Não bastasse estarmos em período de férias, de natural escassez em termos de competições importantes (pelo menos por aqui, no Brasil), decidi-me, também, por curtir o meu tempo livre em outras amenidades (banhos de sol, de mar e piscina, joguinhos de tênis e paddle e até um futebolzinho na areia).
Em se tratando da "aldeia", vi alguns jogos do Inter, do "A", "B" (reservas do plantel principal) e "C" (o chamado Inter "B" na verdade é o Inter "C"). Em geral, me agradaram pelo empenho e, principalmente, preocupação com a marcação, exigida por JFossati, aspecto que, para mim, caracateriza equipes vencedoras e não se encontra muito presente no ambiente do futebol brasileiro. Permanece a deficiência ofensiva do time considerado titular, com Taison (um caso raro de "sumiço" de futebol) e Alecsandro (confesso que continua não me agradando, pela perda de gols, pela pouca capacidade de enfrentamento físico com zagueiros e por sua mania, incorrigível, de sair da "zona do agrião"). Kleber Pereira, se estiver 70%, deve tomar a posição. Walter e Edu devem brigar pela segunda posição.
Do Grêmio pouco - ou quase nada - vi. Basicamente, o Gre-Nal, jogo parelho e decidido no detalhe. Continua tendo o miraculoso Victor e ganhou o reforço ofensivo apreciável do excelente Borges. Tem agora excesso de meiocampistas, alguns deles não afeitos a disputas por posição e a sentar em banco de reservas, o que não deixa de ser um "pepino" para o novato Silas. De grave, a constatação de perda da bola aérea, característica das últimas décadas tricolores. Foi-se a bola aérea com o Tcheco (que já anda abastecendo até o "nanico" Jorge Henrique), com as saídas de Léo e Rever e pela opção por atacantes mais baixos.
No Rio, o esperto Tio Janjão deu-se conta da fragilidade do Botafogo que tem nas mãos (vide o "chocolate" do Vasco, e as imensas dificuldades para ganhar de América e Tigres) e armou um esquema com 9 atrás da linha da bola e opção por contra-ataques. Refiro a esperteza de Joel porque sabe muito bem, também, posicionar a sua garrafinha d'água nos jogos, apta a ser chutada aos céus pelo treinador no embalo das vaias da torcida ao desempenho do time.
Tenho curiosidade de ver o jogo desta quarta de cinzas, entre o bom Flamengo, interessado em ganhar a Taça Guanabara e frear na Taça Rio (pensando na Libertadores) e o Botafogo do Joel, jogando no sistema "pega ratão" dos bons tempos do Claudião, aqui do Sul.
Em termos internacionais, continuo vendo o futebol inglês uma légua na frente dos demais, devendo um de seus representantes "papar" a Champions League, se tudo correr normalmente. Vide o jogo de ontem quando o Manchester United literalmente "patrolou" o Milan, em pleno San Siro, com grande atuação de Rooney.
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