quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Algumas idéias sobre o futebol

Nos próximos posts manifesto a intenção de dedicar um tempo maior ao que chamo de postulados do futebol, para mim, que, a esta altura da vida, fazendo as contas, por baixo, devo ter chegado à casa dos 10 a 15 mil jogos assistidos, presencialmente nos campos de jogo, ao vivo na TV, em VT e tudo o mais. Dos 7 aos 25 vi quase todos os jogos que aconteciam em Porto Alegre (Inter, Grêmio, Cruzeiro e São José). Não importava se fosse Gaúcho, Robertão (antigo Brasileiro), Segundona, Brasileiro ou o que fosse. Íamos eu e o "velho", como faço agora, em companhia do Nando ou da Laura (as vezes os dois).



Na TV via tudo, de início os VTs (video tapes) e depois ao vivo. Carioca, Paulistão, o que viesse. Vi vários XV de Jaú x XV de Piracicaba, alguns Juventus x Noroeste.



Desde 1970 até a Copa de 2006, tive a honra de ver todas as partidas de todos os Mundiais. Inclusive as intervenções de Honduras e El Salvador, Costa Rica, Zaire e outros menos votados. Hoje em dia fiquei mais seletivo. Não passo de 30 jogos por Copa.



Atualmente, quando sobra um tempinho, além dos nacionais, dou uma olhadinha nos campeonatos inglês e alemão. O campeonato italiano só teve graça na época de Maradona no Napoli, dos holandeses no Milan (van Basten, Gullit, etc), dos alemães na Inter (Brehme, Klinsmann, Matthaus), dos franceses na Juve (Platini primeiro, Zidane depois), que também tinha o polonês Boniek na boa época. O espanhol nunca me atraiu, com suas defesas em linha, paraíso dos atacantes habilidosos que sempre empilharam gols e mais gols sem qualquer incômodo.



Com tudo isto na memória, fixei algumas idéias básicas sobre o esporte bretão, respeitadas, evidentemente, as diferentes épocas vivenciadas. Tudo se aplica ao presente momento, sobre o qual me fixarei. Direi, pós observação de tantas repetições, o que costuma dar certo e o que, na maior parte das vezes, dá errado.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Muitos temas...e Garcia, diga-se de passagem, já venceu o Zorro

O Inter B que vi contra o Cruzeiro, o estrelado aqui de Porto, em duas partidas, é muito ruim. Merecia mesmo a dissolução. Enderson Moreira, porém, foi vítima, do planejamento, que comandava uma equipe-espelho da principal, inclusive no esquema tático, até no abandono do centroavante. Era a crônica da morte anunciada. O Cruzeiro, ao fim e ao cabo, acabou colaborando com o saneamento das finanças do Colorado.
Antes do sábado, na quarta-feira, o Inter A jogou razoavelmente contra o Emelec na estréia da Libertadores. Colocou 2 pontos fora, no primeiro tempo perdendo tempo com uma escalação defensiva demais (Bolatti, Guiñazu, Matias juntos) e com um Zé Roberto em noite muito infeliz. No segundo, quando da melhora do esquema, e presença de mais 1 atacante (Cavenaghi), pelo receio excessivo do Juarez Roth, que retirou o melhor e mais alto em campo (Bolatti) para colocar mais 1 zagueiro (Rodrigo), mais baixo e inativo há cerca de seis meses.
No domingo, vi os trágicos pênaltis batidos pelo Botafogo na enésima derrota para o Flamengo nos últimos tempos (todas nas penalidades máximas). Impressionante como profissionais de futebol, regiamente pagos, são negligentes para com o seu "ganha-pão".
Convido-vos ao youtube.com.
Verão que, em se tratando de penalidades máximas, os canhotos preferem o canto direito do goleiro em cerca de 90% das vezes. Os destros, preferem o canto esquerdo dos "arqueiros", em não menos do que 80% das oportunidades. Os goleiros sabem disso. Se os batedores facilitarem, chutando à meia altura, e de chapa (lado de pé), a chance de defesa cresce muito. Foi o que aconteceu.
Previsões para a semana? Inter, jogo de alto risco contra o Jaguares. Grêmio, de franco atirador, pode ganhar do Junior, em Barranquilla. Não creio na hipótese, porém. Acho que dá empate. No final de semana, um desejo, o de que o Cruzeiro mantenha a sua tradição, de enfrentamento duro com os grandes, de superação das adversidades. A defesa da honra, sobretudo. Quem sabe o milagre? Para quem acompanha o futebol há mais tempo, lembro que o estrelado já venceu o Grêmio no Olímpico, nos anos 70, com um gol de Garcia. E o símbolo do Grêmio já era o "Mosqueteiro". Portanto, uma vez Garcia já matou o Zorro, em Porto Alegre.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Gaciba, inexplicável

Alguns, como este próprio escriba, julgavam ver um certo gremismo no bom Leonardo Gaciba. Desde um certo Gre-Nal e, nele, de um certo lance protagonizado por um cara chamado Ronaldo de Assis Moreira. Uma condução de mão na bola que terminou em gol. Depois, em outras oportunidades, por certos detalhes que não passam despercebidos a um atento observador de arbitragens como me julgo.


Tudo bem, posso ter me enganado todo esse tempo!


Sou daqueles que percebem quando um árbitro "trunca" o jogo em favor de um empate ou quando inverte faltas no meio de campo prá "matar" um time e, de quebra, "amarelar" ou "avermelhar" alguém. Identifico, também, quando o "homem de preto" "amarela" volante e zagueiros de um time nos primeiros 10 minutos, nem sempre de modo justo, "prá amaciar o jogo".



Ouvi uma vez do Godói (ex-árbitro), num debate na TV, uma colocação lapidar a respeito de árbitros. Disse ele que o árbitro de classe que quer dar uma "ajudinha" não faz escândalo, não dá pênalti clamoroso e nem anula gol de qualquer jeito. Tem modos mais sutis.




De tudo isto me lembrei ao ouvir de Gaciba (agora comentarista de arbitragem da Rádio Gaúcha), mesmo após ver pela TV o replay da equivocada penalidade marcada a favor do Grêmio contra o Oriente Petrolero, a opinião de que vira o pênalti e o confirmaria. Apenas ele, então, e Liber Prudente, o imprudente, em todo o estádio o viram. Contam que, depois do replay, já no hotel, convencido de sua asneira, capitulou o imprudente Liber, o juiz uruguaio, só restando a opinião de Gaciba.



Daí vem a questão, que a todos traz curiosiodade. Qual foi mesmo o ângulo de vista que a TV (na cabine da Gaúcha) ofereceu ao bom Leonardo Gaciba para que ele confundisse boca, dentes e nariz com falanges, dedos e unhas ?

Cruzeiro é agora Real

Com a bela campanha realizada no primeiro turno do Gauchão 2011, o glorioso alvi-azul deve alcançar o seu objetivo maior do ano, a permanência na elite do futebol gaúcho quando da inauguração da Arena Estrelada, na progressista Cachoerinha, evento inicialmente previsto para 2012.
Andou muito bem a direção do clube nos últimos tempos, em todos os aspectos, começando pelo prestígio às divisões de base, passando pelas contratações pontuais para suprir algumas carências do plantel e, principalmente, na decisão de troca de comando da comissão técnica após alguns insucessos consecutivos ainda neste turno.
O maior dos acertos, porém, parece ser a escolha do novo lar cruzeirista. A mudança de ares, tenho certeza, fará muito bem ao Cruzeiro, agora uma realidade feliz para os seus torcedores e simpatizantes.