No momento em que a Copa encaminha-se para a reta final, e nos vemos afinando os instrumentos para o recomeço do Brasileiro, somos tentados a fazer uma análise do que foi visto no Mundial e do cenário que temos pela frente em termos futebolísticos, já considerando a natural influência dos resultados do mesmo sobre nossos "convictos" treinadores.
Antevejo, com certa tristeza, um cenário propício para o florescimento de esquemas que tornaram competitivas equipes medianas ou fracas. Infelizmente, um tanto quanto defensivos e sem ambição de ataque. Jogos insossos para se ver. Foram os casos de Suiça, Japão e Nova Zelândia. Veremos aqui, em breve, alguns seguidores dessa linha. O objetivo é ficar com a bola e não chegar a lugar nenhum.
Em outras situações, equipes com alguns valores individuais e inicialmente cotadas, decepcionaram profundamente, pela adoção da mesma conduta. Casos típicos de Portugal, Itália e Inglaterra.
E o que dizer dos candidatos a estrelas da competição?
Fracasso quase absoluto. De Rooney a Kaká (descontados, é verdade), passando por Cristiano Ronaldo e Messi, até chegarmos em Lampard, Gerrard, Ribèry e outros tantos votados. Só Villa, Robben e Sneijder confirmaram o que deles se esperava.
Mas nem tudo foi ruim.
Alguns talentos levaram seus selecionados literalmente nas costas. São os casos dos holandeses Robben e Sneijder, dos espanhóis Xavi, Iniesta e Villa e dos uruguaios Forlan e Suarez, todos presentes na fase semifinal que se avizinha.
A outra semifinalista, Alemanha, é a única equipe que não depende de seus valores individuais, ainda que os tenha em razoável quantidade (Schweinstaiger, Özil e Lahm, principalmente). É o time mais harmônico, mais equilibrado e que melhor se distribui entre defesa, meio campo e ataque.
Pelo retrospecto, e pelo que me foi dado observar até aqui, creio que o vencedor do Mundial saia da semifinal que reedita a final da Eurocopa 2008.
Quem vencerá? A qualidade técnica e a absurda movimentação do trio de espanhóis ou a máquina germânica de ocupar todos os espaços?
Francamente, como bom descendente de alemães, daria um doce para ver, antes do jogo iniciar, nas câmeras de TV do mundo inteiro, a figura de Mike Jagger fantasiado de toureiro.
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