sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Gaciba, inexplicável

Alguns, como este próprio escriba, julgavam ver um certo gremismo no bom Leonardo Gaciba. Desde um certo Gre-Nal e, nele, de um certo lance protagonizado por um cara chamado Ronaldo de Assis Moreira. Uma condução de mão na bola que terminou em gol. Depois, em outras oportunidades, por certos detalhes que não passam despercebidos a um atento observador de arbitragens como me julgo.


Tudo bem, posso ter me enganado todo esse tempo!


Sou daqueles que percebem quando um árbitro "trunca" o jogo em favor de um empate ou quando inverte faltas no meio de campo prá "matar" um time e, de quebra, "amarelar" ou "avermelhar" alguém. Identifico, também, quando o "homem de preto" "amarela" volante e zagueiros de um time nos primeiros 10 minutos, nem sempre de modo justo, "prá amaciar o jogo".



Ouvi uma vez do Godói (ex-árbitro), num debate na TV, uma colocação lapidar a respeito de árbitros. Disse ele que o árbitro de classe que quer dar uma "ajudinha" não faz escândalo, não dá pênalti clamoroso e nem anula gol de qualquer jeito. Tem modos mais sutis.




De tudo isto me lembrei ao ouvir de Gaciba (agora comentarista de arbitragem da Rádio Gaúcha), mesmo após ver pela TV o replay da equivocada penalidade marcada a favor do Grêmio contra o Oriente Petrolero, a opinião de que vira o pênalti e o confirmaria. Apenas ele, então, e Liber Prudente, o imprudente, em todo o estádio o viram. Contam que, depois do replay, já no hotel, convencido de sua asneira, capitulou o imprudente Liber, o juiz uruguaio, só restando a opinião de Gaciba.



Daí vem a questão, que a todos traz curiosiodade. Qual foi mesmo o ângulo de vista que a TV (na cabine da Gaúcha) ofereceu ao bom Leonardo Gaciba para que ele confundisse boca, dentes e nariz com falanges, dedos e unhas ?

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