Nem sempre os deuses do futebol dão chances como a que se apresentou ao Botafogo neste domingo, 24 de janeiro de 2010.
Na terceira rodada do carioca, uma aplastante goleada ante o humilde Vasco da Gama (0x6), outrora Almirante, hoje, no máximo um Capitão-de-Fragata, permite que o clube da estrela solitária tenha a dimensão exata de sua fraqueza, ainda no início da temporada, a tempo de corrigir o seu rumo.
Tive o prazer (prazer mesmo, acreditem!) de ver um verdeiro "chocolate", daqueles de 100 % do mais puro cacau. Foi tal que o clube, ainda sem patrocínio, atiçou a Nestlé e a Garoto.
Alguns jogadores do Fogão, creiam, não seriam bem-vindos em qualquer clube do interior de nosso Rio Grande. Falo dos ridículos Alessandro (um Paulo Sérgio piorado, se bem me entendem os gremistas), Antonio Carlos (um Fábio Bilica sem grife), Wellington (que um torcedor alvi-negro mui felizmente apelidou de "Boneco de Olinda", alto, magro, saltitante e inofensivo, que todo mundo passa ao lado), Cordeiro (aleluia, Inter), Fahel (o caso mais fantástico do futebol brasileiro, vaiado pela torcida em todas as partidas que jogou pelo clube até agora, desde 2009, mas sempre escalado, graças ao seu empresário), Lúcio Flávio (o famoso "100", sem emoções, sem brio, sem velocidade, sem garra, sem luta, sem valentia, sem títulos) e, com chave de ouro, um tal de Eduardo, este um caso de polícia, digno de uma grande investigação. Merece um parágrafo só prá ele, o Eduardo botafoguense.
O tal Eduardo aportou vindo do Bahia como grande promessa de zagueiro. Quando o vi pela primeira vez, pensei que era brincadeira. Físico similar ao de Maicossuel ou Ramires, teria difícil vida de zagueiro. Passados uns meses virou lateral esquerdo, ou um terceiro zagueiro. Lógico, com um problema. Dificuldade extrema para marcar e maior ainda para apoiar. O jovem, porém, sempre se achou um "clone" do Nilton Santos. Igualzinho. Aliás, mais bonito, graças às suas trancinhas esvoaçantes. Vai daí que, por gostar de brincadeiras com a bola perto da área, o "Enciclopedinha" complicou algumas partidas, não muitas. Diretamente apenas umas 9 ou 10, entre essas uma final de campeonato carioca. Por avaliação de mostrar desinteresse e pouca seriedade com o futebol, foi afastado o ano passado. Afastado, para treinar em separado. Ressuscitou agora (pensam que só Ele é capaz disso?), no carioca, já como meia avançado. Dizem que, num jogo desses, apareceu com uma chuteira de cada cor, mas sem trancinhas, o que levou a diretoria botafoguense a achar que tinha virado um jogador de futebol, e sério. No domingo, contra o Vasco, perdeu mais uma bola perto da área e deu o gol pro Dodô, bem no início do jogo. Depois, antes dos 15 minutos, por não achar a bola até ali, achou a tíbia do adversário e foi expulso. Foi multado em 10% de seus salários, por nota oficial do clube. Este, o gajo.
Um 0x6 assim é inspirador, como podem ver. Pode até fazer bem, se houver um mínimo de inteligência por parte de quem decide.
Um comentário:
E o ataque, Paulo? Gostaste da dupla Herrera-Loco Abreu??
Eu gostei. Acho o Herrera u bom atacante e o Loco Abreu é um matador nato.
Abraço!
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