sábado, 22 de maio de 2010

E no outro lado da gangorra...

Atuação prá lá de discreta (prá não dizer outra coisa) e resultado maiúsculo, foi o que colheu o Inter, na quinta-feira, no Estádio Centenário, em Quilmes, eliminando o Estudiantes de La Plata, último campeão da América, mesmo com a derrota por 1 x 2.
Fossati tem muito mais sorte do que juízo!
Inexplicavelmente, mesmo diante do fracasso do esquema suicida lançado contra o Banfield (somente um arremedo de atacante, Alecsandro, contra a defesa adversária), voltou a insistir na insanidade. Como resultado, a absoluta impotência ofensiva colorada no primeiro tempo, com apenas 1 mísero arremate ao gol platino. Em contrapartida, em 2 cochilos inexplicáveis, dos 19 aos 21 minutos, a defesa vazou, surgindo o 2 x 0 que dava a vaga na semi-final ao Estudiantes.
Para a surpresa geral, mesmo diante do contexto negativo, o "coach" rubro não efetuou qualquer modificação de nomes, apenas adiantando Kléber um pouco mais e liberando Andrezinho para uma aproximação com o inexplicável Alecsandro. Nada mais.
Em compensação, Sabella deu a sua colaboração ao Inter, retirando no intervalo o atacante González, autor do primeiro gol do "pincha" e companheiro de Boselli, para introduzir o ala Angeleri.
O jogo ficou, então, restrito à zona de meio-campo. Nenhuma produção ofensiva do colorado, tampouco do Estudiantes, possivelmente receoso de se abrir e propiciar contra-ataques ao time gaúcho.
Mesmo diante desse quadro desolador para as pretensões coloradas, somente aos 2o minutos Fossati fez entrar Walter, o homem de frente que liquidara o jogo em Goiás no domingo anterior. E logo após, aos 31, colocou Giuliano em campo. Conta-se só a partir daí a ambição do Inter. Assim mesmo, foram poucos momentos de perigo, um através de uma cobrança de falta, por Andrezinho, e outro, numa conclusão errada de Walter, de esquerda, após uma excelente combinação de passes à frente da área argentina.
Aos 43, porém, o milagre que anunciara ao Nando e a Laura durante todo o segundo tempo: um gol no fim da partida, sem dar espaço à reação. Foi o que aconteceu, pelos pés do iluminado Giuliano, após combinação retenção de bola por Walter, passe a Andrezinho e lançamento maravilhoso deste ao meia-atacante, que, num arremate cruzado, pela direita, colocou no canto direito de Orion. Tudo em meio à fumaceira dos sinalizadores lançados em sua própria área defensiva pela "hinchada" alvi-rubra platina, que já estava a comemorar a classificação.
Uma alegria incontida para todos nós.
Um recado para Fossati: o seu esquema, de 1 só atacante e os demais chegando de trás, além da dificuldade de execução, demanda a presença de um centroavante que saiba reter a bola esperando a passagem dos companheiros ou que, protegendo a bola, gire ele próprio para o gol. Este camisa 9 precisa saber jogar de costas para o gol adversário. Este número 9 não é Alecsandro. Prá ajudar, é alguém que se pareça com um Rooney (para os mais novos), Claudiomiro e Alcindo (da dupla, anos 60 e 70) ou Reinaldo, do Galo (anos 70). Ou Vossa Senhoria consegue 1 desse tipo (quem sabe, tentando antes o Walter) ou aposenta a idéia.

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