quinta-feira, 27 de maio de 2010

Fossati subiu no muro

Preparava-me para algo falar sobre o famoso Mourinho, o da ressurreição do pega-ratão de Carlos Froner e Cláudio Duarte, visto diante do Barcelona e do Bayern, mas decidi mudar o rumo da conversa, estarrecido com a derrota do Inter para o miserável Vasco da Gama, depois de uma péssima atuação no primeiro tempo e um milagroso 2x0 a favor. Com direito a um gol sofrido por Nilton, um Edinho pioradíssimo.

A palavra é estarrecimento!

Primeiro, pelo fato de o Inter entrar em campo com 3 zagueiros para enfrentar um time medíocre, aliás como fez contra o também medíocre Banfield em Buenos Aires e em outros tantos jogos neste ano. O ex-Almirante, havia marcado somente 1 gol em 3 partidas do Brasileiro e vinha a campo com 4 volantes, para apenas não perder. Ademais, um 3-5-2 só se aceita se houver alas de grande contribuição, o que não é o caso do Inter. Fora disso, sua aplicação, ainda mais diante de adversários inferiores, é um suicídio. Até porque, quando acontece a expulsão de um desses zagueiros, a sua reposição por outro defensor acaba por destruir o restante da equipe.

Em segundo lugar, porque jamais se mantém um zagueiro "amarelado" tão cedo como Eller. Se fosse desejo do treinador manter o esquema, bastaria no intervalo fazer a substituição do zagueiro por outro, Juan, no caso.

Em terceiro lugar, no caso da noite de hoje, ao repor o zagueiro após a expulsão de Eller o infeliz e desnorteado Fossati retirou o seu melhor atacante, Walter, e manteve o pior da noite, Alecsandro que, além de sua péssima produção, estava também "amarelado".

Em quarto lugar, dando-se conta da gafe, 5 minutos após JF retirou o fraco Alecsandro. Logo, sem nenhuma convicção ou lógica a retirada prematura de Walter.

Em quinto lugar, o treineiro retirou Andrezinho por Giuliano, quando era óbvia a troca por Nei (muito mal), já que havia possibilidade de formar linha de 4 zagueiros com Bolívar, Sorondo, Juan e Kléber.

Finalmente, ao ser entrevistado ao final, o balançante Fossati afirmou que o Inter estava bem no jogo - o que é verdadeiramente absurdo - e que apenas foi prejudicado pela arbitragem (fato verídico), o que se revela indesculpável e depõe até contra a lucidez do treinador.

Portanto, caro Fernando Carvalho, chegou o momento. Não há como esperar, sob pena de ruir o sonho de Libertadores, ainda à disposição do Inter por obra divina, e condenação ao lado baixo da tabela do Brasileirão. Conseqüentemente, um grande risco eleitoral.



sábado, 22 de maio de 2010

E no outro lado da gangorra...

Atuação prá lá de discreta (prá não dizer outra coisa) e resultado maiúsculo, foi o que colheu o Inter, na quinta-feira, no Estádio Centenário, em Quilmes, eliminando o Estudiantes de La Plata, último campeão da América, mesmo com a derrota por 1 x 2.
Fossati tem muito mais sorte do que juízo!
Inexplicavelmente, mesmo diante do fracasso do esquema suicida lançado contra o Banfield (somente um arremedo de atacante, Alecsandro, contra a defesa adversária), voltou a insistir na insanidade. Como resultado, a absoluta impotência ofensiva colorada no primeiro tempo, com apenas 1 mísero arremate ao gol platino. Em contrapartida, em 2 cochilos inexplicáveis, dos 19 aos 21 minutos, a defesa vazou, surgindo o 2 x 0 que dava a vaga na semi-final ao Estudiantes.
Para a surpresa geral, mesmo diante do contexto negativo, o "coach" rubro não efetuou qualquer modificação de nomes, apenas adiantando Kléber um pouco mais e liberando Andrezinho para uma aproximação com o inexplicável Alecsandro. Nada mais.
Em compensação, Sabella deu a sua colaboração ao Inter, retirando no intervalo o atacante González, autor do primeiro gol do "pincha" e companheiro de Boselli, para introduzir o ala Angeleri.
O jogo ficou, então, restrito à zona de meio-campo. Nenhuma produção ofensiva do colorado, tampouco do Estudiantes, possivelmente receoso de se abrir e propiciar contra-ataques ao time gaúcho.
Mesmo diante desse quadro desolador para as pretensões coloradas, somente aos 2o minutos Fossati fez entrar Walter, o homem de frente que liquidara o jogo em Goiás no domingo anterior. E logo após, aos 31, colocou Giuliano em campo. Conta-se só a partir daí a ambição do Inter. Assim mesmo, foram poucos momentos de perigo, um através de uma cobrança de falta, por Andrezinho, e outro, numa conclusão errada de Walter, de esquerda, após uma excelente combinação de passes à frente da área argentina.
Aos 43, porém, o milagre que anunciara ao Nando e a Laura durante todo o segundo tempo: um gol no fim da partida, sem dar espaço à reação. Foi o que aconteceu, pelos pés do iluminado Giuliano, após combinação retenção de bola por Walter, passe a Andrezinho e lançamento maravilhoso deste ao meia-atacante, que, num arremate cruzado, pela direita, colocou no canto direito de Orion. Tudo em meio à fumaceira dos sinalizadores lançados em sua própria área defensiva pela "hinchada" alvi-rubra platina, que já estava a comemorar a classificação.
Uma alegria incontida para todos nós.
Um recado para Fossati: o seu esquema, de 1 só atacante e os demais chegando de trás, além da dificuldade de execução, demanda a presença de um centroavante que saiba reter a bola esperando a passagem dos companheiros ou que, protegendo a bola, gire ele próprio para o gol. Este camisa 9 precisa saber jogar de costas para o gol adversário. Este número 9 não é Alecsandro. Prá ajudar, é alguém que se pareça com um Rooney (para os mais novos), Claudiomiro e Alcindo (da dupla, anos 60 e 70) ou Reinaldo, do Galo (anos 70). Ou Vossa Senhoria consegue 1 desse tipo (quem sabe, tentando antes o Walter) ou aposenta a idéia.

Grêmio: por pouco não passou pelo Santos

Numa noite pouco inspirada de suas melhores estrelas, principalmente no primeiro tempo, o Santos conseguiu chegar à final da Copa do Brasil, vencendo o Grêmio por 3 x 1. Para a felicidade santista, mesmo diante da dominação gremista na primeira etapa e das trapalhadas de sua fraquíssima defesa, sua meta restou incólume. Pura incompetência tricolor, que, fruto de mecânica de jogo superior, fez por merecer até mesmo vitoriar-se no início.
No segundo tempo, combinaram-se dois fatores para a mudança: o crescimento individual de PH Ganso e Robinho e a queda vertiginosa de produção de todos os meiocampistas gremistas. Como conseqüência, a vitória do Peixe, com 3 gols de belíssima feitura, por PH Ganso, Robinho e Wesley (o gol da tranqüilidade dos "secadores"), contra o de honra tricolor, marcado por Rafael Marques, no rebote, dentro da pequena área, após falha gritante do goleiro praiano.
Pelo que vi, o Santos pode causar surpresa desagradável para a sua "hinchada", diante de times que se organizem defensivamente e tenham opções ofensivas razoáveis. Até pode ser o do Vitória, classificado à finalíssima na outra semi-final menos badalada.
A propósito, Neymar deu razão à Dunga. Uma "amarelada" de dar dó.

domingo, 16 de maio de 2010

Domingo perfeito

Que me perdoem os meus amigos gremistas, mas um domingo com vitória do Inter em Goiás, do Fogão no Morumbi e do Cruzeiro de Porto Alegre diante do Riograndense, em Santa Maria, combinados com a derrota do rival, no Olímpico, é coisa de cinema. De quebra, o Santos coloca o time titular contra o Ceará, na Vila, e somente empata. Portanto, fica em alerta. Perfeito.

Baixo índice técnico no Brasileirão

Já tendo visto uns 10 jogos desse Brasileirão 2010, posso afirmar se tratar de um dos mais baixos índices técnicos dos últimos tempos. Apareceram, já, alguns sérios candidados ao Asilo de Arkhan. São os casos do Goiás, do Guarani, do Fluminense, do Palmeiras, do Vasco, dos Atléticos, entre outros. É claro que, em se tratando de ano de Copa e mudanças de fotografia pós-mundial, muita coisa pode acontecer. Elenco como candidatos à boa campanha (e talvez ao título) os times do Santos, Cruzeiro, Inter, Grêmio e São Paulo. O Botafogo talvez belisque vaga à Libertadores. O Avaí deve ficar ali, entre os primeiros 8 ou 9. Se algum time demonstrar um pouco mais de constância, é possível que ganhe com 3 ou 4 rodadas de antecedência.

Os incríveis 9 minutos de Rodrigo Mancha

Uma das partidas mais infelizes que vi um atleta realizar em meus mais de 45 anos de futebol. O autor da proeza: o volante Rodrigo Mancha, do Santos, na partida realizada ante o Grêmio, no Olímpico. Colocado em campo aos 11 minutos por Dorival Júnior, com o objetivo nítido de contenção da volúpia ofensiva gremista, quando o Santos vencia por 2x0 e conseguira já retomar as rédeas do jogo, o jogador, frio e fora de ritmo, perdeu 2 bolas infantis em sua intermediária que resultaram em 2 gols gremistas, desencadeadores de mais 2 outros feitos ante um anestesiado Santos Futebol Clube, em pouco mais de 20 minutos. Antes, numa terceira firula, quase provocara um terceiro gol do tricolor. Em 9 minutos estava fora, sacado pelo treinador da equipe paulista e a soquear a casamata destinada aos visitantes do estádio gremista.
Em todos esses anos de futebol vi muitos times fabulosos, como o Botafogo e o Santos do anos 60 e 70, o Palmeiras, Cruzeiro e Inter dos anos 70, o Flamengo dos 80, o Sâo Paulo dos 90 e 2000. Neles, sempre houve lugar para jogadores não tão brilhantes, que desempenhavam funções táticas importantes e tinham consciência de suas limitações técnicas. Exemplos: Elton e Carlos Roberto, no Botafogo; Lima e Clodoaldo, do Santos; Dudu, no Palmeiras, Caçapava e Batista, no Inter; o bom Piazza, do Cruzeiro; Carlinhos e Andrade, no Flamengo; Pintado, no São Paulo, entre outros. Não que fossem fracos. Eram apenas os menos talentosos dos supertimes citados. Nenhum deles, por um dia sequer, imaginou-se um Pelé, um Garrincha, um Jairzinho ou Gérson, um Ademir da Guia ou um Tostão, um Dirceu Lopes ou um Falcão ou mesmo Carpegiani. Por isso, simplificavam as coisas em campo. Assim, conscientes de seu papel auxiliar, chegaram também à fama, ao reconhecimento, hoje estando vivos na memória do torcedor e integrando a galeria dos grandes ídolos de seus clubes.
Numa observação de quem vê as coisas de longe, percebo que Rodrigo Mancha (ao que parece, um jogador de modestas condições técnicas) deixou-se contaminar pela qualidade indiscutível de seus companheiros. Sim, isso mesmo. Vendo-se cercado por PH Ganso, Robinho, Neymar, André, Léo, Marquinhos e companhia, imaginou-se um deles. E, portanto, capaz de firulas, traído que foi pela falta de consciência de suas condições pessoais.

Acertos nas previsões

Como enfatizara antes, em comentário anterior ao jogo decisivo do meio da semana, pela Copa do Brasil, no Olímpico, o Santos tomaria mais de 2 gols do Grêmio (foram 4) e suas chances seriam medidas pelos gols feitos (marcou 3 vezes). Desse modo, o time praiano mantém boas chances de suplantar o tricolor no mata-mata, bastando vencer por diferença de 1 gol. Mesmo assim, para um time que tem sua defesa "fazendo água" todo o tempo, a tarefa é muito difícil, diante de um ataque que também tem funcionado muito na temporada. Na 4ª feira, portanto, jogo sem favorito na Vila Belmiro.
Já o Inter, embora não realizando uma partida de luxo como profetizara, teve calma e equilíbrio para jogar uma partida de muita aplicação tática e, com isso, superou o grande Estudiantes, marcando por Gonzalo Sorondo quase ao apagar das luzes, num golpe de cabeça mortal após cruzada de Andrezinho. Não fosse o grande Orion haver feito uma defesa "à la Banks", num cabeceio para baixo de Alecsandro, teria o colorado alcançado um resultado ainda mais confortável. Mesmo assim, o 1xo foi melhor do que o prognóstico de meu post anterior. Antevejo também em Quilmes, na 5ª feira, uma batalha sem favoritismo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dunga e seus métodos

A convocação dos 23 que vão à Copa não deixa margem a dúvidas. Dunga optou por manter o grupo inicial praticamente todo, mesmo sob imensos protestos de todos quanto a alguns dos selecionados. Descartou a lógica da convocação dos melhores e tampouco deu importância à máxima de que "futebol é momento". Por isto, não há lugar para Neymar, PH Ganso, Victor (injustiçado pelo que produziu nos últimos 2 anos) e até Alex, ex-Inter (uma alternativa de chutes de longa e média distância) e sim para Doni (inativo há mais de ano), Fábio Melo (o pior da temporada 2009/2010 na Itália), Josué (discreto no Wolfsburg), Kleberson, Gilberto Silva e companhia.
Agindo assim, fecha-se com o grupo e passa a poder utilizar o discurso que entende ideal para impulsionar o seu time à vitória. Nos concentração, após cada treino e jogo, soarão as trombetas anunciando, inevitavelmente, o "ninguém acredita em vocês, ninguém quer vocês, vamos mostrar prá eles (imprensa, torcida) o que nós valemos", o "eles vão ter que nos engulir", o "vamos fazer eles se arrependerem de público" e outros tantos jargões, alguns deles impublicáveis, coisa de vestiário.
Não sei se o método do Carlos Caetano vai funcionar. Desconfio que não. Acho que não levamos grupo em condições de, por exemplo, suprir a eventual necessidade de substituição de Kaká e Luis Fabiano, sabidamente fora de suas melhores condições físicas e técnicas. Penso que possamos ter até alguma dificuldade para passar à fase dos mata-matas, na luta com Costa do Marfim e Portugal.
Quem viver, verá!

domingo, 9 de maio de 2010

Semana quente

Prá não virar comentarista do acontecido, aqui vão minhas previsões para o meio da semana (às vezes, não passam, essas previsões, de meros desejos enrustidos, é bom confessar).
Na quarta-feira, o Santos, contra o Grêmio, tende a tomar mais do que 2 gols. É a sua média. Não foi diferente no 3x3 contra o Botafogo, no Engenhão, no sábado, jogo que assisti com especial atenção. Dupla atenção, aliás, não só por minha devoção botafoguense, mas para observar mais detidamente o tão falado adversário do nosso rival. Mesmo desfalcado de vários jogadores, o Peixe mostrou rapidez, objetividade e um toque de bola de excelente qualidade. Falta-lhe um "brucutu" e pelo menos um zagueiro mais leve e veloz. Impressionou-me um ala esquerdo reserva do Santos chamado Alex Sandro. Se não estava "de aniversário"...vai longe. Jogou muito e faz tudo, na frente e atrás. Com qualidade. Nota alta.
Se é certo que deva tomar mais do que 2 gols, resta saber quantos fará, pois é nesta relação de gols feitos na casa do adversário que reside a chance do Santos contra o tricolor na Copa do Brasil. Se não fizer 2, sua chance cai a 30%, no máximo. Vai ser mesmo a prova de fogo dos 2 times. Vamos saber, enfim, se os "meninos da Vila" estão preparados para a dureza dos campos gaúchos. De outra banda, os piores adversários, para o Grêmio, são os times que atacam com intensidade, como é o caso do Santos. O Grêmio gosta de times acuados no Olímpico. Baseia suas chances na pressão a que submete os rivais que se entrincheiram em sua grande área. Grande jogo.
O Inter joga contra a equipe mais consistente da América do Sul. Um time que joga junto há 3 0u 4 anos. Futebol argentino típico. Força na defesa, posse de bola constante, muita troca de passes e posições. Um maestro (Verón) e o maior atacante solitário do continente (Boselli). Jogo dificílimo. Uma vontade: 2x0. Uma previsão: 2x1. Uma certeza: o melhor jogo do Inter no ano. Briga de cachorro grande.

Domingo festivo e esportivo

No início do domingo, a satisfação do jogo de paddle entre os amigos do condomínio. Depois, uma belíssima paella, entre as muitas mães da família, obra da cunhada Vera.
Terminamos rumando ao Beira-Rio, prá ver os reservas do Inter em ação contra o misto cruzeirense. Derrota colorada por 1x2, num jogo que poderia ter terminado com vitória de um e outro ou no empate. Ninguém demonstrou ampla superioridade.
No pós jogo, criticou-se muito a comissão técnica e a direção do Inter pela decisão de colocar time totalmente suplente. Se foi acertada ou não a medida saberemos logo após o mata-mata com o Estudiantes que, empenhado em vencer o campeonato argentino, escalou os titulares num desgastante embate com o Rosario Central (empatando e, praticamente, com isto, entregando de bandeja o título ao Argentinos Juniors).
Não gosto de críticas desta espécie, principalmente feitas após o jogo. Soam como oportunismo. Ultimamente, tenho percebido certa má vontade da "crônica" local com o técnico Jorge Fossati. Parece que preferem outros para o lugar. Não gosto de jornalistas que plantam crises e têm preferências por treinadores. Parece até que sobra algum interesse nisso...
Falando do jogo, tenho que dizer que achei deficientes as atuações dos Ronaldos (Alves e Conceição), do Arilton (este, na verdade, horrível) e do Glaydson (no meio, no primeiro tempo). A decepção ficou por conta do Giuliano, novamente errando passes em profusão, um quaquilhão deles. Tudo isso diante de um Cruzeiro misto que não produziu grande coisa e de um apitador (Seneme) confuso, invertendo faltas, equivocado na aplicação de cartões e, para mim, incorreto na aplicação da regra marcação do pênalti de Ronaldo Alves (antes de a bola chegar ao jogador é desviada por um companheiro, mudando de rumo e indo ao encontro da junção de braço e ombro do jogador, em lance de muita rapidez, não ficando caracterizada a intenção do toque).
Voltando para casa, deu ainda prá dar uma olhadela (zapeando) nos jogos do Fluminense contra o Ceará, do Guarani contra o Goiás e do Avaí contra o Grêmio Prudente (ex-Barueri). Do último não falo, por se tratar de jogo de 11 contra 9, ficando patente que a goleada se deu em função da vantagem numérica dos catarinenses. Mas, os demais...cruuuuuzes! Os dois verdes me deixaram verde de raiva de ver tanta ruindade. Em 10 minutos vi uns 38 passes errados. Candidatos...ao rebaixamento. E o time do Muricy? O que dizer? Qual o prognóstico? Apenas que o senhor Muricy Ramalho, se ficar no Flu, vai ficar cada vez menos humorado e mais grisalho.

Banfield: jogo tenso, mas com vitória

Jogando um futebol sem grande brilhantismo, mas seguro e consistente, o Inter venceu o Banfield, glorioso time de Lomas de Zamora por 2x0, exatamente o resultado que precisava para avançar às quartas-de-final da Libertadores 2010 e habilitar-se ao enfrentamento com o grande Estudiantes de La Plata, flamante campeão do Torneio no ano passado e que deu um "calor" no Barcelona na final do Mundial 2009.
Confesso que temia pelo sucesso da empreitada de fazer pelo menos 2 ou 3 gols e não tomar nenhum, diante do que vinha vendo nas últimas partidas do colorado. Temia antes de tudo a pressa, o desespero. No entanto, para a minha surpresa (e satisfação), o time mostrou a frieza necessária e esperou a hora certa para os golpes fatais. Um gol em cada tempo, por Alecsandro e Walter, o primeiro numa jogada de combinação entre D'Alessandro (o melhor em campo, coadjuvado por Sandro) e Andrezinho e o segundo resultante de um belo cruzamento do Eller improvisado na ala esquerda.
Prá "variar", o time experimentou uma pequena queda de rendimento após o segundo gol (marcado mais ou menos aos 15') e deixou a torcida "com o coração na mão" até o apito final. Coisa prá arrepiar cardíaco, pois qualquer gol do El Taladro significaria o fim das esperanças no Bi da Libertadores.
Muito da tranqüilidade do time, creiam, acho que veio da queda do Curingão, na véspera, eliminado pelo Flamengo. A bronca com o Timão (o time do Zveiter, campeão de 2005) fazia com que a hipótese de classificação dos paulistas e eliminação precoce do Inter apavorasse meio mundo por aqui. Pior prá mim, que tenho no Corinthians e Flamengo as 2 grandes broncas pessoais como torcedor. Por mim, quando jogam entre eles, torço prá que o juiz expulse os 22, as torcidas se engalfinhem até que não sobre ninguém e a Globo saia do ar, por falha no equipamento.

Rescaldo do Gre-Nal

No Gre-Nal, como supunha, o Inter veio mordido e venceu por 1x0 no Olímpico. Apenas que por um escore que não lhe permitiu comemorar o campeonato. Um primeiro tempo muito bom e um segundo modesto. Aparentemente, entenderam no Beira-Rio ser mais importante ganhar moral para o jogo decisivo do meio da semana, com o Banfield. Só isso, para justificar um segundo tempo de um time sem qualquer ambição de ataque. Contentaram-se os 2, um com a vitória, outro com o título. No lado do Inter viu-se um magnífico Sandro e um excelente Giuliano. Pelo Grêmio, uma muito boa partida de Rodrigo e Adilson. A nota negativa, para mim, foi para a arbitragem de Vuadem, que deixou de aplicar cartões amarelos para Leandro (no início do jogo, numa falta sem bola, matando um contra-ataque), Adilson e Rodrigo (por troca de "gentilezas" na área do seu clube) e por suprimir o período de descontos ao final da partida (entendendo que a agressão de Taison em Jonas e a invasão de campo dos reservas e treinadores conta como tempo de jogo).

domingo, 2 de maio de 2010

"Boxeador nas cordas"

Gangorra vai, gangorra vem. Para os famosos "comentaristas de resultados" a fase do Grêmio é um prato cheio. Atualmente, por nossas plagas, fala-se que o tricolor não fica a dever para o Santos. Antes, mesmo diante das 15 vitórias seguidas, no Gauchão e CB, e das derrotas para Pelotas e Avaí, Silas era considerado um medíocre.
Ao vencer o Gre-Nal das bolas paradas e o Fluminense sem Fred e Conca (apendicite e suspensão), mudou tudo. Os mesmos "profetas do jogo jogado" já o alcunharam, praticamente, de "Mourinho de bombachas".
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, recomenda a voz do equilíbrio.
A diferença entre Inter e Grêmio, hoje, é tênue. O Inter tem melhor plantel. O Grêmio tem um sistema defensivo um pouco mais compacto, graças à presença de volantes que não abandonam a guarda, como o fazem Guiñazu e Sandro. Outra diferença marcante, a do avançado. Borges é um centroavante nota 10, em finalização e embate físico com zagueiros (faz o pião como ninguém, mesmo não sendo um jogador de compleição física avantajada), enquanto o Alecsandro...cruuuuuuzesssss.
Pós Gre-Nal, a semana continuou negativa para o Inter, derrotado pelo Juventude de Buenos Aires, elevado pelo colorado à condição de Barcelona, mercê dos cuidados defensivos absolutamente desnecessários adotados na partida. Certamente, o receio derivou da vitória do Banfield contra o Deportivo Cuenca, por 4x1. Vi o tal jogo e posso testemunhar que se tratou de uma vitória de um time medíocre contra outro rizível e que já se encontrava desclassificado. Ainda assim, esteve somente 2x1 até quase o término do encontro. Portanto, não havia o que temer. Agora há, no jogo de volta, com a diferença a desmanchar.
Assim, com a gangorra pendendo para um lado só e que será jogado o Gre-Nal deste 2 de maio. Pelo movimento nas ruas, espera-se goleada tricolor, um time que se diz, por aqui, equivalente ao Santos de Neymar e Robinho, contra outro que é comparado a um "boxeador que está nas cordas", tentando se livrar do nocaute.
Boxe é imprevisível.