domingo, 25 de outubro de 2009

Deu a lógica

Num Gre-Nal fraco, tecnicamente falando, em que só havia possibilidade de empate ou de vitória do Inter (pelo fator local, pela supremacia técnica e, principalmente, pela relevância dos desfalques gremistas), deu mesmo a lógica, com o 1x0 perfeitamente ajustado à demonstração da superioridade colorada e à qualidade do espetáculo.
Jogo marcado por poucas finalizações, diminutas chances de gol e, na maior parte do tempo, ampla supremacia das defesas sobre os asmáticos ou anêmicos ataques, onde encontramos as piores participações individuais do clássico (Taison, Alecsandro, Herrera e Perea).
Não fosse a falha individual de Victor no gol de D'Alessandro, o primeiro chute da partida, e provavelmente estaríamos aqui a comentar sobre um insosso 0x0, que também não seria de todo injusto e inexplicável.
Para mim, faltou mais ousadia ao colorado, já que adotados cuidados defensivos em excesso considerando a inexpressividade do Grêmio posto em campo, pelo menos do meio para a frente.
Grande atuação de Kléber, o melhor do jogo, secundado por Guiñazu e Sandro. No Grêmio, registro positivo apenas para o desempenho de Réver.
O resultado, que nos impulsiona fortemente à disputa do título, sepulta as intenções gremistas de G4, garantindo a presença do clube da Azenha na próxima edição da Copa Sul-Americana.
Os 3 pontos se revelaram vitais, diante dos triunfos do Galo, do São Paulo, do Flamengo (pobre Fogão!) e do "chegador" Cruzeiro. Disputa acirrada para título e G4, se considerarmos ainda as candidaturas do líder Palmeiras e do Goiás, este em fase descendente.
No mais, esperançoso, continuo a lamentar a má fase de Taison (acomodado às marcações sofridas) e de Alecsandro (em péssima condição física e técnica), com a agravante, no caso do centroavante, de tentar reproduzir a movimentação de Nilmar, nos flancos, para o que não detém a menor vocação pessoal. Assim, desgasta-se, inutilmente, chegando à zona de conclusão absolutamente sem condições de boa finalização.
Torço, por isto, para o breve retorno de Edu e a estréia de Al Kardec, além da manutenção de Marquinhos. Um oxigênio necessário para quem se aproxima do cume da montanha.

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