sábado, 6 de agosto de 2011

Qualidade zero, fundamentos zero

Tenho visto futebol cada vez de menor qualidade técnica no Brasileirão. Praticamente não ocorrem jogos com "scouts" que marquem menos do que 50, 60 ou mais passes errados. Nesse padrão, o jogo é feio e não se cria nada de positivo. Pudera!!!

Nesse cenário de mediocridades, não impressiona que ex-atletas como Rivaldo, Tcheco e até Ronaldinho Gaúcho (este, mesmo em meio às suas noitadas) continuem dando as cartas como melhores de seus times e do campeonato. Seus méritos: passar bem a bola e bater bem na "dita cuja". E basta.

Os laterais (alas) quando conseguem a linha de fundo não acertam cruzadas. Os escanteios vão à canela dos defensores, invariavelmente, ou ao terceiro pau, o da bandeirinha de escanteio contrária.

Rara a tentativa do drible. As exceções são saudadas em prosa e verso (Neymar e o Lucas, do São Paulo).

No terreno defensivo, continuam os zagueiros a derrubar atacantes que estão de costas para o gol ou, em cruzamentos, a marcar a bola. Nunca se viu tanto gol de cabeça por falha de marcação. Prova do que falo é que não há, a rigor, grandes cabeceadores. Qualquer "metro e sessenta" tem a sua vez na grande área no futebol atual.

E cada vez ganham mais esses desqualificados!!!

Cruzeiro: Adeus na Série D

Hoje à tarde, no Passo D'Areia, vi um Cruzeiro muito inferior ao do Gauchão perder as suas últimas esperanças em continuar vivo nas disputas da Série D nacional.

O jogo com o surpreendentemente fraco Juventude, de derrota por 1x0, demonstrou que Diego Torres, Léo Maringá e não foram substituídos a contento na nova formação, o que retirou força do meio campo e do ataque cruzeirista. Pálidas as atuações de Marquinhos, o 10, Faísca, o 11, e dos atacantes Paulo Sérgio e Maxwell.

Resta utilizar o restante da série D, e a Copa Laci Ughini, para azeitar a máquina para 2012 e futuro, já na Arena Cachoeirinha, que deveria chamar-se, por justiça, Estádio Antonio Pinheiro Machado Neto, o Pinheirinho. As maiores glórias do Cruzeiro devem-se a ele.





Voltando...e vociferando

Depois de algum tempo, bem utilizado para reflexão em todos os campos, volto a ensaiar expressar algumas impressões sobre o que tenho visto no reino da bola.

A dupla Gre-Nal reincide nas asneiras. Roth vai prá lá e vem prá cá e vice-versa. Colocam interinos e os queimam com uma facilidade impressionante.

Nesse 2011, que aqui já se encaminha futebolisticamente para um melancólico final, superaram-se todas as expectativas de desacertos, falta de planejamento e equívocos lamentáveis.

O Inter é imagem de seu presidente, vacilante, pausado, lento. O Grêmio, idem. Como Odone no futebol, errático.

No Inter, sem convicção para bancar o Cuca, preferido de todos da direção, mas rejeitado pela torcida, espera-se pela derrocada maior para buscar um "salvador da pátria". Osmar Loss, o interino da vez, escala mal e mexe pior. Sem nenhuma inventiva e criatividade, recorre a um inexplicável 4-5-1 contra Atlético Goianiense e Fluminense, o famoso "chama derrotas". Na hora das substituições, retira os de melhor produção, e menos nome.

Temo pela Recopa, já no jogo de ida, em Avellaneda. Talvez não haja volta.

Falam em esperar Nei Franco e Dorival Júnior. O mesmo Dorival que vem levando o Galo quase à zona de rebaixamento. Que dureza!!!

O Grêmio que vi hoje, já com o Roth, contra o Palmeiras, é a imagem de seu treinador.
Carrancudo, de futebol feio, grotesco. Muita transpiração, quase nenhuma inspiração. Fizeram os craques tricolores o que o "coach" mandou. A defesa espantou mais e fez mais faltas, deu mais carrinhos. Os acuados Lúcio e Douglas correram mais, com medo da bronca do Celso. No ataque, a única jogada continua sendo a bola parada de Rockembach, de pé trocado, no lado esquerdo.