quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Derrota e otimismo

Não postei logo depois do jogo, porque foi difícil digerir a derrota para o São Paulo, no Morumbi quase calado os 90 minutos. Jogar melhor e perder é muito desagradável. Pior, só perder um jogo nos descontos.
Sem medo de errar, foi 1 das 5 melhores exibições do Brasileiro (lembro de Avaí fora e Goiás, Galo e Palmeiras em casa).
Vi um sistema defensivo bem postado, retenção de bola e boas tentativas de ir à frente. Pena que Taison e Alecsandro continuem tão mal. Tanto é assim que as melhores situações de gol estiveram nos pés de D'Alessandro e Marquinhos, este ingressando no segundo tempo junto com o estreante Al Kardec.
Foram bem Daniel e Kléber, assim como o zagueiros de área. Da mesma forma, os incansáveis Sandro, Giuliano e D'Alessandro, para mim o melhor do jogo, junto com Bosco, o salvador da pátria paulista.
O gol sofrido, de escanteio quase rasteiro, aos 47 e meio do primeiro tempo, resultou de pura desatenção, que não fica bem para um pretendente ao título.
Como já observara anteriormente, Alecsandro "se olha no espelho e se enxerga Nilmar". Cai pelos flancos, busca o jogo, corre atrás dos zagueiros e tenta desarmar no meio do campo. Quando a "pelota" chega, não tem a menor condição de finalizar. Está sempre "mortinho", "caindo aos pedaços". Com a companhia do ultimamente inútil Taison, resta formado um legítimo "ataque de asma" ou, se preferirmos, uma dupla que funciona como aquele famoso inseticida, "terrível, mas só contra os insetos".
Creio que haja solução para a ineficiência do ataque colorado. Al Kardec ou Super Bonder em Alecsandro, jogando "espetado", como diria o Tite. Taison como "bancário".
Com todas as dificuldades do momento, ainda acho viável o título, em razão do perde-ganha deste ano e das possibilidades da tabela, que permitem ao Inter sonhar com 9 pontos em casa (Botafogo, Santos e Santo André) e uns 5 ou 6 fora (Barueri, Sport e Galo).
Oremos!

domingo, 25 de outubro de 2009

Deu a lógica

Num Gre-Nal fraco, tecnicamente falando, em que só havia possibilidade de empate ou de vitória do Inter (pelo fator local, pela supremacia técnica e, principalmente, pela relevância dos desfalques gremistas), deu mesmo a lógica, com o 1x0 perfeitamente ajustado à demonstração da superioridade colorada e à qualidade do espetáculo.
Jogo marcado por poucas finalizações, diminutas chances de gol e, na maior parte do tempo, ampla supremacia das defesas sobre os asmáticos ou anêmicos ataques, onde encontramos as piores participações individuais do clássico (Taison, Alecsandro, Herrera e Perea).
Não fosse a falha individual de Victor no gol de D'Alessandro, o primeiro chute da partida, e provavelmente estaríamos aqui a comentar sobre um insosso 0x0, que também não seria de todo injusto e inexplicável.
Para mim, faltou mais ousadia ao colorado, já que adotados cuidados defensivos em excesso considerando a inexpressividade do Grêmio posto em campo, pelo menos do meio para a frente.
Grande atuação de Kléber, o melhor do jogo, secundado por Guiñazu e Sandro. No Grêmio, registro positivo apenas para o desempenho de Réver.
O resultado, que nos impulsiona fortemente à disputa do título, sepulta as intenções gremistas de G4, garantindo a presença do clube da Azenha na próxima edição da Copa Sul-Americana.
Os 3 pontos se revelaram vitais, diante dos triunfos do Galo, do São Paulo, do Flamengo (pobre Fogão!) e do "chegador" Cruzeiro. Disputa acirrada para título e G4, se considerarmos ainda as candidaturas do líder Palmeiras e do Goiás, este em fase descendente.
No mais, esperançoso, continuo a lamentar a má fase de Taison (acomodado às marcações sofridas) e de Alecsandro (em péssima condição física e técnica), com a agravante, no caso do centroavante, de tentar reproduzir a movimentação de Nilmar, nos flancos, para o que não detém a menor vocação pessoal. Assim, desgasta-se, inutilmente, chegando à zona de conclusão absolutamente sem condições de boa finalização.
Torço, por isto, para o breve retorno de Edu e a estréia de Al Kardec, além da manutenção de Marquinhos. Um oxigênio necessário para quem se aproxima do cume da montanha.

sábado, 24 de outubro de 2009

Inter: basta não vacilar

Sem os incômodos da bola aérea de Tcheco e do embate físico com Maxi Lopez, e tendo apenas o trabalho de bloquear 2 jogadas gremistas, Souza e Lúcio, espera-se do Inter que aproveite mais esta oportunidade de encostar no Verdão, faturando os 3 pontos em disputa no Gre-Nal.
Repito. Só 2 jogadas a neutralizar: Souza e Lúcio.
De marcar Souza encarregaria Guiñazu. Para sufocar Lúcio, um "3 em 1" de Daniel, Giuliano e D'Alessandro, como no passado faziam Carpegiani, Vacaria e Lula pela esquerda do timaço dos anos 70.
Espero que Al Kardec (assim não parece mais matador?) esteja concentrado às escondidas e afinal possa estrear, nem que seja no finalzinho do jogo, e marcar um gol de cabeça, à lá Fernandão do Gol 1000.
Quanto a Alecsandro, que habite só a grande área, todo o tempo, economizando as suas energias para os golpes fatais, propiciados pela astúcia de Marquinhos em chamar a si a marcação.
Tomara que eu esteja certo em minhas previsões de vitória e que, no Engenhão, o querido Botafogo possa, contra tudo e contra todos, ajudar-se e ao nosso Inter, interrompendo a caminhada do sempre tão ajudado Flamengo, o mais querido das arbitragens do Brasil.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Inter decepcionante

Pela enésima vez, o Inter deixa de aproveitar as oportunidades que o destino lhe dá para rumar ao título nacional e definir, para si, uma das vagas à Libertadores 2010.
No Maracanã, mesmo atuando contra um fraquíssimo Fluminense (já rebaixado), o colorado não se impôs, em momento algum dos 90 minutos.
Algumas coisas chegam a parecer inexplicáveis. Por exemplo, o fato de um time escalado com 3 zagueiros (Índio, Sorondo e Eller) e mais 3 volantes (Glaydson, Guiñazu e Sandro) permitir ao adversário concluir com perigo cerca de 8 a 10 vezes, ingressando na maior parte do tempo justamente pelo miolo, que deveria estar congestionado.
Claro que o fato é inexplicável para quem não tem a ventura de conhecer, por exemplo, os benefícios à defesa que são trazidos pela formação em "duas linhas de 4", sitema tático em que são especialistas os irmãos argentinos, o qual impede - esta é a expressão - que se entre numa defensiva.
Nunca vi, em mais de 40 anos de futebol, um time argentino em vantagem tomar um gol depois dos 40 minutos de um jogo decisivo.
O diagnóstico já é antigo: os volantes colorados não guardam posição, mesmo quando o time está em vantagem e precisa resguardo. Pior ainda: sobem ao mesmo tempo. Num contexto assim, não há defesa que resista.
No mais, tudo se mantém, como nos últimos jogos. Lauro não mais sai do gol em cruzamentos à área, como o fazia no final do ano passado. A defesa continua vulnerável em bolas aéreas (sinal vermelho para o Gre-Nal, que pode ser perdido só aí). Alecsandro permanece em péssimo estado físico.
Quanto a Andrezinho, fez-lhe mal visitar os familiares no Rio de Janeiro. Pelo menos, é o que penso.

Premier League e Brasileirão...que diferença

Vi Aston Villa e Chelsea e um pedaço do United contra o Bolton. Estádios lotados, gramados impecáveis, arbitragens que não usam cartões amarelos como "muletas" e craques, muitos deles.
Tudo diferente daqui.
Para se ter idéia da pobreza técnica de nosso futebol atual, as grandes figuras do campeonato são os vovôs Petkovic, Paulo Baier, Ramon e Marcelinho Carioca. Sem falar nos superpesados Ronaldo e Adriano. Alguns deles, voltando ao futebol, saudosos, depois de um ensaiado encerramento de carreira.
Quanto aos árbitros, continuam desfalcando equipes com cartões aplicados em faltas cometidas no meio de campo, sem maldade qualquer, ou por reclamação instantânea do atleta, o que é relevado na Europa.
Os auxiliares (bandeirinhas) seguem marcando impedimentos inexistentes, espantados com a chegada da bola a um jogador livre, esquecendo de acompanhar a situação na hora do lançamento (dois lances fatais ao Botafogo no jogo do Mineirão, contra o Cruzeiro, com erros lamentáveis cometidos por Marcelo Barison e José Javel Silveira, infelizmente gaúchos, rumo a uma indispensável "geladeira").
Para arrematar, espanta-se o público, como o fez a diretoria botafoguense no jogo do Engenhão, contra o Avaí, ou obrigando-o a peripécias para ir aos estádios em geral (achar lugar em estacionamentos insuficientes, brigar com os "flanelinhas", escapar dos assaltantes ou espremer-se em ônibus lotados).
Nós, os torcedores brasileiros, somos mesmo verdadeiros heróis.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Eliminatórias: palpite para o clássico

Hoje todas as atenções estão voltadas para Montevideo, onde Uruguai e Argentina se enfrentam na última rodada das eliminatórias. É de impressionar que, com os valores de que dispõe, a Argentina ainda esteja disputando vaga na última rodada, e ainda com chances de ficar de fora do Mundial da África do Sul. Tudo graças a Don Diego, o equivalente argentino à escolha de Pelé como técnico da seleção brasileira.
Não obstante a dificuldade, ainda acredito na classificação dos comandados de Maradona. Para mim, aliás, classificam-se os dois adversários de hoje. Não creio na vitória do Equador, em Santiago.
Mais do que crer na classificação dos hermanos, torço para que ela aconteça, para o bem do Mundial. Penso que também a França e Portugal possam e devam alcançar a classificação na repescagem européia. Se assim for, será ótimo para o futebol, e para nós, obviamente, que tanto o curtimos.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mário também contribuiu

A fraquíssima exibição do Inter contra o Atlético PR, neste sábado, frustrou terrivelmente a torcida colorada, já que, pela enésima vez, perdeu-se a oportunidade de aproximação ao topo da tabela de classificação, não obstante tudo esteja conspirando a nosso favor (10 pontos deixados pelos dianteiros na rodada passada e 11 nesta).
Frustração à parte, o desempenho observado serviu, a meu ver, pelo menos, para que se firmem algumas convicções, o que sempre se revela útil para os passos seguintes da equipe.
Marcelo Cordeiro e Danilo Silva (em quem apostei muito, confesso) não podem ser titulares e sequer serem escalados para iniciar uma partida, sendo aproveitáveis apenas na suplência, pelo menos no momento, que é ruim para ambos.
A dupla de ataque com Taison e Alecsandro não vingou, seja porque Alecsandro não preocupa às defesas contrárias como o fazia Nilmar, com a sua incessante movimentação (o que trazia benefícios ao segundo atacante), seja porque o próprio Taison regrediu bastante, principalmente no aspecto físico. Tanto é assim com Taison, que tem rendido melhor quando ingressa no segundo tempo dos jogos. Volto a sustentar a necessidade de se buscar outras formações, com Marquinhos ou Edu, ou até mesmo a opção de 3 atacantes, num inovador 3-4-3.
Outra dessas convicções diz respeito ao bom Lauro, que não tem se mostrado eficiente, como no ano passado, no tocante às bolas alçadas à área (vide jogos com o Boca, na Bombonera, e com o Estudiantes, no Ciudad La Plata, pela Sul-Americana). Mudança de treinamento? Orientação específica para deixar a boa aérea para a zaga? A quem atribuir o decréscimo neste aspecto?
No tocante à contribuição do técnico, ficaram no ar algumas inquietações. Uma delas, sobre o porquê da utilização, no jogo contra o Furacão, de um sistema ainda não treinado. Outra, atinente à substituição de Danilo por Bolaños na ala, pelo lado direito, terreno jamais pisado pelo equatoriano, se não me equivoco. Finalmente, a surpresa por encontrar um banco de reservas recheado por 3 zagueiros (Danny, Sorondo e Igor), quando, em campo, havia mais 3 deles (Índio, Bolívar e Eller).
Claro que não se desconhece que a "miudinha" atacou o Inter, que não pode contar, já há algum tempo, com Walter e Talles Cunha e que não tinha Edu em boas condições (Marquinhos também estaria contundido???). No entanto, diante desses problemas, não seria o caso de promover ao banco um atacante do Inter B ou alguém do elenco de juniores?
Com a semana toda à disposição para o trabalho e conhecimento de suas alternativas em nível de plantel, espero, sinceramente, que a contribuição do MS seja superior, levando o time à vitória contra o desesperado - e por isto, perigoso - Fluminense.
Vejam o jogo em que o Inter desperdiçou mais uma chance:

sábado, 10 de outubro de 2009

Sorte virando

Depois da rodada da 4ª feira, onde ganhamos 3 pontos, veio a 5ª de ouro, com mais 8 pontos, nas derrotas do Goiás (para o Cruzeiro), do Galo (dá-lhe querido Fogão!!!) e o empate do Palmeiras (bem ao gosto do Muricy, com o time jogando mal).
Espera-se mais uma rodadinha parecida, no sábado e segunda. Aí vamos com tudo, na reta final.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ufa...

Como já havia ressaltado, mais importante do que jogar bem seria ganhar. Ganhar para readquirir a confiança perdida.
Não imaginávamos, porém, eu e o Nando, indo para o Estádio, que a tal vitória fosse tão difícil de obter. Ele, mais ainda, por achar, diante dos desfalques do Náutico, freqüentador da ZR há algumas rodadas, que o caminho dos 3 pontos fosse se desenhar muito rápido. Eu, embora um pouco mais reticente, mesmo sabedor do estrago que provoca a falta de confiança, confesso que também imaginava desenlace melhor.
O que se pode dizer, em resumo, é que, não fosse a individualidade de D' Alessandro, o Inter estaria amargando um novo insucesso no Beira-Rio, responsável que foi, o meia argentino, praticamente, por todas as jogadas perigosas do Inter, inclusive as resultantes nos gols, o segundo de sua autoria em cobrança de falta.
Como bons coadjuvantes, Guiñazu, Glaydson, Eller, Andrezinho e Kléber. Fracas, mais uma vez, as atuações de Danilo Silva e Alecsandro, este mesmo que tenha sido premiado com 2 gols nesta noite fria.
Enfim, dá para se dizer que somente a mudança anímica do time fez a diferença na construção desse 3x1, o chamado escore clássico, desta feita um tanto quanto enganoso. Enganoso porque dá idéia de uma facilidade que não existiu jamais, principalmente no segundo tempo, quando o time pernambucano esteve muito perto de "fazer o crime" prá cima do colorado.
Somados os 3 pontos na tabela, que era o que verdadeiramente interessava, saberemos, logo adiante, o que podem significar em favor do Inter a retomada da confiança e o toque pessoal de Mário Sérgio Pontes de Paiva.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

3 pontos é o que importa

Rumo ao Beira-Rio, hoje à noite. Tipo de jogo em que o jogar bem fica em segundo plano. O importante é ganhar. Em todas as entrevistas que ouvi, dadas por jogadores, falam em perda da confiança. Ganhando, ela vem, ao natural.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Novo herói colorado...mais de 20.000 acessos

O cara está fazendo um sucesso danado, inclusive entre torcedores de outros times. É notícia nacional. Aí vai o link:
http://www.youtube.com/watch?v=EXN4exDlEY8

Alertado pelo chicote do Mário Sérgio, começa a atropelar o colorado pela pista de fora

Era inevitável. O comando de vestiário tinha ido. Ninguém mais sabia se começava como titular ou era banco. Na zaga, Índio e Sorondo, ou Eller, ou Bolívar, ou sem Índio e com Bolívar, ou com Danny e Eller e sem Sorondo. E assim por diante.
Foi assim desde a primeira e traumática substituição de Taison. Lembram-se? A da reclamação do Taison. Fratura exposta. Depois, o clima com Álvaro e tudo o mais. A rusga com D'Alessandro.
E no campo? D' Alessandro por Libano foi demais? Não, ainda teve D' Alessandro por Maycon. Entra Marquinhos, joga excepcionalmente uma (Goiás) e outra nem tanto (Atlético MG) e não entra mais. Edu, joga tudo aquilo contra "La U" no Beira-Rio e não é escalado em Santiago.
Não aparecem mais os resultados. Sem os resultados, uma convivência assim se torna insuportável.
Agiu bem o Inter, e a tempo, quanto a Tite.
Tite não é daqueles treinadores a quem o grupo respeita pelo conhecimento tático e pela capacidade de "ler" um jogo e transformar um escore, enfim, de "cavar" vitórias. Tite necessita de afetividade, prega afetividade e depende muito dela. E não havia mais esse clima. Enfim, não havia motivos para mantê-lo.
Mário Sérgio tem os atributos para o momento. Conhece esquemas táticos, é ousado e sabe, como ninguém, identificar alguém "dando o migué". Na linguagem de turfe, que ele tanto curte, um atropelador de distância curta, exatamente o que o colorado precisa, faltando 11 rodadas para o término do Brasileirão.
Ele sabe disso. É sua maior chance como treinador.

domingo, 4 de outubro de 2009

Tite: respeito para com o clube e torcida

Todo treinador que se preze, mesmo quando entende estar fazendo um bom trabalho, rende-se às evidências fáticas e se demite, quando percebe que o seu discurso não emociona mais a ninguém e não encontra eco nos resultados de campo.
Lembro-me de Felipão, dizendo que saía do Grêmio porque não mais via o brilho nos olhos do seu grupo.
Chegou a hora de Tite seguir este caminho, e ganhar a respeitabilidade de todos.
No intervalo do jogo de hoje, ainda 0x0 contra o Coritiba, comentava com os amigos com quem assistia o "espetáculo", e com meus filhos, que, pelo que se via em campo, se tratava de ver se o empate se mantinha ou se ver-se-ia mais uma derrota. Ganhar, nem pensar.
Nenhum pensamento mágico ou cornetagem. Apenas a constatação de que o time posto em campo era para isto: empatar ou perder.
Fico imaginando como se sente um D'Alessandro ao saber que seria barrado por Maycon, ele que já anteriormente fora substituído por Wagner Libano, contra o Vitória.
Alecsandro, de belo discurso e homem de grupo, permanece intocável quando se encontra em fase lamentável. Taison, de bons segundos tempos, é escalado de início e substituído quando deveria estar entrando.
Quanto à zaga, falha em todos os jogos, pela simples razão de que o time escolhe entregar as rédeas da partida sempre ao adversário.
Não se tratam mais de falhas individuais. Trata-se de falência coletiva, de ânimo inexistente, de honra rumando ao ralo.
Acorda, Inter!
Acorda, direção!
Dignidade, Tite!

Tabela de Inter e Grêmio

Daqui para o final do campeonato temos a seguinte situação, em termos de tabela, para a dupla Gre-Nal:
Inter, com 6 jogos em casa (incluindo o Gre-Nal), tem 5 grandes possibilidades de vitória: Náutico, Atlético PR, Botafogo, Santos e Santo André.
Grêmio, com 6 jogos em casa, tem 4 grandes possibilidades de vitória: Sport, Coritiba, Avaí e Barueri. Não ouso afirmar o mesmo quanto aos outros 2 jogos, contra São Paulo e Palmeiras.
Inter, de 6 jogos fora, tem boas possibilidades de vitória contra Fluminense, Barueri e Sport. Considero difíceis Coritiba, São Paulo e Atlético MG (principalmente se, na antepenúltima rodada, estiver valendo algo).
Grêmio, de 6 jogos fora, tem boas possibilidades de ganhar contra Atlético PR, Corinthians e Santo André. Considero difíceis Inter, Cruzeiro e Flamengo.
Claro que os jogos do Inter contra Fluminense e Sport, e os do Grêmio contra o Atlético PR e Santo André, podem se tornar terríveis, dependendo das situações dos adversários na tabela.
Contudo, pela distribuição dos jogos, e considerando os 5 pontos de vantagem que o Inter leva atualmente, tenho para mim que a chance gremista depende de vitória no Gre-Nal.

E tem mais...quanto ao Galo

O Galo, que eu critiquei por seu potencial futebolístico, ainda joga fora contra São Paulo, Palmeiras e Goiás. Creio ser carta fora do baralho para o G4, de fato.

sábado, 3 de outubro de 2009

Gre-Nal por uma vaga

Depois de ver o Galo jogar contra o mistão do Barueri (sem Thiago Humberto, Ewerton, Fernandinho e Márcio Careca) e ser prensado no seu campo de defesa no segundo tempo, firmo a minha convicção de que os dirigentes do Grêmio estavam e estão mesmo certos ao dizer que o Gre-Nal pode decidir a vaga do G4.
Celso Roth é mesmo um quase milagreiro, mas não é santo, a ponto de colocar no G4 o medíocre Atlético Mineiro.


O time das Alterosas só não saiu hoje derrotado do Mineirão por incompetência dos atacantes do Barueri (até pênalti foi desperdiçado, pelo vovô Basílio) e pelo erro clamoroso do "soprador de apito" chamado Claúdio Mercante Júnior (mais uma invenção de mau gosto da Comissão de Arbitragem da CBF), que expulsou o jogador Xandão por supostamente fazer uma falta em Tardelli, quando, na verdade, o jogador atleticano, havendo perdido o tempo de bola, atirou-se vergonhosamente à frente da área. Da inexistente falta, inclusive, resultou o segundo gol mineiro.


Vamos às evidências que fulminam, a meu ver, a pretensão do Galo.

Primeiro, para galgar a Libertadores com uma dupla de zaga formada por Jorge Luis e Werley tem que ser artista mesmo. Não há proteção que agüente. Sem comentários.

No meio, Jonilson e Correa são apenas esforçados. Evandro, um jogador mediano, está muito mal. Ricardinho, repatriado e agora um ex-grisalho, pelo que pude observar, está longe da forma física ideal. Márcio Araújo é o melhor valor do setor.


O ataque vive de Tardelli, que ainda acho inconstante, apesar de estar fazendo gols.

Para finalizar, não há banco de reservas.

Em suma, como acho que Palmeiras, São Paulo e Goiás já estão certos, resta uma vaga, a ser disputada por Inter e Grêmio.

Analisarei a tabela dos dois no próximo post.

Manchester x Sunderland: no final, pesou a arbitragem

Um pouco mais postado atrás, mas sem desprezar a peça ofensiva, o Sunderland resistiu bravamente ao United no segundo tempo. É verdade que logo no início desta etapa sofreu um gol de Berbatov, de meia-bicicleta.
Não se intimidou, entretanto, e voltou a liderar o marcador, numa jogada de contra-ataque finalizada por Jones, antes dos 15 minutos.
Daí para a frente, bolas aéreas por parte do time local e somente contra-ataques do Sunderland.
A 5 minutos do final, uma lambança do árbitro Alan Wiley, expulsando (segundo cartão amarelo) um jogador do Sunderland, Richardson, injustamente, já que apenas chutara a bola para o local onde ocorrera a infração. Para repor a peça defensiva, o treinador optou, então, por retirar Malbranque, o melhor jogador em campo.
Então, após muita pressão e os mais 4 minutos de tempo extra concedidos, o United chegou ao empate, após um bate-rebate na área e uma finalização para fora de Evra desviada para dentro de seu próprio gol pelo excelente Ferdinand.
Para mim, o 2x2 colocado no final deveu-se, em parte pelo menos, ao Senhor Wiley. Neste caso, um final à moda brasileira, já que não raras vezes, no Brasileirão, também são os homens de preto que decidem a partida.

Agradável surpresa inglesa

Acabo de ver o excelente primeiro tempo do Sunderland, como visitante, no Old Trafford. Time equilibradíssimo, com sistema defensivo até aqui impecável, ajudado pela marcação eficiente dos meias e atacantes. Joga defensivamente, mas sem renunciar às estocadas ofensivas.

Destaque para o excelente meio-campista Malbranque, coadjuvado por Cattermole e, na frente, o terminal Darren Bent.

Poucas vezes vi um sistema defensivo funcionar tão bem, quase não dando chances ao Manchester United de finalizar. Nota 9 para a linha de zagueiros, especialmente o ala pela direita Bardsley. Uma aula de como marcar sem fazer faltas, coisa que desconhecemos no Brasil.

Em tempos de bolas aéreas decisivas, é um grande handicap não comete-las, especialmente aquelas em que o atacante está de costas para o gol.

Volto ao segundo tempo, com muita curiosidade sobre a capacidade do Sunderland de manter esse nível defensivo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Palpites II (prá concorrer com o PVC)

Estimulado por alguns acertos (mesmo no escore) na vez anterior em que me propus a dar uma de "Mãe Diná", aqui vão os meus palpites para a rodada, com direito até a explicações sobre os prognósticos:
Atlético MG 3 x 0 Barueri (time embalado, e com reforços, contra quem já conseguiu o que queria);
Avaí 1 x 1 Cruzeiro (chama já apagando versus chama querendo acender);
Flamengo 2 x 1 Fluminense (a pá de cal no Flu, que só falta botar o Horcades de centroavante);
Grêmio 1 x 1 Sport (os dirigentes do Grêmio afirmaram já estar pensando em decidir a vaga do G4 no Gre-Nal, o que tira a concentração do time);
Santo André 2 x 1 Vitória (decididamente, o Vitória caiu, marcadamente pelo que vi contra o falso River, do Uruguai);
Corinthians 1 x 1 Atlético PR (o Timão desacelerando contra um time mediano e que apenas quer permanecer na Série A);
Santos 3 x 1 Palmeiras (Kléber Pereira voltando a engrenar e Danilo voltando à sua realidade);
Goiás 3 x 1 Botafogo (prá variar, com o Fogão tomando gols em contra-ataques);
Coritiba 2 x 2 Inter (Taison e Edu).