domingo, 9 de maio de 2010

Banfield: jogo tenso, mas com vitória

Jogando um futebol sem grande brilhantismo, mas seguro e consistente, o Inter venceu o Banfield, glorioso time de Lomas de Zamora por 2x0, exatamente o resultado que precisava para avançar às quartas-de-final da Libertadores 2010 e habilitar-se ao enfrentamento com o grande Estudiantes de La Plata, flamante campeão do Torneio no ano passado e que deu um "calor" no Barcelona na final do Mundial 2009.
Confesso que temia pelo sucesso da empreitada de fazer pelo menos 2 ou 3 gols e não tomar nenhum, diante do que vinha vendo nas últimas partidas do colorado. Temia antes de tudo a pressa, o desespero. No entanto, para a minha surpresa (e satisfação), o time mostrou a frieza necessária e esperou a hora certa para os golpes fatais. Um gol em cada tempo, por Alecsandro e Walter, o primeiro numa jogada de combinação entre D'Alessandro (o melhor em campo, coadjuvado por Sandro) e Andrezinho e o segundo resultante de um belo cruzamento do Eller improvisado na ala esquerda.
Prá "variar", o time experimentou uma pequena queda de rendimento após o segundo gol (marcado mais ou menos aos 15') e deixou a torcida "com o coração na mão" até o apito final. Coisa prá arrepiar cardíaco, pois qualquer gol do El Taladro significaria o fim das esperanças no Bi da Libertadores.
Muito da tranqüilidade do time, creiam, acho que veio da queda do Curingão, na véspera, eliminado pelo Flamengo. A bronca com o Timão (o time do Zveiter, campeão de 2005) fazia com que a hipótese de classificação dos paulistas e eliminação precoce do Inter apavorasse meio mundo por aqui. Pior prá mim, que tenho no Corinthians e Flamengo as 2 grandes broncas pessoais como torcedor. Por mim, quando jogam entre eles, torço prá que o juiz expulse os 22, as torcidas se engalfinhem até que não sobre ninguém e a Globo saia do ar, por falha no equipamento.

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