A convocação dos 23 que vão à Copa não deixa margem a dúvidas. Dunga optou por manter o grupo inicial praticamente todo, mesmo sob imensos protestos de todos quanto a alguns dos selecionados. Descartou a lógica da convocação dos melhores e tampouco deu importância à máxima de que "futebol é momento". Por isto, não há lugar para Neymar, PH Ganso, Victor (injustiçado pelo que produziu nos últimos 2 anos) e até Alex, ex-Inter (uma alternativa de chutes de longa e média distância) e sim para Doni (inativo há mais de ano), Fábio Melo (o pior da temporada 2009/2010 na Itália), Josué (discreto no Wolfsburg), Kleberson, Gilberto Silva e companhia.
Agindo assim, fecha-se com o grupo e passa a poder utilizar o discurso que entende ideal para impulsionar o seu time à vitória. Nos concentração, após cada treino e jogo, soarão as trombetas anunciando, inevitavelmente, o "ninguém acredita em vocês, ninguém quer vocês, vamos mostrar prá eles (imprensa, torcida) o que nós valemos", o "eles vão ter que nos engulir", o "vamos fazer eles se arrependerem de público" e outros tantos jargões, alguns deles impublicáveis, coisa de vestiário.
Não sei se o método do Carlos Caetano vai funcionar. Desconfio que não. Acho que não levamos grupo em condições de, por exemplo, suprir a eventual necessidade de substituição de Kaká e Luis Fabiano, sabidamente fora de suas melhores condições físicas e técnicas. Penso que possamos ter até alguma dificuldade para passar à fase dos mata-matas, na luta com Costa do Marfim e Portugal.
Quem viver, verá!
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