Não postei logo depois do jogo, porque foi difícil digerir a derrota para o São Paulo, no Morumbi quase calado os 90 minutos. Jogar melhor e perder é muito desagradável. Pior, só perder um jogo nos descontos.
Sem medo de errar, foi 1 das 5 melhores exibições do Brasileiro (lembro de Avaí fora e Goiás, Galo e Palmeiras em casa).
Vi um sistema defensivo bem postado, retenção de bola e boas tentativas de ir à frente. Pena que Taison e Alecsandro continuem tão mal. Tanto é assim que as melhores situações de gol estiveram nos pés de D'Alessandro e Marquinhos, este ingressando no segundo tempo junto com o estreante Al Kardec.
Foram bem Daniel e Kléber, assim como o zagueiros de área. Da mesma forma, os incansáveis Sandro, Giuliano e D'Alessandro, para mim o melhor do jogo, junto com Bosco, o salvador da pátria paulista.
O gol sofrido, de escanteio quase rasteiro, aos 47 e meio do primeiro tempo, resultou de pura desatenção, que não fica bem para um pretendente ao título.
Como já observara anteriormente, Alecsandro "se olha no espelho e se enxerga Nilmar". Cai pelos flancos, busca o jogo, corre atrás dos zagueiros e tenta desarmar no meio do campo. Quando a "pelota" chega, não tem a menor condição de finalizar. Está sempre "mortinho", "caindo aos pedaços". Com a companhia do ultimamente inútil Taison, resta formado um legítimo "ataque de asma" ou, se preferirmos, uma dupla que funciona como aquele famoso inseticida, "terrível, mas só contra os insetos".
Creio que haja solução para a ineficiência do ataque colorado. Al Kardec ou Super Bonder em Alecsandro, jogando "espetado", como diria o Tite. Taison como "bancário".
Com todas as dificuldades do momento, ainda acho viável o título, em razão do perde-ganha deste ano e das possibilidades da tabela, que permitem ao Inter sonhar com 9 pontos em casa (Botafogo, Santos e Santo André) e uns 5 ou 6 fora (Barueri, Sport e Galo).
Oremos!
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