sexta-feira, 18 de junho de 2010

Até quando FIFA?

Alberto Undiano e Koman Coulibaly, espanhol e malinês, passaram à história das Copas do Mundo com suas desastradas atuações nesta rodada, detonando as pretensões de Alemanha e Estados Unidos contra Sérvia e Eslovênia.

O primeiro, incompetente para administrar um jogo de futebol, utiliza cartões como bengala, prejudicando o desenvolvimento das partidas que apita e dilacerando os times nos campeonatos. Longe de ser unanimidade na Espanha, "o máquina de distribuir cartões", segundo o site Terra, no Mundial Sub-20 de 2009 teria apresentado 23 cartões em 3 partidas, quase um terço dos 75 aplicados pelos demais árbitros em todo o campeonato. Mesmo com esse cartel desanimador, o infeliz espanhol veio a ser escolhido para arbitrar em Alemanha x Sérvia, influindo decisivamente no desenlace da partida. Isto porque veio a expulsar o artilheiro Klose, ainda no primeiro tempo da partida, por 2 infrações cometidas sem qualquer vestígio de maldade e, aliás, ocorridas no próprio campo de defesa sérvio.

Já o representante de Mali (pode?) fulminou a pretensão americana de assumir a liderança da chave, após anular, inexplicavelmente, aos 40 minutos, o gol que seria o da virada espetacular contra os eslovenos. Por ironia do destino, a anulação do gol foi precedida por nada menos do que 3 pênaltis cometidos pela defesa européia na própria jogada que culminou com o fantástico erro.

Para desespero de quem não suporta injustiças, nem no campo desportivo, erra a gloriosa FIFA em 2 situações, seja convocando árbitros de segunda linha para os confrontos do torneio mais importante do mundo, seja dando as costas para a tecnologia, que poderia, sim, ser utilizada para coibir os lamentáveis erros cometidos pelos homens do apito.

Tomara que um dia vejamos, também no futebol, o discernimento que tiveram os dirigentes do tênis profissional no tocante ao aproveitamento da tecnologia, com ela praticamente eliminando o erro ou a má-fé dos grandes torneios do outrora chamado "esporte branco", mediante a oportunização de desafios às decisões de arbitragem, submetidas, então, ao "olho clínico" das lentes e dispositivos tecnológicos.

Fosse o conservadorismo exacerbado dos homens da FIFA deixado de lado e hoje não estaríamos a lamentar pela infelicidade de Alemanha, Estados Unidos e Irlanda, esta deixada fora da Copa pelas mãos maliciosas de Thierry Henry e pelas vistas grossas e complacentes dos comandantes do futebol mundial.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

É mesmo...não torço pro Real Madrid!!!

Nasci e me criei para o futebol indo ver treinos e jogos do Cruzeiro, na Montanha. Acompanhei o meu velho pai nos jogos do estrelado, da Colina Melancólica ao Estrelão. Muito ouvi aquelas histórias do passado, dos anos 30, 40, das vitórias sobre o Rolo Compressor, das excursões à Europa, do Flamini e Lombardini. Foi indo aos jogos do Cruzeiro que o meu velho me ensinou a observar o todo, ao não dar tanto valor ao jogador enfeitado e a identificar quem é quem.
Ao final, ele lá pelos 80 e tantos, eu o levava. Falávamos sobre os velhos tempos. Ele dizia que estava indo de teimoso. Queria que acontecesse, mas não acreditava que tivéssemos força prá subir de novo. Passei também a duvidar, muito contrariado. Nas finais da segundona, sempre perdíamos para a capacidade dos demais de se reforçarem, com o auxílio das comunidades e das prefeituras. Nós, só com a nossa vontade.
Em 2007 o velho se foi prá outras paragens, com 94 anos, exatamente no dia 14 de julho, data de fundação do nosso querido alvi-azul. Levou junto a camiseta que lhe emprestei e o fez tanto feliz.
Quando vi o empate salvador de Bagé, um 0x0 típico, jogo de macho, gauchão puro, contra Darzone e companhia, comecei a achar que era a hora. Gurizada forte, de pegada, de bom toque, de ambição. Senti que a vontade era inquebrantável. Prá quem conhece o turfe e a linguagem típica do esporte, todos eram como "cavalo indócil no partidor", "louco prá soltar as patas".
Comecei então a pedir que o velho, lá de cima, ajudasse um pouquinho. Prá quem acredita nessas coisas, como eu, arrepia ver o resultado.
Hoje era o dia, soube ao meio-dia. Pensei que era na quinta.
Arranjei um tempo, depois de resolver uns particulares e me fui. Cruzeiro e Brasil de Farroupilha. Ganhando, já dava. Chorei um pouco, confesso, e pedi prá que, diferente de outras vezes, tudo se resolvesse rápido e sem sofrimento. Como nunca foi com o Cruzeiro. Fui prá trás da goleira onde ficávamos, o velho e eu, e fiquei todo o tempo falando com ele. Se tivesse alguém perto, me internava direto. Lá fizemos os 3x0.
Foi tudo como combinado, mas só no primeiro tempo.
No sufoco do segundo, com o 3x1 mudei de lado de novo, de ataque prá defesa, voltando ao velho lugarzito e à conversa de pé de orelha com o pai. E veio o 3x2. Eu só pedia prá ele se postar de zagueiro e ajudar a empurrar os ponteiros do relógio. E ele fez as duas coisas. Tenho certeza.
Apito final e me fui pro campo, abracei quem eu via pela frente. Atolei os sapatos no barro até os canos, sapatos que ficarão guardados como troféu assim como estão agora, com uma placa comemorativa que vou mandar fazer. Depois de 32 anos, um 3x2. Tudo a ver. Como na despedida do Estádio da Montanha, um 3x2 contra o Liverpool de Montevideo. Eu também lá estava.
Todo o tempo da comemoração, só fazia uma pegunta ao meu velho parceiro de jornadas: "prá que tanto sofrimento de novo?" "e a nossa combinação?"
Tive a nítida impressão que via ele me dizendo, meio brincando: "tá pensando que torce pro Real Madrid?"

domingo, 13 de junho de 2010

Celso Roth...incrível

Depois dizem que o cara não tem sorte. Um treinador praticamente sem títulos, sem carisma, cujas grandes qualidades, segundo seus admiradores, são o trabalho, a honestidade e a retidão de caráter. Ainda assim, sempre requisitado. Já trabalhou nos maiores clubes do Brasil. E nada.
Se fosse escolher um gerente para a minha hipotética empresa procuraria alguém assim, trabalhador, honesto e de caráter marcante.
Em se tratando de futebol, porém, prefiro os treinadores que escalam bem, mexem bem no time e as vezes até decidem jogos, com alterações ousadas. Roth não é ousado. Nem um pouco. Altera nomes e não esquemas. O time que treina nunca joga bonito. Ganhando ou perdendo, sempre joga feio.
Depois de muito refletir, dei-me conta ser esta a razão pela qual, mesmo tendo feito algumas campanhas milagrosas com times medianos, como o Grêmio de 2008 (vice no Brasileiro), as torcidas não simpatizam com ele. É que, no fundo, nenhum torcedor gosta de ver o seu time sempre jogando mal. Só perdoa o pecado se botar a faixa no peito e a taça no armário. Ainda assim, torce prá que se altere logo o comando.
FC joga uma cartada decisiva com o Juarez Roth (troquei o Celso por me dar conta de que a abreviatura C.Roth leva a uma idéia de objeto cortante, o que não deve ser bom em termos astrológicos, numerológicos e etc.). Se ganhar, ergue-se uma estátua a ele. Se perder, "entrega os tacos".
Tenho feito uma brincadeira com os amigos gremistas, felizes com a contratação colorada. Eles se arrepiam quando falo. Digo que se o Inter ganhar com Roth a Libertadores irá reivindicar, legalmente, o título de "imortal". Afinal de contas, somará a este feito inimaginável a vitória no Mundial FIFA com gol de Gabiru.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pitacos iniciais na Copa do Mundo

Tenho muitas expectativas nesta Copa. Espero, de fato, ardentemente, que não se multipliquem os "Mourinhos". Não gosto de futebol de resultados. Por exemplo, abomino a vitória de 1994.
Palpites para a primeira rodada: empate na abertura, entre África do Sul e México, e vitória do Uruguai sobre a França (mais desejo do que certeza, na verdade). Vejo a França sem força, sem inspiração, sem grande renovação, apenas dependente de Ribèry.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Desculpem a inatividade...mas aqui vão alguns assuntos

Os posts ficaram escassos nos últimos tempos.
Um pouco por culpa de outras atividades, que têm consumido o meu tempo. Outro tanto, porque tenho visto coisas que não estimulam mesmo a escrever sobre o futebol. Por exemplo, as derrotas do Inter para o Vasco (um "feito", às avessas) e Botafogo para o Atlético Paranaense (que timezinho fraco!!!). Nas 2 oportunidades, com viradas inexplicáveis. Ambos 2x0 a favor para um 3x2 contra.
Viradas devem ser coisas épicas, gloriosas, sangrentas. Lembram batalhas. Perder do modo como perderam o Fogão e o Inter, para os medíocres paranaenses e para o ex-Almirante, é como se, em meio a uma batalha que dura alguns dias, a tropa que estivesse vencendo, após uma festança na noite anterior, pegasse no sono, todinha. Inclusive as sentinelas. Ao acordarem, lá pelas 11 da manhã, ainda de porre, se dão conta de que estão presos. Foi mais ou menos assim que vi esses jogos.
Nesse meio tempo, também, vi Mourinho ser endeusado por usar um esquema de jogo "patenteado" por Froner, nos anos 60, e Claudião Duarte, nos 70 e 80. O famoso "pega-ratão". O mesmo Mourinho que, contratado a peso de ouro pelo Real Madrid não titubeia e indica a Florentino Pérez, o Todo Poderoso Presidente dos Galacticos, os novos reforços que pretende: Drogba, Lampard, Milito, Essien, Cole, Gerrard, Martinez, Di Maria, Fernando Torres, Kolarov, Tevez, Maicon, etc., etc., e etc..
É a prova, prá mim, mais do que afirmada, de que precisamos técnicos muito bem pagos é "prá tirar leite de pedra". Aí vale a pena. Se tivermos dinheiro para os grandes jogadores, basta um bom administrador de empresas e um excelente psicólogo.
Por aqui, vi um Grêmio ser derrotado pelo São Paulo, no Morumbi, por não haver dado o "golpe de misericórdia". Perdeu muitos gols e foi traído em contra-ataques do tricolor paulista. O time de São Paulo mostrou fragilidades defensivas sérias. VT na concentração do Inter, urgente.
Um Inter, com pouquíssimo poder de fogo, tem feito parte do que um time deve fazer em campo. Ficar com a bola, durante boa parte do jogo. Falta a outra parte. Incomodar o adversário, fustigar, finalizar a todo tempo. Não tem atacantes prá isso. Deve ir às compras. Ainda mais se Walter for suspenso e não puder atuar contra o São Paulo, pela LA.
Adilson Batista no Inter seria dose. Dose suficiente para consagrar FC por todo o sempre ou entregar o mandato presidencial à oposição, finalmente. Custo a acreditar que o homem jogue essa cartada. Mas...