sábado, 1 de outubro de 2011

Mandamento de futebol (Deixe em paz quem não te ameaça)

Disse há algum tempo atrás que escreveria sobre coisas que já vi dar certo (muitas vezes) e dar errado (também muitas vezes) no futebol. Repetições de situações que levam quase sempre ao mesmo resultado, seja positivo ou negativo. Vou retomar o tema, à medida que aparecerem as situações.

O jogo que vi hoje à tardinha (Fluminense e Santos) me fez lembrar de uma dessas circunstâncias. Fazer faltas em jogadores que estão de costas para o gol (atitude imbecil) geralmente penaliza. Da mesma forma como ceder escanteio numa situação em que o atacante não tem a menor condição de levar perigo. Já vi acontecer centenas de vezes. Resulta em falta ou escanteio e, muitas vezes, gol.

Aconteceu de novo hoje, terminando em gol do Fluminense aos 95 de jogo.

MORAL DA HISTÓRIA: DEIXE QUEM ESTÁ DE COSTAS PARA A TUA ÁREA EM PAZ. NINGUÉM FAZ GOL DE COSTAS.

Abel é o novo Zagalo: Fluminense 3 x 2 Santos

Deu saudade de escrever de novo. Minha inspiração veio do Abel, o milagroso.

Antes de Abel, foi Zagalo. O homem do 13 da sorte. Onde metia a mão, virava ouro. Nilton Santos, seu companheiro do grande Botafogo, contou mil e uma histórias envolvendo a famosa sorte do Mário Lobo. Até relógio de ouro achou nas ruas de Londres.

Agora é Abel. Acho até que é uma espécie de compensação do homenzinho lá de cima pelo que sofreu nas mãos do Caim há muito tempo atrás.

Brincadeiras à parte, o homem é mesmo "largo".

Primeiro, o Mundial FIFA no Inter, com Ceará e Rubens Cardoso nas laterais, Edinho e Wellington Monteiro no meio, Fernandão e Pato de fora e gol decisivo sendo marcado pelo glorioso Gabiru (acho que hoje reserva do Asa de Arapiraca).

Ganhou uma montanha de dinheiro na Arábia e voltou.

Pegou um Fluminense absolutamente medíocre e vem acumulando sorte. Hoje foi o máximo. A virada com o Santos foi o máximo.

O Fluminense, meus amigos, é um grande mistério. Acho que uma boa explicação sobre o sucesso do Flu poderia vir de seu mais famoso torcedor no passado, Nelson Rodrigues: o famoso "Sobrenatural de Almeida". Um cara que aparece de vez em quando e faz coisas inacreditáveis.

O Fluminense está ingressando no G4 e pode rumar ao título brasileiro com um time que, oferecido à dupla Gre-Nal, daqui de POA, não iria sofrer desfalque algum. Na defesa tem um goleiro comum (Cavalieri), laterais mais ou menos (Mariano e Carlinhos) e zagueiros prá lá de medíocres (Gum, Euzébio, Márcio Rozário e Digão). É também um dos clubes brasileiros que mais tem "quebradores de bola" como volantes (Edinho, Diogo, o banido dos treinos do Grêmio por deficiência técnica, Diguinho e Fernando Bob). Na articulação, um cara mediano (Lanzini, argentino de 18 anos) e um já ex-atleta (Deco). No ataque, suas únicas virtudes: Fred e Moura. Nenhum clube se interessa por ninguém do Fluminense. Entra janela de transferência e sai janela de transferência e ninguém se interessa por eles.

Pois, este time virou um 0x2 aos 38 do segundo tempo contra o Goianiense, no Engenhão, com gol impedido de Moura aos 93. Depois, virou um jogo contra o Avaí com gol impedido de Fred. Após, empatou com o Atlético do Paraná com um gol de pênalti inexistente marcado aos 92.

O milagre de hoje foi demais.

O homem colocou o Sóbis no segundo tempo. Na primeira bola, o glorioso Rafael domina uma bola e sem ter espaço e sem tirar distância da bola dispara um petardo no ângulo. Aí, logo depois, perde um zagueiro por agressão. Aos 89 o Santos empata, com gol do ex-colorado Renteria. Então, o árbitro, querendo punir a cera que o Flu vinha fazendo dá mais 5 minutos. O jogo prossegue. Aos 94 e meio um lateral do Santos concede um escanteio de graça e...pimba, aos 95 minutos, exatamente, Márcio Rozário, o zagueiro que o novo Zagalo colocou prá compor a defesa pela expulsão, coloca na rede.

Cruuuuuzeeeesssss