segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Jeferson, um novo craque ou "queimarei a língua" ?

Final da tarde deste domingo, 18 de dezembro de 2011. Local o Passo D'Areia.

Para a minha satisfação, o cara joga no Botafogo e tem 19 anos. Chama-se Jeferson, um camisa 10 canhoto, de cabeça em pé, erro de passe zero, excelente condutor de bola, tem no sangue alguns dos mandamentos catalães, como "passa e desloca", o "passa já", mas também o lançamento longo e o chute forte de fora da área. Chama a responsabilidade e se cobra por omissões.

Acho que vi um craque em ação.

Salve o Fogão!!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

O estímulo Barça

Volto a postar depois de longo tempo, estimulado pelo Barça. Que fantástico espetáculo! Considero-me um privilegiado aficcionado de futebol, que já viu a fantástica seleção brasileira de 1970 e a famosa "laranja mecânica" de 1974. Ao vivo vi Pelé, vi Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho, Tostão, Rivelino, Gérson, Ademir da Guia, Zico, Manga, Falcão, Carpeggiani, Teófilo Cubillas, Pedro Rocha, Maradona e até Yashin, o"Aranha Negra". Apaixonado que sou pelo futebol, nem falo nos atuais. Pela TV, tudo o que se pode imaginar em termos de craques, mesmo do passado, ícones do esporte bretão, como Beckenbauer, Overath, Euzébio, Breitner, Cruyff, Neeskens, Baresi, Platini, Zidane e muitos mais.

O Brasil de 1970 era recheado de individualidades, o que de melhor já se reuniu em uma só geração. Marcou a transição entre o futebol do passado, mais romântico, clássico, pausado e o do presente, profissional, da força, da velocidade, do atleta mais do que artista.

O ano de 1974, da aparição da grande Holanda e mesmo da não menos imponente Alemanha, demarcou a transição. De lá para cá, tenho visto poucas novidades táticas: a "extinção" dos pontas, o surgimento dos "alas", as composições defensivas com 2 ou 3 zagueiros e paramos por aí, quer dizer...até vermos em ação o Barça atual.

Mesmo não sendo "hincha" do time catalão, não posso deixar de reconhecer: a perfeição em futebol existe. Todos os mandamentos do futebol estão ali contemplados. Não sei se são 10. Vamos ver. Um: marcar acima de todas as coisas, pressionando o adversário já no seu campo; Dois: acertar passes, em percentual muito próximo de 100%; Três: tocar a bola de primeira, sempre, para o companheiro melhor colocado; Quatro: deslocar-se sempre, para qualquer posição do campo, para ser opção de passe; Cinco: ficar na posse da bola incansavelmente, minando as forças do adversário; Seis: priorizar o coletivo, quase sempre; Sete: finalizar com percentual altíssimo de aproveitamento; Oito: praticar pouquíssimas faltas, só as necessárias, e sem violência, de modo a ter o time sempre completo, em condições de jogo; Nove: despreocupar-se totalmente com as decisões de arbitragem; Dez: jogar com prazer, sempre. E tem mais: goleiros devem saber jogar com os pés, zagueiros devem saber dominar a bola e sair para o jogo, atacantes e meias devem ajudar a marcar.

O Barcelona faz tudo isto e mais um pouco.

Restará para sempre na memória dos amantes do esporte, reinando entre os maiores de todos os tempos. Até que a FIFA, quem sabe, à moda do basquete, determine tempo de posse de bola...