, necessariamente, dos resultados. Aconteça o que acontecer, daqui para a frente, isto é fato.
O homem veio, assumiu o vestiário, deu equilíbrio ao sistema defensivo, implantou uma mecânica de jogo. Enfim, botou ordem na casa, que estava desarrumada.
As duas principais contribuições técnicas do Juarez Roth, a par da organização geral, são o aproveitamento das potencialidades do Taison (arranque e drible em velocidade) em local de mais espaço, o meio (já que ele não tem a categoria de um Robben para execução desse tipo de jogadas a partir do flanco) e a imposição de limitação aos movimentos do Guiñazu, no plano horizontal (pode fazer tudo, desde que seja no lado esquerdo). Com esta limitação, e a vedação à subida de dois volantes ao mesmo tempo, solidificou-se a defesa, e cresceu, barbaramente, a produção individual do Sandro.
Uma terceira contribuição específica, um pouco menos significativa, mas ainda assim relevante, diz com a limitação de movimentos imposta, também, ao Alecsandro, agora mais preso aos 50 metros quadrados de ouro para o centrovante. Embora não seja o atacante central dos meus sonhos, o que já comentei em várias oportunidades, é inegável o seu crescimento pessoal diante dessa nova condição, havendo realizado partidas excelentes contra o Guarani, em Campinas, e Atlético, em Sete Lagoas, principalmente. Alecasandro se perdia muito em recuadas ao meio e flancos, chegando atrasado e cansado à área. Agora, segura mais os zagueiros adversários e mantém a energia necessária para as conclusões.
A melhoria visível transmite confiança ao Inter no sonho de conquista da Libertadores 2010, mas não dá plenas garantias de sucesso no torneio, em face de se tratar de fase de mata-mata. Permite, porém, um vaticínio em relação ao Brasileirão, um campeonato de turno e returno: neste, o colorado gaúcho passa a ser o "ficha 1".
Por pura superstição, o post só vai à publicação após o jogo com o São Paulo, no Morumbi, embora o esteja escrevendo na terça, dia 03. Mas vai a público, com qualquer resultado.