Deu saudade de escrever de novo. Minha inspiração veio do Abel, o milagroso.
Antes de Abel, foi Zagalo. O homem do 13 da sorte. Onde metia a mão, virava ouro. Nilton Santos, seu companheiro do grande Botafogo, contou mil e uma histórias envolvendo a famosa sorte do Mário Lobo. Até relógio de ouro achou nas ruas de Londres.
Agora é Abel. Acho até que é uma espécie de compensação do homenzinho lá de cima pelo que sofreu nas mãos do Caim há muito tempo atrás.
Brincadeiras à parte, o homem é mesmo "largo".
Primeiro, o Mundial FIFA no Inter, com Ceará e Rubens Cardoso nas laterais, Edinho e Wellington Monteiro no meio, Fernandão e Pato de fora e gol decisivo sendo marcado pelo glorioso Gabiru (acho que hoje reserva do Asa de Arapiraca).
Ganhou uma montanha de dinheiro na Arábia e voltou.
Pegou um Fluminense absolutamente medíocre e vem acumulando sorte. Hoje foi o máximo. A virada com o Santos foi o máximo.
O Fluminense, meus amigos, é um grande mistério. Acho que uma boa explicação sobre o sucesso do Flu poderia vir de seu mais famoso torcedor no passado, Nelson Rodrigues: o famoso "Sobrenatural de Almeida". Um cara que aparece de vez em quando e faz coisas inacreditáveis.
O Fluminense está ingressando no G4 e pode rumar ao título brasileiro com um time que, oferecido à dupla Gre-Nal, daqui de POA, não iria sofrer desfalque algum. Na defesa tem um goleiro comum (Cavalieri), laterais mais ou menos (Mariano e Carlinhos) e zagueiros prá lá de medíocres (Gum, Euzébio, Márcio Rozário e Digão). É também um dos clubes brasileiros que mais tem "quebradores de bola" como volantes (Edinho, Diogo, o banido dos treinos do Grêmio por deficiência técnica, Diguinho e Fernando Bob). Na articulação, um cara mediano (Lanzini, argentino de 18 anos) e um já ex-atleta (Deco). No ataque, suas únicas virtudes: Fred e Moura. Nenhum clube se interessa por ninguém do Fluminense. Entra janela de transferência e sai janela de transferência e ninguém se interessa por eles.
Pois, este time virou um 0x2 aos 38 do segundo tempo contra o Goianiense, no Engenhão, com gol impedido de Moura aos 93. Depois, virou um jogo contra o Avaí com gol impedido de Fred. Após, empatou com o Atlético do Paraná com um gol de pênalti inexistente marcado aos 92.
O milagre de hoje foi demais.
O homem colocou o Sóbis no segundo tempo. Na primeira bola, o glorioso Rafael domina uma bola e sem ter espaço e sem tirar distância da bola dispara um petardo no ângulo. Aí, logo depois, perde um zagueiro por agressão. Aos 89 o Santos empata, com gol do ex-colorado Renteria. Então, o árbitro, querendo punir a cera que o Flu vinha fazendo dá mais 5 minutos. O jogo prossegue. Aos 94 e meio um lateral do Santos concede um escanteio de graça e...pimba, aos 95 minutos, exatamente, Márcio Rozário, o zagueiro que o novo Zagalo colocou prá compor a defesa pela expulsão, coloca na rede.
Cruuuuuzeeeesssss