domingo, 14 de março de 2010

O 3-5-2 que não funciona

Confesso que gosto do 3-5-2 ou, como prefere dizer o Fossati, às vezes, o 3-4-1-2. Este esquema não tem dado a devida resposta no Inter até aqui, principalmente na Libertadores. Em Porto Alegre, contra o Emelec, pela marcação imposta pelos equatorianos a Kléber e pelo cansaço do Nei, no segundo tempo, acrescido ao fato de que Giuliano não é armador por excelência. Nesse contexto, a bola não chega, fazendo com que os atacantes saiam em busca do jogo. Com a ausência de opções, se mandam os volantes, Guiñazu e Sandro, muitas vezes ao mesmo tempo.
Contra o Deportivo Quito, na quinta, não foi muito diferente. A diferença foi que a retração do time, desde o início, não se deu em função da marcação adversária, mas, sim, em razão da própria proposta de jogo do técnico colorado. Ao final, outra vez o resultado foi melhor do que a atuação. Com a proposta modesta de apenas defender-se, prendendo os alas Bruno Silva e Kléber, o destaque ficou para Sandro (excelente no primeiro tempo, até cansar pela altitude), Guiñazu (haja oxigênio!) e Pato, a figura da partida, com 3 grandes defesas e atitude marcante e decisiva na desmarcação do absurdo pênalti que fulminaria as pretensões do Inter de tentar a liderança do grupo na quinta próxima.
Pelo que vi neste domingo do glorioso colorado em Veranópolis, D'Ale pede passagem para se juntar a Giuliano na tarefa de aproximação com os atacantes. Contra o Cerro, em Rivera, acho que Fossati sacrifica Edu e solta mais os alas. A formação que imagino vá a campo: Pato; Índio, Bolívar e Sorondo; Nei, Sandro, Guiñazu, Giuliano e Kléber; D'Ale e Alecsandro.

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