segunda-feira, 14 de março de 2011

Cruzeiro desmonta outro "B"

Decididamente, o estrelado portoalegrense se revela um autêntico "executor de times B". Ao vencer o Grêmio no Olímpico, no sábado, por 2x0 (que poderia ser um 5x0 ou 6x0), deixou explicitada a fraqueza do grupo reserva tricolor.
Aliás, ante o resultado obtido diante dos gremistas, resgata-se, em parte, a credibilidade do "B" colorado, também objeto de críticas pela eliminação em face do mesmo Cruzeiro, nos pênaltis, alguns dias atrás. É que, diversamente da garotada rubra, no elenco escalado pelo Renato no sábado encontravam-se vários jogadores com passagens pela equipe principal, casos de Mailson, Mário Fernandes, Saimon, Neuton, Colaço, Vinicius Pacheco, Carlos Alberto e Clementino.
Assim comparando, não parece tão desastroso o resultado que levou à fritura do "B" colorado e de sua comissão técnica.

Eles "não jogam um Evo"

Decididamente, o tempo dado ao Juarez Roth para vermos se evoluiu se esvaiu, sem que demonstre qualquer sinal de melhora.
O treinador colorado saiu-se muito mal de entrevistas após o jogo com o Caxias, na Serra, "trocando as bolas" ao elogiar Zé Roberto (seguramente o pior dos 30 em campo) e criticar o futebol do Oscar, o segundo melhor do Inter, só superado pelo matador Damião.
De quebra, para justificar o seu defensivismo sem sentido para certas partidas (por exemplo, a de quarta-feira que vem contra o Jorge Wilsterman. da segundona boliviana), chamou a todos nós (torcedores, dirigentes, cronistas) de ignorantes ou cegos, o que é pior ainda. Em textuais palavras, o "coach" vermelho disse que "o Zé executa importante função tática que todos desconhecem e nem têm mesmo obrigação de conhecer". Ora, Juarez, com todo o respeito, vá à P.Q.P com essa arrogância! Como se só ele enxergasse futebol. Que petulância!
O técnico colorado parece ser um caso para estudo da medicina. De que ramo, não me arrisco a palpitar. Mas que tem coisa errada, tem. Além de tudo é masoquista, gosta de viver perigosamente, e de sofrer. Só isto tem o condão de explicar suas escalações exdrúxulas.
O Seu Jorge boliviano é da classe C entre os participantes da Libertadores, times contra os quais se utiliza 1 volante apenas, e olhe lá. A promessa é escalar 3. Tenho esperanças de que esteja nos enganando com essa conversa sobre a qualidade do JW, que, na verdade, prá bem definir a coisa, "não joga um Evo".

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sobre Márcio Chagas e seus 8 minutos de acréscimo

Os torcedores sabem mesmo brincar, é inegável. Se Márcio Chagas se desse conta da questão numérica envolvida nos acréscimos que deu no jogo Grêmio x Caxias teria dado 7 ou 9 minutos. Deu 8. Circula agora na Internet uma frase de arrasar quarteirão: o Inter, e também agora Márcio Chagas, aplicaram 8 no Caxias. Muito boa.

Taça Piratini: Márcio Chagas decide

Decididamente, os novos árbitros da Federação Gaúcha de Futebol continuam enxergando pouco para os seus horizontes. Continuam arbitrando "à moda anos 60", privilegiando os grandes clubes em suas decisões. Demonstram, com isto, serem nulos de personalidade. Não foi diferente com o Senhor Márcio Chagas, "soprador de apito" desse Grêmio e Caxias.
Abarrotou o bom Caxias de amarelos e deu descontos demasiados, no primeiro e segundo tempos, o que acbou decidindo a partida. Deixou a nítida impressão, para mim, de haver ficado abalado e preocupado com as anulações de 2 gols gremistas (efetivamente em impedimento).
Para finalizar, uma "pipocada" de dar dó, ao final do jogo de quase 100 minutos. Logo após o gol de empate gremista, aos 51 do segundo tempo, Fábio Rockembach interrompeu uma jogada de contra-ataque caxiense e o Senhor Márcio, incontinenti, levou a mão ao bolso. Seria o segundo amarelo do capitão, e batedor de pênaltis do tricolor. Chagas, inexplicavelmente, vendo que tiraria de campo o jogador gremista, com a segunda advertência, guardou o dito cartão no bolso.

terça-feira, 8 de março de 2011

Idéias sobre futebol (tópico 1): a linha do impedimento

Pensava (e vou) escrever algo a respeito de coisas que costumam dar certo ou errado no futebol, autorizado que me sinto por milhares de partidas assistidas, ao vivo ou por TV. Começo hoje, inspirado pela asneira patrocinada por Arsène Wenger, o multimilionário "treineiro" do Arsenal, na partida de volta realizada contra o Barcelona, no Nou Camp.




Imaginem que o arrogante francês, que tinha o escore do jogo de ida a favor (2x1) trouxe a campo a idéia de jogar com zagueiros atuando em linha na sua intermediária de defesa. Assim, no primeiro tempo, e no segundo, cerca de umas 12 a 15 vezes, jogadores do Barcelona ingressaram às costas desses defensores, vindos de trás e provocaram verdadeiro rebuliço na defesa do time inglês. Almunia, o goleiro do Arsenal, salvou a equipe em, pelo menos, 6 a 7 oportunidades. Tudo diante do olhar impassível do gentil gaulês. Ceguinho mesmo esse milionário "coach"!




Em primeiro lugar, quando se joga fora de casa não se deve utilizar com freqüência a linha de impedimento, ademais se ela se postar na intermediária e não próximo à área defensiva. É que, nessas circunstâncias, corre-se muito o risco de "bolas às costas" dos zagueiros, colocadas para quem venha de trás em velocidade. Não é só este o problema. O sistema em questão passa a depender da correção da arbitragem (fator incerto) e da mais absoluta precisão dos zagueiros (qualquer erro na saída em bloco é fatal). Como é sabido, amigos, trios de arbitragem costumam errar mais a favor do time da casa. Portanto...




Wenger cometeu dois erros muito comuns entre os treinadores atuais. Equivocou-se na estratégia e recusou-se a alterá-la em meio ao jogo. Orgulho puro. Eu diria, falta de humildade e prova de incapacidade.




A melhor forma de enfrentar um Barcelona atual, time de muitos toques e jogadas de aproximação, tabelas em velocidade e trocas constantes de posição, ainda é a formação defensiva inicial em 2 linhas de 4, tão bem executada pelos times argentinos, de modo geral (ainda mais quando estão em vantagem no marcador). Com essa estratégia, retira-se de um time como o Barça as suas melhores virtudes, obrigando-o a arremates de fora da área ou a jogadas individuais pelo miolo da defesa adversária, o que permite a roubada de bola e a organização de rápidos contra-ataques, iniciados contra uma defesa que estará um pouco mais aberta do que o normal.




Quem quiser comprovar o que afirmo, recomendo rever antigos jogos do Boca, de Carlos Bianchi. Revejam, também, com atenção, o VT de Barcelona e Estudiantes, jogo final do Mundial de Clubes de 2009, vencido pelo time catalão no detalhe, já no tempo de prorrogação. Dêem-se conta, também, da diferença de material humano disponibilizado a Sabella e a Wenger.




No jogo, Wenger ainda levou azar, que costuma acompanhar os maus estrategistas : o "soprador de apito", o suiço Massimo Bussacca, errou ao expulsar Van Persie (um exagero absoluto, por julgar que, naquela barulheira toda, o atacante houvesse chutado propositadamente após o apito de "off side") e ao dar um pênalti forçado por Pedro (dobrou os joelhos antes de atirar-se contra uma perna estendida do excelente Koscielny).



Na semana...

Comecei vendo o Cruzeiro, o daqui, o legítimo, "dar um calor" no tricolor do Olímpico. Basta dizer-se que a tranqüilidade para o Grêmio só veio aos 49 minutos do segundo tempo, com o pênalti que selou o 4x2. Até ali, o jogo era "taco a taco". A lamentar, a arbitragem sem personalidade de Anderson Daronco que, para o Cruzeiro, lançou mão de cartões com a maior facilidade. Para os atletas gremistas, só faltou mandar um pedido de desculpas formal pelas advertências que teve que fazer. Poupou, o senhor árbitro, no segundo tempo, o jogador Douglas, autor de jogada desleal punida apenas com amarelo. Árbitros como Daronco não se deram conta de que, para fazer carreira, não podem mais enxergar só para os grandes.


Vi também o Inter contra o Jaguares, anteriormente. Jogo nota 2 para o Inter, apesar dos 4x0, absolutamente acidentais. Achei muito gozado alguns "cronistas" criticarem as reclamações e vaias da torcida colorada, mesmo diante do escore. Engraçado mesmo. Em outras circunstâncias, os mesmos diriam que o placar não é tudo e que o torcedor não se pode deixar enganar.


Assisti também o péssimo Fluminense, no México, subir ao cadafalso, colocar a corda no próprio pescoço e chutar a "cadeirinha de apoio". O corpo balança no ar. Respira por aparelhos. Pudera! Um time com o Gum, o Leandro Euzébio, o Diguinho, o Edinho (o craque do Muricy)... é dose.


Não posso deixar de lembrar as retumbantes vitórias do Flamengo, o do R10, sobre os poderosos Olaria e Boavista, por 3x2 e 1x0, e as manchetes cariocas sobre os feitos do rubro-negro carioca. Pobre futebol carioca.


No mesmo cenário burlesco do Rio de Janeiro, o esquálido (para minha tristeza) Botafogo, no Engenhão, ganha nos pênaltis do glorioso River Plate do Sergipe, após vencê-lo no tempo normal com um gol em que a bola não entrou. No final, por muito pouco não assisti a uma cena que, fosse mesmo concluída, iria levar o outrora Fogão ao anedotário futebolístico nacional para todo o sempre. Juro que vi os atletas botafoguenses, em comemoração, emocionados, ensaiarem um "peixinho" ao solo (gesto que a seleção de vôlei do Brasil faz, de vez em quando, prá comemorar um ouro olímpico) em homenagem à vitória nos pênaltis sobre o falso River. Cruuuuuzes!!!