segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Botafogo ganha a chance dos deuses

Nem sempre os deuses do futebol dão chances como a que se apresentou ao Botafogo neste domingo, 24 de janeiro de 2010.
Na terceira rodada do carioca, uma aplastante goleada ante o humilde Vasco da Gama (0x6), outrora Almirante, hoje, no máximo um Capitão-de-Fragata, permite que o clube da estrela solitária tenha a dimensão exata de sua fraqueza, ainda no início da temporada, a tempo de corrigir o seu rumo.
Tive o prazer (prazer mesmo, acreditem!) de ver um verdeiro "chocolate", daqueles de 100 % do mais puro cacau. Foi tal que o clube, ainda sem patrocínio, atiçou a Nestlé e a Garoto.
Alguns jogadores do Fogão, creiam, não seriam bem-vindos em qualquer clube do interior de nosso Rio Grande. Falo dos ridículos Alessandro (um Paulo Sérgio piorado, se bem me entendem os gremistas), Antonio Carlos (um Fábio Bilica sem grife), Wellington (que um torcedor alvi-negro mui felizmente apelidou de "Boneco de Olinda", alto, magro, saltitante e inofensivo, que todo mundo passa ao lado), Cordeiro (aleluia, Inter), Fahel (o caso mais fantástico do futebol brasileiro, vaiado pela torcida em todas as partidas que jogou pelo clube até agora, desde 2009, mas sempre escalado, graças ao seu empresário), Lúcio Flávio (o famoso "100", sem emoções, sem brio, sem velocidade, sem garra, sem luta, sem valentia, sem títulos) e, com chave de ouro, um tal de Eduardo, este um caso de polícia, digno de uma grande investigação. Merece um parágrafo só prá ele, o Eduardo botafoguense.
O tal Eduardo aportou vindo do Bahia como grande promessa de zagueiro. Quando o vi pela primeira vez, pensei que era brincadeira. Físico similar ao de Maicossuel ou Ramires, teria difícil vida de zagueiro. Passados uns meses virou lateral esquerdo, ou um terceiro zagueiro. Lógico, com um problema. Dificuldade extrema para marcar e maior ainda para apoiar. O jovem, porém, sempre se achou um "clone" do Nilton Santos. Igualzinho. Aliás, mais bonito, graças às suas trancinhas esvoaçantes. Vai daí que, por gostar de brincadeiras com a bola perto da área, o "Enciclopedinha" complicou algumas partidas, não muitas. Diretamente apenas umas 9 ou 10, entre essas uma final de campeonato carioca. Por avaliação de mostrar desinteresse e pouca seriedade com o futebol, foi afastado o ano passado. Afastado, para treinar em separado. Ressuscitou agora (pensam que só Ele é capaz disso?), no carioca, já como meia avançado. Dizem que, num jogo desses, apareceu com uma chuteira de cada cor, mas sem trancinhas, o que levou a diretoria botafoguense a achar que tinha virado um jogador de futebol, e sério. No domingo, contra o Vasco, perdeu mais uma bola perto da área e deu o gol pro Dodô, bem no início do jogo. Depois, antes dos 15 minutos, por não achar a bola até ali, achou a tíbia do adversário e foi expulso. Foi multado em 10% de seus salários, por nota oficial do clube. Este, o gajo.
Um 0x6 assim é inspirador, como podem ver. Pode até fazer bem, se houver um mínimo de inteligência por parte de quem decide.

Resultado nem sempre diz tudo

Vimos Inter B contra o Porto Alegre e Inter SM. Ganhou do primeiro jogando mal e empatou com o segundo quando merecia ganhar. Time apático contra o primeiro, aceso contra o segundo. Acho que foi uma sacudida providencial. No balanço dos 3 jogos, gostei muito de Walter e Juan, que faria imediatamente jogar na equipe principal, com mais 9 titulares. Gostei algo de Leandro Damião, Josimar, Igor, Ytalo e Paulinho. Os 2 volantes são já bons reservas para o time A. Damião, Ytalo e Igor emprestaria para algum time da Série A do Brasileiro. Ano que vem estariam "tinindo". Os demais, deixaria treinando por aqui, prá reposição mais remota. O importante é que não vi fracasso pessoal de ninguém. Todos têm as suas qualidades.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Nível técnico caindo

Como já havia referido em tópicos anteriores, no ano passado, a ressurreição dos ex-atletas (Petkovic, Marcelinho, Baier, Ramon, Iarley, etc.) dava mostras de que as nossas últimas gerações não nos têm favorecido em qualidade.
Agora, no Brasil, pegou a moda de procurar "atletas de showbol", tipo RCarlos, Giovanni e etc. Espera-se, assim, para logo, o anúncio da volta do capitão Cafu. Viola já voltou, aos 41, em Santa Catarina. Edilson, o sorriso, também deu as caras na Bahia. Alguns cronistas, no embalo, começam a articular a volta dos Ronaldos à seleção. Uma edição remasterizada, autêntica, do Gordo e o Magro. Seleção rizível, se assim for.

Coisas boas do Inter B

De Walter já se tinha a convicção de que joga mais, mas muito mais do que Alecsandro. O primeiro dribla, finaliza bem com os 2 pés, é melhor no confronto físico e ainda é garçom. O segundo não compete em nenhuma dessas valências.
Surpreenderam-me Juan, o lateral pela esquerda, no mais clássico estilo Kléber, e Leandro Damião, uma postura de 9 como me agrada. Sempre prendendo 2 zagueiros, fazendo o pião, tabelando e segurando a defesa com o físico. Bom cabeceador, ademais.
Gostei do combate incessante dos volantes, da inexistência de chutões na defesa e da ânsia de sempre ter a posse da bola.
A interação com JFossati parece perfeita, percebendo-se que o Inter B segue a mesma modelagem e padrão de jogo do Inter titular. Vê-se isto em detalhes, como nos casos da preocupação do combate em todo o campo e da ultrapassagem de quem vem de trás sobre o detentor da bola.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Taça São Paulo e primeiras observações

Vi o jogo do Vasco contra o CFZ de Brasília contra o Vasco (4x4) e do Inter contra o Atlético de Pernambuco, 4x2 pro colorado). Em comum, a emoção dos gols e as defesas mal postadas.
Valeu por algumas presenças individuais apreciáveis, como o atacante Felipinho, do Inter (veloz e driblador vertical), Ronael, do CFZ, do Zico (uma surpresa agradável, como meia chegador) e o goleiro Willian (do time pernambucano, de apenas 17 anos, de excelente atuação mesmo com os 4 gols sofridos).

Mais sobre contratações

Enquanto o Inter não anuncia o seu "espetacular" 9 (eu iria atrás do modesto Grafite, ora na condição de emprestável pelo Wolfsburg), o tricolor anuncia o pacote sampaulino e avaiano (Leandro, Hugo, Borges, Ferdinando, William e o próprio Silas).
Leandro é um bom segundo atacante (na época de São Paulo, pelo menos), de temperamento brigador e irritadiço. Borges, um excelente 9, bom finalizador, de temperamento inconstante, ora tímido, ora contestador no vestiário. De Hugo gosto menos, pela irregularidade. William nunca me impressionou, mesmo em sua melhor fase, no Santos, campeão brasileiro, onde era reserva. É inferior a Jonas. Ferdinando não vi jogar.
Silas, de boa campanha no modesto Avaí, de torcida que não exigia senão a permanência na série A, assume sob a sombra de Rospide.
Do lado de fora da aldeia, nada impressiona em termos de contratações.
Em São Paulo, o São Paulo se reforçou pouco (os Paraíbas e Léo Lima são a prova cabal); o Santos, idem; o Corinthians amadureceu bastante (Iarley, RC, Tcheco, Danilo). Do Palmeiras, nada se comenta.
No Rio, o Flamengo promete Love e só; o Flu sai à cata dos anúncios do Botafogo (e emplaca o bom Ewerton, ex-Barueri); o Vasco muda a foto, modestamente (cerca de 10 contratações medianas) e o Botafogo surpreende com El Loco Abreu e talvez Ortigoza.
Salvo alguma futura repatriação bombástica...

domingo, 3 de janeiro de 2010

Maxi Lopez faz o "pião"

Não que ache o gringo Maxi um craque. Contudo, preenche a condição de 9 que faz o "pião", podendo formar um bom ataque com um segundo atacante de qualidade. Já pensaram se o amigo de D'Alessandro, via FC Moscou, acabasse no Beira-Rio? Acho que a rivalidade triplicaria! Se isso acontecesse, inevitável a caça aos investidores gremistas, para buscar o Nilmar no Villareal, pagando 1 milhão de dólares por mês, não acham?
Que espetáculo!

Inter e perspectivas para 2010

Não sei se Fossati dará certo. Creio que precisávamos mesmo de sangue novo, de um pouco mais de malícia, de um treinador tático. Espero que implante um modelo que considero o top em futebol, que, para mim é o que privilegia a posse de bola, como o fazia a escola boquense, de Carlos Bianchi.
Minhas esperanças neste ano repousam em Walter, Edu e Marquinhos, todos homens de ataque. Foi o que nos faltou em 2009, na era pós Nilmar.
Acho que necessitamos, também, de um goleiro de peso ou, no mínimo, para fazer sombra a Lauro. Se fosse FC buscaria São Aranha, inexplicavelmente reserva de Carini no Galo.
Não conheço o uruguaio Bruno Silva, mas sei que Nei é um Guiñazu pela ala direita. Raça pura. Com Kléber e Ramon, Nei e Bruno, creio que não teremos a mesma deficiência histórica de 2009.
Gosto muito de Sandro, mas se confirmarem-se os 8 milhões de euros vindos do Tottenham não há como segurar o cara. Aí será torcer para que Tiago Matias tenha mesmo virado espetacular.
Segurando o Andrezinho e fazendo render a D'Ale, companheiros de Thiago Humberto, meia e goleador, acredito em articulação nota 10.
Seria perfeito se, em acréscimo a tudo isto, aportasse no Beira-Rio um camisa 9 do tipo que saiba fazer o "pião", o "espetado" do Tite. Alecsandro não é o cara. El Loco Abreu, que acaba de firmar com o Botafogo, preenche o requisito.
Espero um 2010 perfeito, com um Gauchão que revele 3 ou 4 valores para o plantel principal, e uma vitória na final da Libertadores, contra o Corinthians, com um gol de Walter driblando Felipe e entrando com bola e tudo, em pleno Pacaembu lotado. Com direito a reclamação do Andrés Sanches, pela falta de respeito do garoto.

Retornando em 2010

Após um período de descanso, na entressafra do futebol, retorno a mil, rumo ao post 1000. Um Feliz Ano Novo a todos, pleno de realizações e de consciências despertadas. Força para as famílias enlutadas de Angra dos Reis.