domingo, 1 de novembro de 2009

O pior Inter do ano

Vi pela TV, hoje à tarde, o pior Inter do ano, perder para o mais fraco Botafogo dos últimos 5 anos. E, com o resultado, colocar-se em sério risco de ver a vaga de Libertadores 2010 escorrer por entre os dedos. Uma tragédia, se acontecer.
Uma bola mal passada por Eller, um carrinho desnecessário de Guiñazu sobre André Lima e a oportunidade para que o Botafogo, logo a 1 minuto, concretizasse em gol uma de suas únicas jogadas perigosas: a bola parada de Juninho. E foi só.
Muitas coisas vêm se repetindo na campanha do Inter. A irregularidade, por exemplo.
Lauro não é sombra do Lauro de 2008, o das saídas seguras, o que pegava todas as muito difíceis e algumas impossíveis. O Lauro de 2009 não segura uma só das muito difíceis. Só não toma frangos como Clemer. Acho que decaiu o seu treinamento.
Na defesa, todos têm fracassado. Até Eller e Sorondo, em quem sempre coloquei muita fé. Os melhores têm sido sempre os que não jogam.
No meio, até Guiñazu anda mal. Desde o fatídico jogo com o Cruzeiro, onde naufragou individualmente. Sandro não voltou o mesmo de convocações e lesões. D'Alessandro tem sido irregular (atenção analistas, o mais irregular D'Alessandro é, ainda assim, melhor do que o mais regular Andrezinho). Basta observar que todos os cartões amarelos botafoguenses do primeiro tempo decorreram de faltas sobre El Cabezón.
Nada, porém, é tão decadente quanto o futebol de Taison e Alecsandro. Do primeiro semestre para cá, uma brutal diferença. Matéria para o velho Analista de Bagé resolver.
Mas, a coisa não está assim só dentro de campo.
Como no ano passado, a fotografia foi mudando, mudando, mudando.
A venda de Edinho foi um bom negócio. Alex pretendia sair prá embolsar algum. Foi também. Nilmar, o nome do primeiro semestre, o próximo a deixar a barca. Não seria fácil mesmo mantê-lo, contra a sua vontade e a dos empresários. Álvaro saiu, ao que consta, por desavenças. Magrão, do mesmo modo, também pediu para sair, após a sua melhor partida no Inter, contra o Avaí, em Florianóplis. Foi também liberado.
Em termos de alas, a fotografia também foi mudando, de improvisado para improvisado. Fomos de Danilo, depois de Bolívar, Daniel e agora, emergencialmente, até de Bolaños.
Na frente, saímos de Alex e Nilmar, passamos por Taison, trocamos Nilmar por Alecsandro, investimos em Edu, apareceu Marquinhos e agora confiamos em Al Kardec.
Duvido que alguma equipe, neste Brasileiro, tenha mudado tanto. Só por milagre isto não redundaria no drama hoje vivido pela torcida colorada, com a perspectiva de novamente não ficar entre os 4 primeiros do campeonato.

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