segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Jeferson, um novo craque ou "queimarei a língua" ?

Final da tarde deste domingo, 18 de dezembro de 2011. Local o Passo D'Areia.

Para a minha satisfação, o cara joga no Botafogo e tem 19 anos. Chama-se Jeferson, um camisa 10 canhoto, de cabeça em pé, erro de passe zero, excelente condutor de bola, tem no sangue alguns dos mandamentos catalães, como "passa e desloca", o "passa já", mas também o lançamento longo e o chute forte de fora da área. Chama a responsabilidade e se cobra por omissões.

Acho que vi um craque em ação.

Salve o Fogão!!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

O estímulo Barça

Volto a postar depois de longo tempo, estimulado pelo Barça. Que fantástico espetáculo! Considero-me um privilegiado aficcionado de futebol, que já viu a fantástica seleção brasileira de 1970 e a famosa "laranja mecânica" de 1974. Ao vivo vi Pelé, vi Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho, Tostão, Rivelino, Gérson, Ademir da Guia, Zico, Manga, Falcão, Carpeggiani, Teófilo Cubillas, Pedro Rocha, Maradona e até Yashin, o"Aranha Negra". Apaixonado que sou pelo futebol, nem falo nos atuais. Pela TV, tudo o que se pode imaginar em termos de craques, mesmo do passado, ícones do esporte bretão, como Beckenbauer, Overath, Euzébio, Breitner, Cruyff, Neeskens, Baresi, Platini, Zidane e muitos mais.

O Brasil de 1970 era recheado de individualidades, o que de melhor já se reuniu em uma só geração. Marcou a transição entre o futebol do passado, mais romântico, clássico, pausado e o do presente, profissional, da força, da velocidade, do atleta mais do que artista.

O ano de 1974, da aparição da grande Holanda e mesmo da não menos imponente Alemanha, demarcou a transição. De lá para cá, tenho visto poucas novidades táticas: a "extinção" dos pontas, o surgimento dos "alas", as composições defensivas com 2 ou 3 zagueiros e paramos por aí, quer dizer...até vermos em ação o Barça atual.

Mesmo não sendo "hincha" do time catalão, não posso deixar de reconhecer: a perfeição em futebol existe. Todos os mandamentos do futebol estão ali contemplados. Não sei se são 10. Vamos ver. Um: marcar acima de todas as coisas, pressionando o adversário já no seu campo; Dois: acertar passes, em percentual muito próximo de 100%; Três: tocar a bola de primeira, sempre, para o companheiro melhor colocado; Quatro: deslocar-se sempre, para qualquer posição do campo, para ser opção de passe; Cinco: ficar na posse da bola incansavelmente, minando as forças do adversário; Seis: priorizar o coletivo, quase sempre; Sete: finalizar com percentual altíssimo de aproveitamento; Oito: praticar pouquíssimas faltas, só as necessárias, e sem violência, de modo a ter o time sempre completo, em condições de jogo; Nove: despreocupar-se totalmente com as decisões de arbitragem; Dez: jogar com prazer, sempre. E tem mais: goleiros devem saber jogar com os pés, zagueiros devem saber dominar a bola e sair para o jogo, atacantes e meias devem ajudar a marcar.

O Barcelona faz tudo isto e mais um pouco.

Restará para sempre na memória dos amantes do esporte, reinando entre os maiores de todos os tempos. Até que a FIFA, quem sabe, à moda do basquete, determine tempo de posse de bola...






sábado, 1 de outubro de 2011

Mandamento de futebol (Deixe em paz quem não te ameaça)

Disse há algum tempo atrás que escreveria sobre coisas que já vi dar certo (muitas vezes) e dar errado (também muitas vezes) no futebol. Repetições de situações que levam quase sempre ao mesmo resultado, seja positivo ou negativo. Vou retomar o tema, à medida que aparecerem as situações.

O jogo que vi hoje à tardinha (Fluminense e Santos) me fez lembrar de uma dessas circunstâncias. Fazer faltas em jogadores que estão de costas para o gol (atitude imbecil) geralmente penaliza. Da mesma forma como ceder escanteio numa situação em que o atacante não tem a menor condição de levar perigo. Já vi acontecer centenas de vezes. Resulta em falta ou escanteio e, muitas vezes, gol.

Aconteceu de novo hoje, terminando em gol do Fluminense aos 95 de jogo.

MORAL DA HISTÓRIA: DEIXE QUEM ESTÁ DE COSTAS PARA A TUA ÁREA EM PAZ. NINGUÉM FAZ GOL DE COSTAS.

Abel é o novo Zagalo: Fluminense 3 x 2 Santos

Deu saudade de escrever de novo. Minha inspiração veio do Abel, o milagroso.

Antes de Abel, foi Zagalo. O homem do 13 da sorte. Onde metia a mão, virava ouro. Nilton Santos, seu companheiro do grande Botafogo, contou mil e uma histórias envolvendo a famosa sorte do Mário Lobo. Até relógio de ouro achou nas ruas de Londres.

Agora é Abel. Acho até que é uma espécie de compensação do homenzinho lá de cima pelo que sofreu nas mãos do Caim há muito tempo atrás.

Brincadeiras à parte, o homem é mesmo "largo".

Primeiro, o Mundial FIFA no Inter, com Ceará e Rubens Cardoso nas laterais, Edinho e Wellington Monteiro no meio, Fernandão e Pato de fora e gol decisivo sendo marcado pelo glorioso Gabiru (acho que hoje reserva do Asa de Arapiraca).

Ganhou uma montanha de dinheiro na Arábia e voltou.

Pegou um Fluminense absolutamente medíocre e vem acumulando sorte. Hoje foi o máximo. A virada com o Santos foi o máximo.

O Fluminense, meus amigos, é um grande mistério. Acho que uma boa explicação sobre o sucesso do Flu poderia vir de seu mais famoso torcedor no passado, Nelson Rodrigues: o famoso "Sobrenatural de Almeida". Um cara que aparece de vez em quando e faz coisas inacreditáveis.

O Fluminense está ingressando no G4 e pode rumar ao título brasileiro com um time que, oferecido à dupla Gre-Nal, daqui de POA, não iria sofrer desfalque algum. Na defesa tem um goleiro comum (Cavalieri), laterais mais ou menos (Mariano e Carlinhos) e zagueiros prá lá de medíocres (Gum, Euzébio, Márcio Rozário e Digão). É também um dos clubes brasileiros que mais tem "quebradores de bola" como volantes (Edinho, Diogo, o banido dos treinos do Grêmio por deficiência técnica, Diguinho e Fernando Bob). Na articulação, um cara mediano (Lanzini, argentino de 18 anos) e um já ex-atleta (Deco). No ataque, suas únicas virtudes: Fred e Moura. Nenhum clube se interessa por ninguém do Fluminense. Entra janela de transferência e sai janela de transferência e ninguém se interessa por eles.

Pois, este time virou um 0x2 aos 38 do segundo tempo contra o Goianiense, no Engenhão, com gol impedido de Moura aos 93. Depois, virou um jogo contra o Avaí com gol impedido de Fred. Após, empatou com o Atlético do Paraná com um gol de pênalti inexistente marcado aos 92.

O milagre de hoje foi demais.

O homem colocou o Sóbis no segundo tempo. Na primeira bola, o glorioso Rafael domina uma bola e sem ter espaço e sem tirar distância da bola dispara um petardo no ângulo. Aí, logo depois, perde um zagueiro por agressão. Aos 89 o Santos empata, com gol do ex-colorado Renteria. Então, o árbitro, querendo punir a cera que o Flu vinha fazendo dá mais 5 minutos. O jogo prossegue. Aos 94 e meio um lateral do Santos concede um escanteio de graça e...pimba, aos 95 minutos, exatamente, Márcio Rozário, o zagueiro que o novo Zagalo colocou prá compor a defesa pela expulsão, coloca na rede.

Cruuuuuzeeeesssss


sábado, 6 de agosto de 2011

Qualidade zero, fundamentos zero

Tenho visto futebol cada vez de menor qualidade técnica no Brasileirão. Praticamente não ocorrem jogos com "scouts" que marquem menos do que 50, 60 ou mais passes errados. Nesse padrão, o jogo é feio e não se cria nada de positivo. Pudera!!!

Nesse cenário de mediocridades, não impressiona que ex-atletas como Rivaldo, Tcheco e até Ronaldinho Gaúcho (este, mesmo em meio às suas noitadas) continuem dando as cartas como melhores de seus times e do campeonato. Seus méritos: passar bem a bola e bater bem na "dita cuja". E basta.

Os laterais (alas) quando conseguem a linha de fundo não acertam cruzadas. Os escanteios vão à canela dos defensores, invariavelmente, ou ao terceiro pau, o da bandeirinha de escanteio contrária.

Rara a tentativa do drible. As exceções são saudadas em prosa e verso (Neymar e o Lucas, do São Paulo).

No terreno defensivo, continuam os zagueiros a derrubar atacantes que estão de costas para o gol ou, em cruzamentos, a marcar a bola. Nunca se viu tanto gol de cabeça por falha de marcação. Prova do que falo é que não há, a rigor, grandes cabeceadores. Qualquer "metro e sessenta" tem a sua vez na grande área no futebol atual.

E cada vez ganham mais esses desqualificados!!!

Cruzeiro: Adeus na Série D

Hoje à tarde, no Passo D'Areia, vi um Cruzeiro muito inferior ao do Gauchão perder as suas últimas esperanças em continuar vivo nas disputas da Série D nacional.

O jogo com o surpreendentemente fraco Juventude, de derrota por 1x0, demonstrou que Diego Torres, Léo Maringá e não foram substituídos a contento na nova formação, o que retirou força do meio campo e do ataque cruzeirista. Pálidas as atuações de Marquinhos, o 10, Faísca, o 11, e dos atacantes Paulo Sérgio e Maxwell.

Resta utilizar o restante da série D, e a Copa Laci Ughini, para azeitar a máquina para 2012 e futuro, já na Arena Cachoeirinha, que deveria chamar-se, por justiça, Estádio Antonio Pinheiro Machado Neto, o Pinheirinho. As maiores glórias do Cruzeiro devem-se a ele.





Voltando...e vociferando

Depois de algum tempo, bem utilizado para reflexão em todos os campos, volto a ensaiar expressar algumas impressões sobre o que tenho visto no reino da bola.

A dupla Gre-Nal reincide nas asneiras. Roth vai prá lá e vem prá cá e vice-versa. Colocam interinos e os queimam com uma facilidade impressionante.

Nesse 2011, que aqui já se encaminha futebolisticamente para um melancólico final, superaram-se todas as expectativas de desacertos, falta de planejamento e equívocos lamentáveis.

O Inter é imagem de seu presidente, vacilante, pausado, lento. O Grêmio, idem. Como Odone no futebol, errático.

No Inter, sem convicção para bancar o Cuca, preferido de todos da direção, mas rejeitado pela torcida, espera-se pela derrocada maior para buscar um "salvador da pátria". Osmar Loss, o interino da vez, escala mal e mexe pior. Sem nenhuma inventiva e criatividade, recorre a um inexplicável 4-5-1 contra Atlético Goianiense e Fluminense, o famoso "chama derrotas". Na hora das substituições, retira os de melhor produção, e menos nome.

Temo pela Recopa, já no jogo de ida, em Avellaneda. Talvez não haja volta.

Falam em esperar Nei Franco e Dorival Júnior. O mesmo Dorival que vem levando o Galo quase à zona de rebaixamento. Que dureza!!!

O Grêmio que vi hoje, já com o Roth, contra o Palmeiras, é a imagem de seu treinador.
Carrancudo, de futebol feio, grotesco. Muita transpiração, quase nenhuma inspiração. Fizeram os craques tricolores o que o "coach" mandou. A defesa espantou mais e fez mais faltas, deu mais carrinhos. Os acuados Lúcio e Douglas correram mais, com medo da bronca do Celso. No ataque, a única jogada continua sendo a bola parada de Rockembach, de pé trocado, no lado esquerdo.



sábado, 23 de abril de 2011

Sábado épico

Estive já no palco onde logo mais, às 18h30, o Cruzeiro escreverá mais uma gloriosa página de sua história, no Gre-Cruz da semifinal da Taça Farroupilha. Fui ao Passo D'Areia, do polêmico gramado sintético, adquirir os ingressos para a festa.

De candidato a apenas permanecer na Primeira Divisão do Gaúcho (na melhor das hipóteses) a classificado à Serie D Brasileira e candidato ao título do próprio Gauchão 2011, vem sendo uma grande trajetória cruzeirista, de resgatar o passado e impulsionar-se para o futuro.

O Cruzeiro, que passará hoje, tenho convicção, desafia os seus limites. Revelou Léo (vendido ao Benfica), , Fábio Rampi, Almir, Alberto, Sandro Muller e muitos mais. Formou uma base e melhorará. Em Cachoeirinha, com o apoio da comunidade local, irá prás cabeças.

Começa hoje!!!


segunda-feira, 14 de março de 2011

Cruzeiro desmonta outro "B"

Decididamente, o estrelado portoalegrense se revela um autêntico "executor de times B". Ao vencer o Grêmio no Olímpico, no sábado, por 2x0 (que poderia ser um 5x0 ou 6x0), deixou explicitada a fraqueza do grupo reserva tricolor.
Aliás, ante o resultado obtido diante dos gremistas, resgata-se, em parte, a credibilidade do "B" colorado, também objeto de críticas pela eliminação em face do mesmo Cruzeiro, nos pênaltis, alguns dias atrás. É que, diversamente da garotada rubra, no elenco escalado pelo Renato no sábado encontravam-se vários jogadores com passagens pela equipe principal, casos de Mailson, Mário Fernandes, Saimon, Neuton, Colaço, Vinicius Pacheco, Carlos Alberto e Clementino.
Assim comparando, não parece tão desastroso o resultado que levou à fritura do "B" colorado e de sua comissão técnica.

Eles "não jogam um Evo"

Decididamente, o tempo dado ao Juarez Roth para vermos se evoluiu se esvaiu, sem que demonstre qualquer sinal de melhora.
O treinador colorado saiu-se muito mal de entrevistas após o jogo com o Caxias, na Serra, "trocando as bolas" ao elogiar Zé Roberto (seguramente o pior dos 30 em campo) e criticar o futebol do Oscar, o segundo melhor do Inter, só superado pelo matador Damião.
De quebra, para justificar o seu defensivismo sem sentido para certas partidas (por exemplo, a de quarta-feira que vem contra o Jorge Wilsterman. da segundona boliviana), chamou a todos nós (torcedores, dirigentes, cronistas) de ignorantes ou cegos, o que é pior ainda. Em textuais palavras, o "coach" vermelho disse que "o Zé executa importante função tática que todos desconhecem e nem têm mesmo obrigação de conhecer". Ora, Juarez, com todo o respeito, vá à P.Q.P com essa arrogância! Como se só ele enxergasse futebol. Que petulância!
O técnico colorado parece ser um caso para estudo da medicina. De que ramo, não me arrisco a palpitar. Mas que tem coisa errada, tem. Além de tudo é masoquista, gosta de viver perigosamente, e de sofrer. Só isto tem o condão de explicar suas escalações exdrúxulas.
O Seu Jorge boliviano é da classe C entre os participantes da Libertadores, times contra os quais se utiliza 1 volante apenas, e olhe lá. A promessa é escalar 3. Tenho esperanças de que esteja nos enganando com essa conversa sobre a qualidade do JW, que, na verdade, prá bem definir a coisa, "não joga um Evo".

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sobre Márcio Chagas e seus 8 minutos de acréscimo

Os torcedores sabem mesmo brincar, é inegável. Se Márcio Chagas se desse conta da questão numérica envolvida nos acréscimos que deu no jogo Grêmio x Caxias teria dado 7 ou 9 minutos. Deu 8. Circula agora na Internet uma frase de arrasar quarteirão: o Inter, e também agora Márcio Chagas, aplicaram 8 no Caxias. Muito boa.

Taça Piratini: Márcio Chagas decide

Decididamente, os novos árbitros da Federação Gaúcha de Futebol continuam enxergando pouco para os seus horizontes. Continuam arbitrando "à moda anos 60", privilegiando os grandes clubes em suas decisões. Demonstram, com isto, serem nulos de personalidade. Não foi diferente com o Senhor Márcio Chagas, "soprador de apito" desse Grêmio e Caxias.
Abarrotou o bom Caxias de amarelos e deu descontos demasiados, no primeiro e segundo tempos, o que acbou decidindo a partida. Deixou a nítida impressão, para mim, de haver ficado abalado e preocupado com as anulações de 2 gols gremistas (efetivamente em impedimento).
Para finalizar, uma "pipocada" de dar dó, ao final do jogo de quase 100 minutos. Logo após o gol de empate gremista, aos 51 do segundo tempo, Fábio Rockembach interrompeu uma jogada de contra-ataque caxiense e o Senhor Márcio, incontinenti, levou a mão ao bolso. Seria o segundo amarelo do capitão, e batedor de pênaltis do tricolor. Chagas, inexplicavelmente, vendo que tiraria de campo o jogador gremista, com a segunda advertência, guardou o dito cartão no bolso.

terça-feira, 8 de março de 2011

Idéias sobre futebol (tópico 1): a linha do impedimento

Pensava (e vou) escrever algo a respeito de coisas que costumam dar certo ou errado no futebol, autorizado que me sinto por milhares de partidas assistidas, ao vivo ou por TV. Começo hoje, inspirado pela asneira patrocinada por Arsène Wenger, o multimilionário "treineiro" do Arsenal, na partida de volta realizada contra o Barcelona, no Nou Camp.




Imaginem que o arrogante francês, que tinha o escore do jogo de ida a favor (2x1) trouxe a campo a idéia de jogar com zagueiros atuando em linha na sua intermediária de defesa. Assim, no primeiro tempo, e no segundo, cerca de umas 12 a 15 vezes, jogadores do Barcelona ingressaram às costas desses defensores, vindos de trás e provocaram verdadeiro rebuliço na defesa do time inglês. Almunia, o goleiro do Arsenal, salvou a equipe em, pelo menos, 6 a 7 oportunidades. Tudo diante do olhar impassível do gentil gaulês. Ceguinho mesmo esse milionário "coach"!




Em primeiro lugar, quando se joga fora de casa não se deve utilizar com freqüência a linha de impedimento, ademais se ela se postar na intermediária e não próximo à área defensiva. É que, nessas circunstâncias, corre-se muito o risco de "bolas às costas" dos zagueiros, colocadas para quem venha de trás em velocidade. Não é só este o problema. O sistema em questão passa a depender da correção da arbitragem (fator incerto) e da mais absoluta precisão dos zagueiros (qualquer erro na saída em bloco é fatal). Como é sabido, amigos, trios de arbitragem costumam errar mais a favor do time da casa. Portanto...




Wenger cometeu dois erros muito comuns entre os treinadores atuais. Equivocou-se na estratégia e recusou-se a alterá-la em meio ao jogo. Orgulho puro. Eu diria, falta de humildade e prova de incapacidade.




A melhor forma de enfrentar um Barcelona atual, time de muitos toques e jogadas de aproximação, tabelas em velocidade e trocas constantes de posição, ainda é a formação defensiva inicial em 2 linhas de 4, tão bem executada pelos times argentinos, de modo geral (ainda mais quando estão em vantagem no marcador). Com essa estratégia, retira-se de um time como o Barça as suas melhores virtudes, obrigando-o a arremates de fora da área ou a jogadas individuais pelo miolo da defesa adversária, o que permite a roubada de bola e a organização de rápidos contra-ataques, iniciados contra uma defesa que estará um pouco mais aberta do que o normal.




Quem quiser comprovar o que afirmo, recomendo rever antigos jogos do Boca, de Carlos Bianchi. Revejam, também, com atenção, o VT de Barcelona e Estudiantes, jogo final do Mundial de Clubes de 2009, vencido pelo time catalão no detalhe, já no tempo de prorrogação. Dêem-se conta, também, da diferença de material humano disponibilizado a Sabella e a Wenger.




No jogo, Wenger ainda levou azar, que costuma acompanhar os maus estrategistas : o "soprador de apito", o suiço Massimo Bussacca, errou ao expulsar Van Persie (um exagero absoluto, por julgar que, naquela barulheira toda, o atacante houvesse chutado propositadamente após o apito de "off side") e ao dar um pênalti forçado por Pedro (dobrou os joelhos antes de atirar-se contra uma perna estendida do excelente Koscielny).



Na semana...

Comecei vendo o Cruzeiro, o daqui, o legítimo, "dar um calor" no tricolor do Olímpico. Basta dizer-se que a tranqüilidade para o Grêmio só veio aos 49 minutos do segundo tempo, com o pênalti que selou o 4x2. Até ali, o jogo era "taco a taco". A lamentar, a arbitragem sem personalidade de Anderson Daronco que, para o Cruzeiro, lançou mão de cartões com a maior facilidade. Para os atletas gremistas, só faltou mandar um pedido de desculpas formal pelas advertências que teve que fazer. Poupou, o senhor árbitro, no segundo tempo, o jogador Douglas, autor de jogada desleal punida apenas com amarelo. Árbitros como Daronco não se deram conta de que, para fazer carreira, não podem mais enxergar só para os grandes.


Vi também o Inter contra o Jaguares, anteriormente. Jogo nota 2 para o Inter, apesar dos 4x0, absolutamente acidentais. Achei muito gozado alguns "cronistas" criticarem as reclamações e vaias da torcida colorada, mesmo diante do escore. Engraçado mesmo. Em outras circunstâncias, os mesmos diriam que o placar não é tudo e que o torcedor não se pode deixar enganar.


Assisti também o péssimo Fluminense, no México, subir ao cadafalso, colocar a corda no próprio pescoço e chutar a "cadeirinha de apoio". O corpo balança no ar. Respira por aparelhos. Pudera! Um time com o Gum, o Leandro Euzébio, o Diguinho, o Edinho (o craque do Muricy)... é dose.


Não posso deixar de lembrar as retumbantes vitórias do Flamengo, o do R10, sobre os poderosos Olaria e Boavista, por 3x2 e 1x0, e as manchetes cariocas sobre os feitos do rubro-negro carioca. Pobre futebol carioca.


No mesmo cenário burlesco do Rio de Janeiro, o esquálido (para minha tristeza) Botafogo, no Engenhão, ganha nos pênaltis do glorioso River Plate do Sergipe, após vencê-lo no tempo normal com um gol em que a bola não entrou. No final, por muito pouco não assisti a uma cena que, fosse mesmo concluída, iria levar o outrora Fogão ao anedotário futebolístico nacional para todo o sempre. Juro que vi os atletas botafoguenses, em comemoração, emocionados, ensaiarem um "peixinho" ao solo (gesto que a seleção de vôlei do Brasil faz, de vez em quando, prá comemorar um ouro olímpico) em homenagem à vitória nos pênaltis sobre o falso River. Cruuuuuzes!!!






quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Algumas idéias sobre o futebol

Nos próximos posts manifesto a intenção de dedicar um tempo maior ao que chamo de postulados do futebol, para mim, que, a esta altura da vida, fazendo as contas, por baixo, devo ter chegado à casa dos 10 a 15 mil jogos assistidos, presencialmente nos campos de jogo, ao vivo na TV, em VT e tudo o mais. Dos 7 aos 25 vi quase todos os jogos que aconteciam em Porto Alegre (Inter, Grêmio, Cruzeiro e São José). Não importava se fosse Gaúcho, Robertão (antigo Brasileiro), Segundona, Brasileiro ou o que fosse. Íamos eu e o "velho", como faço agora, em companhia do Nando ou da Laura (as vezes os dois).



Na TV via tudo, de início os VTs (video tapes) e depois ao vivo. Carioca, Paulistão, o que viesse. Vi vários XV de Jaú x XV de Piracicaba, alguns Juventus x Noroeste.



Desde 1970 até a Copa de 2006, tive a honra de ver todas as partidas de todos os Mundiais. Inclusive as intervenções de Honduras e El Salvador, Costa Rica, Zaire e outros menos votados. Hoje em dia fiquei mais seletivo. Não passo de 30 jogos por Copa.



Atualmente, quando sobra um tempinho, além dos nacionais, dou uma olhadinha nos campeonatos inglês e alemão. O campeonato italiano só teve graça na época de Maradona no Napoli, dos holandeses no Milan (van Basten, Gullit, etc), dos alemães na Inter (Brehme, Klinsmann, Matthaus), dos franceses na Juve (Platini primeiro, Zidane depois), que também tinha o polonês Boniek na boa época. O espanhol nunca me atraiu, com suas defesas em linha, paraíso dos atacantes habilidosos que sempre empilharam gols e mais gols sem qualquer incômodo.



Com tudo isto na memória, fixei algumas idéias básicas sobre o esporte bretão, respeitadas, evidentemente, as diferentes épocas vivenciadas. Tudo se aplica ao presente momento, sobre o qual me fixarei. Direi, pós observação de tantas repetições, o que costuma dar certo e o que, na maior parte das vezes, dá errado.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Muitos temas...e Garcia, diga-se de passagem, já venceu o Zorro

O Inter B que vi contra o Cruzeiro, o estrelado aqui de Porto, em duas partidas, é muito ruim. Merecia mesmo a dissolução. Enderson Moreira, porém, foi vítima, do planejamento, que comandava uma equipe-espelho da principal, inclusive no esquema tático, até no abandono do centroavante. Era a crônica da morte anunciada. O Cruzeiro, ao fim e ao cabo, acabou colaborando com o saneamento das finanças do Colorado.
Antes do sábado, na quarta-feira, o Inter A jogou razoavelmente contra o Emelec na estréia da Libertadores. Colocou 2 pontos fora, no primeiro tempo perdendo tempo com uma escalação defensiva demais (Bolatti, Guiñazu, Matias juntos) e com um Zé Roberto em noite muito infeliz. No segundo, quando da melhora do esquema, e presença de mais 1 atacante (Cavenaghi), pelo receio excessivo do Juarez Roth, que retirou o melhor e mais alto em campo (Bolatti) para colocar mais 1 zagueiro (Rodrigo), mais baixo e inativo há cerca de seis meses.
No domingo, vi os trágicos pênaltis batidos pelo Botafogo na enésima derrota para o Flamengo nos últimos tempos (todas nas penalidades máximas). Impressionante como profissionais de futebol, regiamente pagos, são negligentes para com o seu "ganha-pão".
Convido-vos ao youtube.com.
Verão que, em se tratando de penalidades máximas, os canhotos preferem o canto direito do goleiro em cerca de 90% das vezes. Os destros, preferem o canto esquerdo dos "arqueiros", em não menos do que 80% das oportunidades. Os goleiros sabem disso. Se os batedores facilitarem, chutando à meia altura, e de chapa (lado de pé), a chance de defesa cresce muito. Foi o que aconteceu.
Previsões para a semana? Inter, jogo de alto risco contra o Jaguares. Grêmio, de franco atirador, pode ganhar do Junior, em Barranquilla. Não creio na hipótese, porém. Acho que dá empate. No final de semana, um desejo, o de que o Cruzeiro mantenha a sua tradição, de enfrentamento duro com os grandes, de superação das adversidades. A defesa da honra, sobretudo. Quem sabe o milagre? Para quem acompanha o futebol há mais tempo, lembro que o estrelado já venceu o Grêmio no Olímpico, nos anos 70, com um gol de Garcia. E o símbolo do Grêmio já era o "Mosqueteiro". Portanto, uma vez Garcia já matou o Zorro, em Porto Alegre.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Gaciba, inexplicável

Alguns, como este próprio escriba, julgavam ver um certo gremismo no bom Leonardo Gaciba. Desde um certo Gre-Nal e, nele, de um certo lance protagonizado por um cara chamado Ronaldo de Assis Moreira. Uma condução de mão na bola que terminou em gol. Depois, em outras oportunidades, por certos detalhes que não passam despercebidos a um atento observador de arbitragens como me julgo.


Tudo bem, posso ter me enganado todo esse tempo!


Sou daqueles que percebem quando um árbitro "trunca" o jogo em favor de um empate ou quando inverte faltas no meio de campo prá "matar" um time e, de quebra, "amarelar" ou "avermelhar" alguém. Identifico, também, quando o "homem de preto" "amarela" volante e zagueiros de um time nos primeiros 10 minutos, nem sempre de modo justo, "prá amaciar o jogo".



Ouvi uma vez do Godói (ex-árbitro), num debate na TV, uma colocação lapidar a respeito de árbitros. Disse ele que o árbitro de classe que quer dar uma "ajudinha" não faz escândalo, não dá pênalti clamoroso e nem anula gol de qualquer jeito. Tem modos mais sutis.




De tudo isto me lembrei ao ouvir de Gaciba (agora comentarista de arbitragem da Rádio Gaúcha), mesmo após ver pela TV o replay da equivocada penalidade marcada a favor do Grêmio contra o Oriente Petrolero, a opinião de que vira o pênalti e o confirmaria. Apenas ele, então, e Liber Prudente, o imprudente, em todo o estádio o viram. Contam que, depois do replay, já no hotel, convencido de sua asneira, capitulou o imprudente Liber, o juiz uruguaio, só restando a opinião de Gaciba.



Daí vem a questão, que a todos traz curiosiodade. Qual foi mesmo o ângulo de vista que a TV (na cabine da Gaúcha) ofereceu ao bom Leonardo Gaciba para que ele confundisse boca, dentes e nariz com falanges, dedos e unhas ?

Cruzeiro é agora Real

Com a bela campanha realizada no primeiro turno do Gauchão 2011, o glorioso alvi-azul deve alcançar o seu objetivo maior do ano, a permanência na elite do futebol gaúcho quando da inauguração da Arena Estrelada, na progressista Cachoerinha, evento inicialmente previsto para 2012.
Andou muito bem a direção do clube nos últimos tempos, em todos os aspectos, começando pelo prestígio às divisões de base, passando pelas contratações pontuais para suprir algumas carências do plantel e, principalmente, na decisão de troca de comando da comissão técnica após alguns insucessos consecutivos ainda neste turno.
O maior dos acertos, porém, parece ser a escolha do novo lar cruzeirista. A mudança de ares, tenho certeza, fará muito bem ao Cruzeiro, agora uma realidade feliz para os seus torcedores e simpatizantes.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Ronaldo dos Santos Silva, anotem aí...

Anotem o nome desse fraquíssimo árbitro. Se escalado para jogos importantes, ouviremos muito falar dele. Por grande asneiras...

Que árbitro ruim, meu Deus!

Fui hoje ao Estrelão ver o Cruzeirão frente ao time do Canoas. Vi um Cruzeiro aparentemente mal escalado, apresentando um ataque de 2 frentes sem mobilidade ao invés da opção pelo mevediço Jô. Depois, lesionado Diego Torres, ainda no primeiro tempo, acabaram-se as perspectivas de armação de jogadas, restando a tarefa somente ao excelente, mas insuficiente, Leo Maringá.
Com tudo isto, já seria difícil superar o Canoas. Mas aí apareceu um obstáculo extra: o trio de arbitragem, comandado pelo horrível Ronaldo dos Santos Silva (entressafra péssima de árbitros gaúchos, com a saída de Simon, Gaciba e a lesão de Vuaden), secundado por um auxiliar número 1 completamente desligado do jogo, sem nada ver, nada anotar, sem chamar a responsabilidade para qualquer dos lances que apareceram à sua frente.
Ronaldo, o árbitro, um desastre!
Trata-se de alguém tecnicamente fraco e disciplinarmente inexistente. Inverteu faltas a todo o momento. Além de toda a fraqueza técnica e disciplinar, cometeu pelo menos 3 pecados mortais. O primeiro, ao marcar um pênalti absolutamente inexistente para o Canoas, em um toque involuntário cometido por defensor do Cruzeiro e ademais, ao que tudo indica, fora da grande área. O segundo, ao deixar de assinalar uma penalidade de concurso logo após, na área do Canoas, quando o atleta cruzeirista (se não me equivoco, o lateral Zadda) incursionava pela esquerda, dentro da área, e foi derrubado por trás quando só tinha o goleiro canoense pela frente. O terceiro, ao deixar de assinalar nova penalidade, desta feita sobre Adriano, na metade do segundo tempo, quando o avante ameaçou voltar ao meio e girou o corpo para a linha de fundo, sendo chargeado pelo zagueiro canoense.
Quanto ao primeiro auxiliar, do qual não sei o nome, que nulidade! Os jogadores de Cruzeiro e Canoas solicitavam a sua participação, reclamavam dos lances e ouviram, toda a tarde, do auxiliar: "quem apita é ele". Ouvi isso com esses ouvidos que aqui estão, ninguém me disse!
Cruuuuuzes!!!!

2011: novas emoções

Depois de um longo período, novos estímulos me fazem voltar a postar.
São muitas emoções, como diz o Rei.
É o Cruzeiro na primeira divisão gaúcha, depois de 32 anos, não esquecendo do novo Inter rumo à Libertadores 2011, uma Libertadores com 2 gaúchos, o que dá um toque especial ao certame.
Nesse retorno aos gramados, assisti a 2 partidas do Cruzeirão. Um grande jogo contra o InterB, em Canoas, com vitória mais que justa do estrelado, que se impôs com um golaço do zagueiro Leo, uma das melhores promessas que vi jogar em termos de zagueiro nos últimos tempos. O outro foi o de hoje, contra o Canoas, desta feita no remodelado gramado do quase ex campo do glorioso Cruzeiro. Falo desse jogo logo adiante, em outro post.
Ao que soube depois, após ser derrotado em Caxias do Sul, pelo Caxias, o Cruzeirão fez nova excelente partida contra o "milionário" elenco do Novo Hamburgo e só não saiu com vitória graças a um milagre operado ante o zagueiro Leo por Eduardo Martini, o camisa 1 anilado que deveria estar em algum time da série A do Brasileiro e inexplicavelmente retrocede na carreira.
Pelo que vi, tem o Cruzeiro uma equipe em condições de permancer na primeira divisão em 2012, o seu grande objetivo, já que pretende nessa condição inaugurar o seu novo estádio na receptiva e carinhosa Cachoeirinha.
Em busca de seu objetivo maior, porém, o Cruzeiro terá que ultrapassar a alguns obstáculos, entre esses o histórico - quase centenário - confronto com as arbitragens. Hoje foi mais um desses capítulos!
Que sina a do Cruzeiro de Porto Alegre!!!