A palavra é estarrecimento!
Primeiro, pelo fato de o Inter entrar em campo com 3 zagueiros para enfrentar um time medíocre, aliás como fez contra o também medíocre Banfield em Buenos Aires e em outros tantos jogos neste ano. O ex-Almirante, havia marcado somente 1 gol em 3 partidas do Brasileiro e vinha a campo com 4 volantes, para apenas não perder. Ademais, um 3-5-2 só se aceita se houver alas de grande contribuição, o que não é o caso do Inter. Fora disso, sua aplicação, ainda mais diante de adversários inferiores, é um suicídio. Até porque, quando acontece a expulsão de um desses zagueiros, a sua reposição por outro defensor acaba por destruir o restante da equipe.
Em segundo lugar, porque jamais se mantém um zagueiro "amarelado" tão cedo como Eller. Se fosse desejo do treinador manter o esquema, bastaria no intervalo fazer a substituição do zagueiro por outro, Juan, no caso.
Em terceiro lugar, no caso da noite de hoje, ao repor o zagueiro após a expulsão de Eller o infeliz e desnorteado Fossati retirou o seu melhor atacante, Walter, e manteve o pior da noite, Alecsandro que, além de sua péssima produção, estava também "amarelado".
Em quarto lugar, dando-se conta da gafe, 5 minutos após JF retirou o fraco Alecsandro. Logo, sem nenhuma convicção ou lógica a retirada prematura de Walter.
Em quinto lugar, o treineiro retirou Andrezinho por Giuliano, quando era óbvia a troca por Nei (muito mal), já que havia possibilidade de formar linha de 4 zagueiros com Bolívar, Sorondo, Juan e Kléber.
Finalmente, ao ser entrevistado ao final, o balançante Fossati afirmou que o Inter estava bem no jogo - o que é verdadeiramente absurdo - e que apenas foi prejudicado pela arbitragem (fato verídico), o que se revela indesculpável e depõe até contra a lucidez do treinador.
Portanto, caro Fernando Carvalho, chegou o momento. Não há como esperar, sob pena de ruir o sonho de Libertadores, ainda à disposição do Inter por obra divina, e condenação ao lado baixo da tabela do Brasileirão. Conseqüentemente, um grande risco eleitoral.