domingo, 13 de junho de 2010

Celso Roth...incrível

Depois dizem que o cara não tem sorte. Um treinador praticamente sem títulos, sem carisma, cujas grandes qualidades, segundo seus admiradores, são o trabalho, a honestidade e a retidão de caráter. Ainda assim, sempre requisitado. Já trabalhou nos maiores clubes do Brasil. E nada.
Se fosse escolher um gerente para a minha hipotética empresa procuraria alguém assim, trabalhador, honesto e de caráter marcante.
Em se tratando de futebol, porém, prefiro os treinadores que escalam bem, mexem bem no time e as vezes até decidem jogos, com alterações ousadas. Roth não é ousado. Nem um pouco. Altera nomes e não esquemas. O time que treina nunca joga bonito. Ganhando ou perdendo, sempre joga feio.
Depois de muito refletir, dei-me conta ser esta a razão pela qual, mesmo tendo feito algumas campanhas milagrosas com times medianos, como o Grêmio de 2008 (vice no Brasileiro), as torcidas não simpatizam com ele. É que, no fundo, nenhum torcedor gosta de ver o seu time sempre jogando mal. Só perdoa o pecado se botar a faixa no peito e a taça no armário. Ainda assim, torce prá que se altere logo o comando.
FC joga uma cartada decisiva com o Juarez Roth (troquei o Celso por me dar conta de que a abreviatura C.Roth leva a uma idéia de objeto cortante, o que não deve ser bom em termos astrológicos, numerológicos e etc.). Se ganhar, ergue-se uma estátua a ele. Se perder, "entrega os tacos".
Tenho feito uma brincadeira com os amigos gremistas, felizes com a contratação colorada. Eles se arrepiam quando falo. Digo que se o Inter ganhar com Roth a Libertadores irá reivindicar, legalmente, o título de "imortal". Afinal de contas, somará a este feito inimaginável a vitória no Mundial FIFA com gol de Gabiru.

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