domingo, 11 de julho de 2010

Gol ilegal na final

A bola vai a Iniesta. Está impedido. Van Der Vaart tenta tirar como pode e o rebote vai ao espanhol (acho que é Fabregas) que serve ao goleador da noite. Impedimento prá lá de ativo. Não se pode tirar vantagem de uma posição de impedimento. O árbitro só poderia deixar passar se a Holanda tomasse a posse da bola efetivamente, o que não aconteceu.

Gol ilegal contra Portugal

Outra mãozinha.

O pênalti paraguaio

A prova do crime.

Huuummm...benefícios espanhóis

Espanha vence Portugal. Joga melhor, mas o gol é ilegal, com Villa impedido. Espanha versus Paraguai. Anulação duvidosa de gol paraguaio, no primeiro tempo. No segundo, pênalti a favor do Paraguai não repetido, mesmo tendo 2 espanhóis invadido a área, cerca de quase 2 metros. Contra a Holanda, na final, o escanteio não marcado para a Holanda, que origina a jogada de gol para a Espanha, em seqüência. Iniesta, o autor do gol, deveria ter sido expulso por agressão em Van Bommel. Nem amarelo. E no gol, o impedimento claro de Iniesta no primeiro lançamento para ele. Nada de impedimento passivo. O jogador de frente perturba o holandês, que apenas corta como pode e concede a bola de novo para a Fúria. Daí o lançamento e o gol. Só não se marca tal "fora de jogo" quando a defesa domina a bola completamente. Não foi o caso.

Decisão da Copa no apito

Numa Copa do Mundo marcada por desastres de arbitragem, como o gol inglês de meio metro dentro não validado contra a Alemanha, o impedimento clamoroso de Tevez contra o México, a invasão de área de 2 espanhóis, cerca de 2 metros, no pênalti perdido pelo Paraguai, não poderia faltar o toque final.

Para encerrar, uma arbitragem ridícula de Howard Webb, expulsando injustamente o zagueiro holandês, numa malandragem de Iniesta, e carregando o time holandês de cartões e, no final, deixando de marcar o impedimento visível do mesmo Iniesta no lance imediatamente precedente ao gol que marcou.

Aliás, maldita incompetência de nossos comentaristas de arbitragem, que só se preocuparam com o lançamento final ao meiocampista, esquecendo que, no nascedouro da jogada, o defensor alivia mal uma bola que ia endereçada ao jogador espanhol em incrível impedimento. Na seqüência da jogada, retirando mal a bola enviada ao jogador em condição ilegal, o zagueiro concede o toque a Torres (se não me equivoco) que lança Iniesta, aí sim em condições, uma vez que quem o marcava ficou fora de ação. Impedimento típico, a manchar o título espanhol.

E pensar que tudo começou com a mão de Henry.

Está mais do que na hora de a FIFA deixar o maldito conservadorismo de lado e adotar o "desafio" do tênis. Fosse assim, estaríamos a esta hora a ver os pênaltis serem batidos.




domingo, 4 de julho de 2010

Mike Jagger, El Matador

No momento em que a Copa encaminha-se para a reta final, e nos vemos afinando os instrumentos para o recomeço do Brasileiro, somos tentados a fazer uma análise do que foi visto no Mundial e do cenário que temos pela frente em termos futebolísticos, já considerando a natural influência dos resultados do mesmo sobre nossos "convictos" treinadores.

Antevejo, com certa tristeza, um cenário propício para o florescimento de esquemas que tornaram competitivas equipes medianas ou fracas. Infelizmente, um tanto quanto defensivos e sem ambição de ataque. Jogos insossos para se ver. Foram os casos de Suiça, Japão e Nova Zelândia. Veremos aqui, em breve, alguns seguidores dessa linha. O objetivo é ficar com a bola e não chegar a lugar nenhum.

Em outras situações, equipes com alguns valores individuais e inicialmente cotadas, decepcionaram profundamente, pela adoção da mesma conduta. Casos típicos de Portugal, Itália e Inglaterra.

E o que dizer dos candidatos a estrelas da competição?

Fracasso quase absoluto. De Rooney a Kaká (descontados, é verdade), passando por Cristiano Ronaldo e Messi, até chegarmos em Lampard, Gerrard, Ribèry e outros tantos votados. Só Villa, Robben e Sneijder confirmaram o que deles se esperava.

Mas nem tudo foi ruim.

Alguns talentos levaram seus selecionados literalmente nas costas. São os casos dos holandeses Robben e Sneijder, dos espanhóis Xavi, Iniesta e Villa e dos uruguaios Forlan e Suarez, todos presentes na fase semifinal que se avizinha.

A outra semifinalista, Alemanha, é a única equipe que não depende de seus valores individuais, ainda que os tenha em razoável quantidade (Schweinstaiger, Özil e Lahm, principalmente). É o time mais harmônico, mais equilibrado e que melhor se distribui entre defesa, meio campo e ataque.

Pelo retrospecto, e pelo que me foi dado observar até aqui, creio que o vencedor do Mundial saia da semifinal que reedita a final da Eurocopa 2008.

Quem vencerá? A qualidade técnica e a absurda movimentação do trio de espanhóis ou a máquina germânica de ocupar todos os espaços?

Francamente, como bom descendente de alemães, daria um doce para ver, antes do jogo iniciar, nas câmeras de TV do mundo inteiro, a figura de Mike Jagger fantasiado de toureiro.