sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Vídeo periciado

Continuo achando que, para o bem do futebol brasileiro, deveria o departamento técnico da CBF contratar os serviços de experts em leitura labial e veicular os seus laudos, ou confirmando a hipótese aventada quanto à fala do jogador Bergson em Flamengo x Grêmio ("não chuta mais a gol") ou peremptoriamente negando-a.
Tanto numa como em outra situação, ganharia o torcedor, resgatando-se a credibilidade nas instituições que lidam com a paixão maior do povo brasileiro. Ficaríamos, todos nós, com a sensação de que, enfim, as coisas estão melhorando. Pelo menos, no futebol.

Planejamento 2010

Classificado à Libertadores e disputante do glorioso "Gauchão" no período do torneio continental, o Inter tem tudo para bem administrar as suas participações em 2010, o que inclui, também a busca exitosa do "caneco" do Brasileirão, no segundo semestre do ano. Basta agir com inteligência.
Após uma boa pré-temporada, deve preservar o time principal (11 titulares e mais 5 peças), jogando pelo Gauchão somente as partidas do Beira-Rio a realizar nos finais de semana. No mais, utilizaria o "ruralito" como laboratório, mesclando o time B (vencedor da Copa Dallegrave) com reservas do plantel principal e alguns provenientes da base. Neste plantel se inseririam, por igual, os jogadores contratados para compor grupo.
Com essa configuração de trabalho, dá até para ir a Quito uns 10 dias antes de enfrentar o Deportivo local. A "esticada" da preparação física pode, assim, iniciar mais tarde, à época dos mata-matas da Libertadores e do início do campeonato nacional.
Se isso se realizar, prognostico um grande ano para o torcedor colorado, principalmente se um treinador competente (Cuca, Caio Júnior, Mancini ou mesmo o falado Fossati) for contratado, ainda nesta quinzena de dezembro.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Precisa falar?

Errei o escore de Flamengo x Grêmio. Apostei no 3x2 e foi 2x1. O resto, o vídeo explica.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Escore para domingo

Perguntam-me os amigos como será no domingo, no Maracanã. Tenho palpite numa combinação de escore ajustado, um 1x0 ou 3x2 para o time da Gávea. Um "me engana que eu gosto" clássico. Aposto mais no 3x2, um placar que, à medida que vai se construindo, tranqüiliza a todos. Como se várias condições fossem se realizando, momento a momento. Acho que o 1xo deixa as partes contratantes um tanto quanto inseguras, pois tudo se resume a um só evento.

Pequenas chances do Fogão

Convencido de que o Fluminense não bate o Coritiba, no Couto Pereira, são pequenas as chances botafoguenses de permanecer na Série A em 2010. Para isto, terá que vencer o Palmeiras, que ainda luta pela última posição do G4 com o Cruzeiro. Se o time mineiro vencer o Santos, que já está em férias, o verdão se obriga a, pelo menos, empatar no Engenhão.

É triste a sina do Botafogo, nos últimos tempos. Serve apenas de "barriga de aluguel" para empresários do futebol. Jobson apareceu bem e já estaria acertado com o Cruzeiro. Como ocorreu com Maicossuel, negociado com o futebol alemão antes do Brasileiro.

A vitrina mais barata do futebol brasileiro, de longe. Pura incompetência diretiva.

Fluminense: Fred + 10

Numa partida em que o precisava fazer 4 e não levar nenhum, para levantar a Taça Sul-Americana, o Fluminense esbanjou bravura, mas mostrou que não tem ninguém além de Fred. Por isto, quando jogador perdeu a cabeça e desafiou Amarilla, numa quase cabeçada de vale-tudo, foram-se as chances do Pó de Arroz de fazer o gol que levaria à prorrogação. Com o 0x3, mais um título para a LDU, que havia vencido em Quito por 5x1.

Aliás, justiça seja feita à torcida do tricolor carioca, que levanta qualquer defunto. Se o clube permanecer na Série A, a ela se deve a façanha. Hoje à noite, nada menos do que 70.000 almas se dirigiram ao Maracanã para apoiar o time, que perdia de 1x5. Que coragem!

Inter pode ser campeão

Vencendo o Santo André, no domingo, o Inter passa a ter grande chance de vencer o seu grupo na Libertadores 2010, um torneio que, desta feita, não contará com Boca Juniors e River Plate (os 2 na pior fase de suas existências). Como adversários fortes, em minha opinião, apenas o São Paulo, Estudiantes, Velez e os mexicanos. É tratar de fazer uma campanha com acúmulo de pontos na primeira fase e trazer os segundos jogos dos mata-matas ao Beira-Rio.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A mãozinha de Henry

Thierry Henry ainda nem sabe, mas vai se tornar mais lembrado pelo bem que fez ao futebol do que por sua malandragem no gol que eliminou a Irlanda da Copa da África do Sul.
O flagrante prejuízo causado à equipe irlandesa servirá, com toda a certeza, para que a cúpula da FIFA se dê conta de que, no nível de profissionalização em que se encontra o futebol, o erro grave deixa de ser um componente "romântico" ou "charmoso". Afinal, há muito investimento em jogo, o suficiente para que o conservadorismo deixe de prevalecer. Viva a tecnologia!
Em se tratando de apartar o erro no futebol, há algum tempo penso na solução trazida pelo tênis. Trata-se do desafio à decisão da arbitragem, tomada normalmente em relação à possível saída da bola pelas linhas da quadra, conflito dirimido, afinal, por tecnologia em imagem. Cada tenista ou dupla (no caso de jogos entre duplas) tem a possibilidade de desafiar a decisão da arbitragem por 3 vezes nos diversos sets da partida, mantendo-se o seu direito a impugnações enquanto comprovar ter razão ou descontando-se esse número a cada erro de observação.
No tênis, a medida, ademais de trazer o componente justiça às quadras, pacificou o relacionamento dos tenistas com a arbitragem. Quase não há mais espaço para a discussão. O desafio resolve a questão. Graças a isto, não se vê convive mais com temperamentos do tipo John McEnroe.
Penso que a solução cairia como uma luva para o futebol.
Imaginemos que cada equipe tenha direito a 1 desafio por tempo de jogo e que os desafios se limitem a dirimir lances capitais (pênaltis, gols, expulsões). Um exemplo concreto. Pênalti marcado aos 5 minutos de um jogo decisivo, com a alegação, do time penalizado, de ter havido simulação. Ao invés da reclamação, do cerco à arbitragem, da possível ofensa, apenas o gesto do capitão, suscitando a dúvida. Confirmada a impressão do desafiante, desmarca-se a penalidade, pune-se o atleta que simulou e mantém-se o desafiante na condição de objetar ainda neste tempo. Caso confirme-se a impressão do árbitro, perde a equipe impugnante o direito do desafio, restando-lhe apenas o correspondente ao segundo período.
Vejo na adoção dessa prática a consecução de 3 grandes vantagens: uma maior concretização de justiça, a pacificação da relação atleta-arbitragem e o desestímulo a eventuais manipulações por parte de árbitros, já que suas decisões marcadamente injustas poderiam vir a ser ilimitadamente questionadas, o que culminaria por expor as suas (más) intenções.
Não acham que valeria a pena uma experiência assim num Brasileirão da Série B, ou mesmo Gauchão, com a devida licença da FIFA para testar a prática?
Talvez o grande Thierry Henry, afinal, ironicamente, venha mesmo a dar uma grande "mão" ao esporte que o projetou.

Os astros de novo colaboram

Conforme tinha dito ao Nando, que receava pelo desempenho do Grêmio contra adversários do Inter na luta pelo topo da tabela, desejo de torcedor é uma coisa, atitude de direção e atletas é outra. Estando em jogo a honorabilidade do clube e o profissionalismo dos jogadores a conversa não é bem assim.
Assim, o empenho demonstrado pelo Grêmio contra o Cruzeiro, em BH, dobrou no Olímpico contra o verdão, na quarta-feira passada . Como conseqüência, a vitória tranqüila por 2x0, facilitada, no intervalo de jogo, pela amostra de vale-tudo entre Obina e Maurício, os 2 brigões de mesma camiseta, expulsos por Heber Roberto Lopes.
No domingo, o Inter, finalmente, fez a sua parte. Em uma partida em que não foi brlhante, mas taticamente muito bem e com entrega total do jogadores, derrotou o Galo, em pleno Mineirão, praticamente assegurando vaga direta à Libertadores 2010 e, de quebra, podendo beliscar o título da competição, com ajuda de Corínthians e Goiás, adversários de Flamengo e São Paulo no próximo final de semana. Isto, é claro, se o colorado fizer a sua parte contra o desmotivado (mala branca?) Sport.
Grandes atuações de Guiñazu, Sandro e Kléber e boas de todos os demais, à exceção de Taison, que entrou no decorrer da partida para aproveitar as brechas oferecidas pelo Galo e desperdiçou diversas oportunidades de matar o jogo.
Quanto à rodada...o Flamengo, das muitas festas antes de jogos decisivos, parou no Goiás; o Cruzeiro, brecou no Atlético Paranaense, empatando só no final, e o São Paulo, a seu turno, caiu diante do Fogão (para minha dupla felicidade), numa virada difícil de acreditar, em mais um capítulo, desta vez positivo, do famoso bordão "coisas que só acontecem com o Botafogo". Por sinal, situação ainda muito dificil a do Glorioso da Estrela Solitária.

Retomadas

Depois de alguns dias de reflexão, volto à carga com alguns temas palpitantes, como a reta final do Brasileirão, os desdobramentos da "mãozinha" de Thierry Henry e o planejamento do Inter para 2010.

domingo, 15 de novembro de 2009

Inter mantém-se vivo

Junto com o Nando e a valente Laurinha, mais a "dinda Vera", fui um dos 15.000 heróis que desafiaram o tempo nublado e chuvoso para ver se o Inter aproveitava a 14ª chance que lhe davam os adversários de se aproximar do topo e perseguir a chance de Libertadores 2010.
Desta feita, deu tudo certo, embora com certo susto.
Continuo a ver os mesmos defeitos de quase todo o ano: um Lauro que não sai mais do gol em cruzadas; uma linha de volantes que deixa os zagueiros muitas vezes no 1 contra 1; um time que marca muito atrás o adversário e o deixa chegar sempre muito perto da frente de sua área.
O gol sofrido perto da metade do 2º tempo me fez lembrar uma série deles, todos resultantes de infiltrações ocorridas na ala esquerda defensiva, lugar de atuação do antigamente chamado "4º zagueiro". Prometo uma estatística mais fiel, mas recordo, de pronto, do gol de Ronaldo em São Paulo, na final da Copa do Brasil (1º jogo), de Emerson, do Flamengo, no Beira-Rio, na semi-final da mesma competição, do Gum (que lamentável!) no final contra o Flu, 2 x 2 no Maraca.
Vejo a defesa capenga, com Bolívar e Índio de zagueiros, ambos destros. Sou do tempo em que o zagueiro pela esquerda preferencialmente usava o pé esquerdo.
Mais uma vez confirmada a convicção de que Marquinhos pede passagem. Desde o jogo com o Goiás, no Beira-Rio. Gostaria de vê-lo com Edu, mais uma vez. E também com Al Kardec ou Taison, nesta última formação para jogar fora de casa, especulando. Se fosse o treinador, tentaria com os 2 meninos contra o Galo.
Gostei hoje de Danilo, Guiñazu, Giuliano (embora ainda erre muito passe), D'Alessandro e Marquinhos. Alecsandro, de quem não sou fã, participou mais e prestou a sua colaboração, desta feita. De novo, porém, perdeu gol feito quando o jogo estava "encardido".
Valeu pelos 3 pontos, que alçaram o Inter ao G4, com a prestimosa colaboração do Grêmio, que brecou o Cruzeiro do Adilson, com gol de Herrera, na linguagem de antigamente, "ao apagar das luzes".

Botafogo vai à segundona, com certeza

Pelo pedaço de jogo que vi hoje à tarde, na Arena Barueri, o Fogão ruma célere ao Asilo de Arkhan.
Nunca tinha visto um time que luta contra o rebaixamento jogar tão sem vontade. Isto que o adversário não tinha nada a ganhar ou perder. Até linha de passe o Barueri fez na grande área botafoguense, no segundo gol do tríplice Val Baiano.
No final do jogo, pelo que li, os jogadores Juninho e Lúcio Flávio disseram que o time parecia desinteressado.
Com a tabela que tem pela frente (São Paulo, Atlético PR e Palmeiras), e sem centroavante para o resto do campeonato (André Lima operado), a queda é praticamente certa, embora esteja 2 pontos à frente do Pó de Arroz.
Já o Fluminense, de um jogador só, o Fred (aqui, sem mesmo o Barney), mas de muita luta do restante do time, vai de vento em popa, com uma tabela levíssima (Sport, já rebaixado; Vitória, já fora; Coritiba, possivelmente já livre).
A única chance do Glorioso (alcunha que cada vez mais se perde no tempo) repousa mesmo é no fracasso do Coritiba (Santos, fora; Cruzeiro, fora; Fluminense, em casa).

domingo, 8 de novembro de 2009

Mais decisões hoje à tarde

Em Fluminense versus Palmeiras, se o Pó de Arroz for derrotado fará companhia ao Sport, levando a Unimed à Série B, para delírio da Golden Cross.
Em Botafogo versus Coritiba, se por milagre o alvi-negro vencer (perdeu, na 4ª feira, para o Cerro Porteño, atualmente um Bragantino do Paraguai), torna muito provável a sua permanência na elite do futebol brasileiro, contra todos os prognósticos dos que viram os seus últimos jogos.
Já na Arena Barueri, se o Inter for derrotado, praticamente dá adeus ao sonho de disputar mais uma Libertadores da América.

Sport entrega para o Cruzeiro...no bom sentido

Ontem à tarde, o Sport carimbou o seu passaporte à Série B do Brasileirão 2010, ao entregar um jogo praticamente ganho ao glorioso Cruzeiro de BH.
Aos 20 minutos, o time pernambucano já vencia por 2xo (Wilson, 2 vezes) e desperdiçara outras 2 oportunidades para "feixar o caixão cruzeirense", sempre atuando em contra-ataques.
Num lance isolado de bola alçada para a sua área, porém, descuidou-se na marcação sobre Thiago Ribeiro que, aparando um rebote de disputa aérea, fuzilou Magrão num belo "sem-pulo" enviesado.
No segundo tempo, logo aos 8 minutos, Wellington Paulista foi aquinhoado pelo zagueiro César com uma falta por trás, quando saía da grande área e se preparava para atrasar a bola à sua intermediária. Lance de irritar torcida e tirar qualquer técnico do sério. Na cobrança, Leonardo Silva, no chão, esticou o pescoço mais do que Durval e venceu Magrão novamente. Era o 2x2.
Mais alguns minutos e Andrade recebeu o 2º amarelo, por puxar a camisa de Gilberto.
Com a desvantagem numérica, e necessitando dos 3 pontos, o Sport jogou-se ao ataque, deixando o seu sistema defensivo muito vulnerável.
No entanto, o gol da vitória mineira originou-se de um lance até certo ponto ridículo, com a defesa pernambucana sendo colhida de surpresa por um arremesso lateral direcionado a Wellington Paulista, completamente só, na ponta, pelo lado esquerdo de ataque. Este foi à linha de fundo e cruzou para Guerrón, também sozinho, empurrar a redondinha para as redes do time da Ilha do Retiro.
Daí para a frente, o que se viu foi o temeroso Adilson Batista reforçar o sistema defensivo e o Sport perder ainda mais a cabeça, agregando a expulsão do violento Hamilton.
Assim, o Cruzeiro dorme no G4, pelo menos temporariamente, e o Sport começa a pensar, já a partir de 2ª feira, na Segundona 2010.

domingo, 1 de novembro de 2009

O pior Inter do ano

Vi pela TV, hoje à tarde, o pior Inter do ano, perder para o mais fraco Botafogo dos últimos 5 anos. E, com o resultado, colocar-se em sério risco de ver a vaga de Libertadores 2010 escorrer por entre os dedos. Uma tragédia, se acontecer.
Uma bola mal passada por Eller, um carrinho desnecessário de Guiñazu sobre André Lima e a oportunidade para que o Botafogo, logo a 1 minuto, concretizasse em gol uma de suas únicas jogadas perigosas: a bola parada de Juninho. E foi só.
Muitas coisas vêm se repetindo na campanha do Inter. A irregularidade, por exemplo.
Lauro não é sombra do Lauro de 2008, o das saídas seguras, o que pegava todas as muito difíceis e algumas impossíveis. O Lauro de 2009 não segura uma só das muito difíceis. Só não toma frangos como Clemer. Acho que decaiu o seu treinamento.
Na defesa, todos têm fracassado. Até Eller e Sorondo, em quem sempre coloquei muita fé. Os melhores têm sido sempre os que não jogam.
No meio, até Guiñazu anda mal. Desde o fatídico jogo com o Cruzeiro, onde naufragou individualmente. Sandro não voltou o mesmo de convocações e lesões. D'Alessandro tem sido irregular (atenção analistas, o mais irregular D'Alessandro é, ainda assim, melhor do que o mais regular Andrezinho). Basta observar que todos os cartões amarelos botafoguenses do primeiro tempo decorreram de faltas sobre El Cabezón.
Nada, porém, é tão decadente quanto o futebol de Taison e Alecsandro. Do primeiro semestre para cá, uma brutal diferença. Matéria para o velho Analista de Bagé resolver.
Mas, a coisa não está assim só dentro de campo.
Como no ano passado, a fotografia foi mudando, mudando, mudando.
A venda de Edinho foi um bom negócio. Alex pretendia sair prá embolsar algum. Foi também. Nilmar, o nome do primeiro semestre, o próximo a deixar a barca. Não seria fácil mesmo mantê-lo, contra a sua vontade e a dos empresários. Álvaro saiu, ao que consta, por desavenças. Magrão, do mesmo modo, também pediu para sair, após a sua melhor partida no Inter, contra o Avaí, em Florianóplis. Foi também liberado.
Em termos de alas, a fotografia também foi mudando, de improvisado para improvisado. Fomos de Danilo, depois de Bolívar, Daniel e agora, emergencialmente, até de Bolaños.
Na frente, saímos de Alex e Nilmar, passamos por Taison, trocamos Nilmar por Alecsandro, investimos em Edu, apareceu Marquinhos e agora confiamos em Al Kardec.
Duvido que alguma equipe, neste Brasileiro, tenha mudado tanto. Só por milagre isto não redundaria no drama hoje vivido pela torcida colorada, com a perspectiva de novamente não ficar entre os 4 primeiros do campeonato.

Estratégia correta, em princípio

Sob o ponto de vista de pensar o jogo antes, age corretamente o Mário ao colocar Al Kardec junto com Alecsandro (se ficar na área), já que a bola aérea é o "calcanhar de Aquiles" do Botafogo, já há uns 4 anos, mais ou menos. Mas não adianta tê-los ali, se não chegam os cruzamentos. E eles não têm chegado.

Um drama...

Que drama o de hoje!

Quem joga mal...ganha

Estranho este final do Brasileirão. Há alguns dias, o Vitória deu um vareio no Galo e perdeu. O Inter jogou pouco no Gre-Nal e ganhou (se bem que o Grêmio foi ainda pior). Aí, joga muito bem contra o São Paulo e perde para um time que jogou menos. Ontem, o Flamengo jogou muito mal contra o Santos e ganhou, com direito a 2 pênaltis desperdiçados pelo PH Ganso (à moda Lúcio Flávio, contra o mesmo Bruno, isto é, sem olhar que o goleiro chegou no canto esquerdo 5 minutos antes). Na mesma tarde, vejo o São Paulo tomar um "chocolate" do Barueri desfalcado e ainda assim ganhar.
A propósito, suspeita a atitude do Barueri de retirar do time os jogadores titulares que confirmaram a "mala branca" recebida do Cruzero para ganhar do Flamengo. A punição deveria ser financeira e não de modo a desequilibrar o campenato, enfraquecendo o time contra candidato ao título.
Vejo como baixo o nível do campeonato, não só porque os destaques técnicos tem sido os vovôs (Petkovic, Baier, Ramon, Marcelinho) ou ex-atletas (Ronaldo, Adriano, Ricardinho), mas também em razão de que não vi grandes partidas patrocinadas pelos líderes. Palmeiras, São Paulo e o Galo, por exemplo, várias vezes ganharam jogando muito pouco.
Desse jeito, qualquer que seja o campeão, terá sido mais sorte do que mérito.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Derrota e otimismo

Não postei logo depois do jogo, porque foi difícil digerir a derrota para o São Paulo, no Morumbi quase calado os 90 minutos. Jogar melhor e perder é muito desagradável. Pior, só perder um jogo nos descontos.
Sem medo de errar, foi 1 das 5 melhores exibições do Brasileiro (lembro de Avaí fora e Goiás, Galo e Palmeiras em casa).
Vi um sistema defensivo bem postado, retenção de bola e boas tentativas de ir à frente. Pena que Taison e Alecsandro continuem tão mal. Tanto é assim que as melhores situações de gol estiveram nos pés de D'Alessandro e Marquinhos, este ingressando no segundo tempo junto com o estreante Al Kardec.
Foram bem Daniel e Kléber, assim como o zagueiros de área. Da mesma forma, os incansáveis Sandro, Giuliano e D'Alessandro, para mim o melhor do jogo, junto com Bosco, o salvador da pátria paulista.
O gol sofrido, de escanteio quase rasteiro, aos 47 e meio do primeiro tempo, resultou de pura desatenção, que não fica bem para um pretendente ao título.
Como já observara anteriormente, Alecsandro "se olha no espelho e se enxerga Nilmar". Cai pelos flancos, busca o jogo, corre atrás dos zagueiros e tenta desarmar no meio do campo. Quando a "pelota" chega, não tem a menor condição de finalizar. Está sempre "mortinho", "caindo aos pedaços". Com a companhia do ultimamente inútil Taison, resta formado um legítimo "ataque de asma" ou, se preferirmos, uma dupla que funciona como aquele famoso inseticida, "terrível, mas só contra os insetos".
Creio que haja solução para a ineficiência do ataque colorado. Al Kardec ou Super Bonder em Alecsandro, jogando "espetado", como diria o Tite. Taison como "bancário".
Com todas as dificuldades do momento, ainda acho viável o título, em razão do perde-ganha deste ano e das possibilidades da tabela, que permitem ao Inter sonhar com 9 pontos em casa (Botafogo, Santos e Santo André) e uns 5 ou 6 fora (Barueri, Sport e Galo).
Oremos!

domingo, 25 de outubro de 2009

Deu a lógica

Num Gre-Nal fraco, tecnicamente falando, em que só havia possibilidade de empate ou de vitória do Inter (pelo fator local, pela supremacia técnica e, principalmente, pela relevância dos desfalques gremistas), deu mesmo a lógica, com o 1x0 perfeitamente ajustado à demonstração da superioridade colorada e à qualidade do espetáculo.
Jogo marcado por poucas finalizações, diminutas chances de gol e, na maior parte do tempo, ampla supremacia das defesas sobre os asmáticos ou anêmicos ataques, onde encontramos as piores participações individuais do clássico (Taison, Alecsandro, Herrera e Perea).
Não fosse a falha individual de Victor no gol de D'Alessandro, o primeiro chute da partida, e provavelmente estaríamos aqui a comentar sobre um insosso 0x0, que também não seria de todo injusto e inexplicável.
Para mim, faltou mais ousadia ao colorado, já que adotados cuidados defensivos em excesso considerando a inexpressividade do Grêmio posto em campo, pelo menos do meio para a frente.
Grande atuação de Kléber, o melhor do jogo, secundado por Guiñazu e Sandro. No Grêmio, registro positivo apenas para o desempenho de Réver.
O resultado, que nos impulsiona fortemente à disputa do título, sepulta as intenções gremistas de G4, garantindo a presença do clube da Azenha na próxima edição da Copa Sul-Americana.
Os 3 pontos se revelaram vitais, diante dos triunfos do Galo, do São Paulo, do Flamengo (pobre Fogão!) e do "chegador" Cruzeiro. Disputa acirrada para título e G4, se considerarmos ainda as candidaturas do líder Palmeiras e do Goiás, este em fase descendente.
No mais, esperançoso, continuo a lamentar a má fase de Taison (acomodado às marcações sofridas) e de Alecsandro (em péssima condição física e técnica), com a agravante, no caso do centroavante, de tentar reproduzir a movimentação de Nilmar, nos flancos, para o que não detém a menor vocação pessoal. Assim, desgasta-se, inutilmente, chegando à zona de conclusão absolutamente sem condições de boa finalização.
Torço, por isto, para o breve retorno de Edu e a estréia de Al Kardec, além da manutenção de Marquinhos. Um oxigênio necessário para quem se aproxima do cume da montanha.

sábado, 24 de outubro de 2009

Inter: basta não vacilar

Sem os incômodos da bola aérea de Tcheco e do embate físico com Maxi Lopez, e tendo apenas o trabalho de bloquear 2 jogadas gremistas, Souza e Lúcio, espera-se do Inter que aproveite mais esta oportunidade de encostar no Verdão, faturando os 3 pontos em disputa no Gre-Nal.
Repito. Só 2 jogadas a neutralizar: Souza e Lúcio.
De marcar Souza encarregaria Guiñazu. Para sufocar Lúcio, um "3 em 1" de Daniel, Giuliano e D'Alessandro, como no passado faziam Carpegiani, Vacaria e Lula pela esquerda do timaço dos anos 70.
Espero que Al Kardec (assim não parece mais matador?) esteja concentrado às escondidas e afinal possa estrear, nem que seja no finalzinho do jogo, e marcar um gol de cabeça, à lá Fernandão do Gol 1000.
Quanto a Alecsandro, que habite só a grande área, todo o tempo, economizando as suas energias para os golpes fatais, propiciados pela astúcia de Marquinhos em chamar a si a marcação.
Tomara que eu esteja certo em minhas previsões de vitória e que, no Engenhão, o querido Botafogo possa, contra tudo e contra todos, ajudar-se e ao nosso Inter, interrompendo a caminhada do sempre tão ajudado Flamengo, o mais querido das arbitragens do Brasil.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Inter decepcionante

Pela enésima vez, o Inter deixa de aproveitar as oportunidades que o destino lhe dá para rumar ao título nacional e definir, para si, uma das vagas à Libertadores 2010.
No Maracanã, mesmo atuando contra um fraquíssimo Fluminense (já rebaixado), o colorado não se impôs, em momento algum dos 90 minutos.
Algumas coisas chegam a parecer inexplicáveis. Por exemplo, o fato de um time escalado com 3 zagueiros (Índio, Sorondo e Eller) e mais 3 volantes (Glaydson, Guiñazu e Sandro) permitir ao adversário concluir com perigo cerca de 8 a 10 vezes, ingressando na maior parte do tempo justamente pelo miolo, que deveria estar congestionado.
Claro que o fato é inexplicável para quem não tem a ventura de conhecer, por exemplo, os benefícios à defesa que são trazidos pela formação em "duas linhas de 4", sitema tático em que são especialistas os irmãos argentinos, o qual impede - esta é a expressão - que se entre numa defensiva.
Nunca vi, em mais de 40 anos de futebol, um time argentino em vantagem tomar um gol depois dos 40 minutos de um jogo decisivo.
O diagnóstico já é antigo: os volantes colorados não guardam posição, mesmo quando o time está em vantagem e precisa resguardo. Pior ainda: sobem ao mesmo tempo. Num contexto assim, não há defesa que resista.
No mais, tudo se mantém, como nos últimos jogos. Lauro não mais sai do gol em cruzamentos à área, como o fazia no final do ano passado. A defesa continua vulnerável em bolas aéreas (sinal vermelho para o Gre-Nal, que pode ser perdido só aí). Alecsandro permanece em péssimo estado físico.
Quanto a Andrezinho, fez-lhe mal visitar os familiares no Rio de Janeiro. Pelo menos, é o que penso.

Premier League e Brasileirão...que diferença

Vi Aston Villa e Chelsea e um pedaço do United contra o Bolton. Estádios lotados, gramados impecáveis, arbitragens que não usam cartões amarelos como "muletas" e craques, muitos deles.
Tudo diferente daqui.
Para se ter idéia da pobreza técnica de nosso futebol atual, as grandes figuras do campeonato são os vovôs Petkovic, Paulo Baier, Ramon e Marcelinho Carioca. Sem falar nos superpesados Ronaldo e Adriano. Alguns deles, voltando ao futebol, saudosos, depois de um ensaiado encerramento de carreira.
Quanto aos árbitros, continuam desfalcando equipes com cartões aplicados em faltas cometidas no meio de campo, sem maldade qualquer, ou por reclamação instantânea do atleta, o que é relevado na Europa.
Os auxiliares (bandeirinhas) seguem marcando impedimentos inexistentes, espantados com a chegada da bola a um jogador livre, esquecendo de acompanhar a situação na hora do lançamento (dois lances fatais ao Botafogo no jogo do Mineirão, contra o Cruzeiro, com erros lamentáveis cometidos por Marcelo Barison e José Javel Silveira, infelizmente gaúchos, rumo a uma indispensável "geladeira").
Para arrematar, espanta-se o público, como o fez a diretoria botafoguense no jogo do Engenhão, contra o Avaí, ou obrigando-o a peripécias para ir aos estádios em geral (achar lugar em estacionamentos insuficientes, brigar com os "flanelinhas", escapar dos assaltantes ou espremer-se em ônibus lotados).
Nós, os torcedores brasileiros, somos mesmo verdadeiros heróis.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Eliminatórias: palpite para o clássico

Hoje todas as atenções estão voltadas para Montevideo, onde Uruguai e Argentina se enfrentam na última rodada das eliminatórias. É de impressionar que, com os valores de que dispõe, a Argentina ainda esteja disputando vaga na última rodada, e ainda com chances de ficar de fora do Mundial da África do Sul. Tudo graças a Don Diego, o equivalente argentino à escolha de Pelé como técnico da seleção brasileira.
Não obstante a dificuldade, ainda acredito na classificação dos comandados de Maradona. Para mim, aliás, classificam-se os dois adversários de hoje. Não creio na vitória do Equador, em Santiago.
Mais do que crer na classificação dos hermanos, torço para que ela aconteça, para o bem do Mundial. Penso que também a França e Portugal possam e devam alcançar a classificação na repescagem européia. Se assim for, será ótimo para o futebol, e para nós, obviamente, que tanto o curtimos.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mário também contribuiu

A fraquíssima exibição do Inter contra o Atlético PR, neste sábado, frustrou terrivelmente a torcida colorada, já que, pela enésima vez, perdeu-se a oportunidade de aproximação ao topo da tabela de classificação, não obstante tudo esteja conspirando a nosso favor (10 pontos deixados pelos dianteiros na rodada passada e 11 nesta).
Frustração à parte, o desempenho observado serviu, a meu ver, pelo menos, para que se firmem algumas convicções, o que sempre se revela útil para os passos seguintes da equipe.
Marcelo Cordeiro e Danilo Silva (em quem apostei muito, confesso) não podem ser titulares e sequer serem escalados para iniciar uma partida, sendo aproveitáveis apenas na suplência, pelo menos no momento, que é ruim para ambos.
A dupla de ataque com Taison e Alecsandro não vingou, seja porque Alecsandro não preocupa às defesas contrárias como o fazia Nilmar, com a sua incessante movimentação (o que trazia benefícios ao segundo atacante), seja porque o próprio Taison regrediu bastante, principalmente no aspecto físico. Tanto é assim com Taison, que tem rendido melhor quando ingressa no segundo tempo dos jogos. Volto a sustentar a necessidade de se buscar outras formações, com Marquinhos ou Edu, ou até mesmo a opção de 3 atacantes, num inovador 3-4-3.
Outra dessas convicções diz respeito ao bom Lauro, que não tem se mostrado eficiente, como no ano passado, no tocante às bolas alçadas à área (vide jogos com o Boca, na Bombonera, e com o Estudiantes, no Ciudad La Plata, pela Sul-Americana). Mudança de treinamento? Orientação específica para deixar a boa aérea para a zaga? A quem atribuir o decréscimo neste aspecto?
No tocante à contribuição do técnico, ficaram no ar algumas inquietações. Uma delas, sobre o porquê da utilização, no jogo contra o Furacão, de um sistema ainda não treinado. Outra, atinente à substituição de Danilo por Bolaños na ala, pelo lado direito, terreno jamais pisado pelo equatoriano, se não me equivoco. Finalmente, a surpresa por encontrar um banco de reservas recheado por 3 zagueiros (Danny, Sorondo e Igor), quando, em campo, havia mais 3 deles (Índio, Bolívar e Eller).
Claro que não se desconhece que a "miudinha" atacou o Inter, que não pode contar, já há algum tempo, com Walter e Talles Cunha e que não tinha Edu em boas condições (Marquinhos também estaria contundido???). No entanto, diante desses problemas, não seria o caso de promover ao banco um atacante do Inter B ou alguém do elenco de juniores?
Com a semana toda à disposição para o trabalho e conhecimento de suas alternativas em nível de plantel, espero, sinceramente, que a contribuição do MS seja superior, levando o time à vitória contra o desesperado - e por isto, perigoso - Fluminense.
Vejam o jogo em que o Inter desperdiçou mais uma chance:

sábado, 10 de outubro de 2009

Sorte virando

Depois da rodada da 4ª feira, onde ganhamos 3 pontos, veio a 5ª de ouro, com mais 8 pontos, nas derrotas do Goiás (para o Cruzeiro), do Galo (dá-lhe querido Fogão!!!) e o empate do Palmeiras (bem ao gosto do Muricy, com o time jogando mal).
Espera-se mais uma rodadinha parecida, no sábado e segunda. Aí vamos com tudo, na reta final.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ufa...

Como já havia ressaltado, mais importante do que jogar bem seria ganhar. Ganhar para readquirir a confiança perdida.
Não imaginávamos, porém, eu e o Nando, indo para o Estádio, que a tal vitória fosse tão difícil de obter. Ele, mais ainda, por achar, diante dos desfalques do Náutico, freqüentador da ZR há algumas rodadas, que o caminho dos 3 pontos fosse se desenhar muito rápido. Eu, embora um pouco mais reticente, mesmo sabedor do estrago que provoca a falta de confiança, confesso que também imaginava desenlace melhor.
O que se pode dizer, em resumo, é que, não fosse a individualidade de D' Alessandro, o Inter estaria amargando um novo insucesso no Beira-Rio, responsável que foi, o meia argentino, praticamente, por todas as jogadas perigosas do Inter, inclusive as resultantes nos gols, o segundo de sua autoria em cobrança de falta.
Como bons coadjuvantes, Guiñazu, Glaydson, Eller, Andrezinho e Kléber. Fracas, mais uma vez, as atuações de Danilo Silva e Alecsandro, este mesmo que tenha sido premiado com 2 gols nesta noite fria.
Enfim, dá para se dizer que somente a mudança anímica do time fez a diferença na construção desse 3x1, o chamado escore clássico, desta feita um tanto quanto enganoso. Enganoso porque dá idéia de uma facilidade que não existiu jamais, principalmente no segundo tempo, quando o time pernambucano esteve muito perto de "fazer o crime" prá cima do colorado.
Somados os 3 pontos na tabela, que era o que verdadeiramente interessava, saberemos, logo adiante, o que podem significar em favor do Inter a retomada da confiança e o toque pessoal de Mário Sérgio Pontes de Paiva.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

3 pontos é o que importa

Rumo ao Beira-Rio, hoje à noite. Tipo de jogo em que o jogar bem fica em segundo plano. O importante é ganhar. Em todas as entrevistas que ouvi, dadas por jogadores, falam em perda da confiança. Ganhando, ela vem, ao natural.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Novo herói colorado...mais de 20.000 acessos

O cara está fazendo um sucesso danado, inclusive entre torcedores de outros times. É notícia nacional. Aí vai o link:
http://www.youtube.com/watch?v=EXN4exDlEY8

Alertado pelo chicote do Mário Sérgio, começa a atropelar o colorado pela pista de fora

Era inevitável. O comando de vestiário tinha ido. Ninguém mais sabia se começava como titular ou era banco. Na zaga, Índio e Sorondo, ou Eller, ou Bolívar, ou sem Índio e com Bolívar, ou com Danny e Eller e sem Sorondo. E assim por diante.
Foi assim desde a primeira e traumática substituição de Taison. Lembram-se? A da reclamação do Taison. Fratura exposta. Depois, o clima com Álvaro e tudo o mais. A rusga com D'Alessandro.
E no campo? D' Alessandro por Libano foi demais? Não, ainda teve D' Alessandro por Maycon. Entra Marquinhos, joga excepcionalmente uma (Goiás) e outra nem tanto (Atlético MG) e não entra mais. Edu, joga tudo aquilo contra "La U" no Beira-Rio e não é escalado em Santiago.
Não aparecem mais os resultados. Sem os resultados, uma convivência assim se torna insuportável.
Agiu bem o Inter, e a tempo, quanto a Tite.
Tite não é daqueles treinadores a quem o grupo respeita pelo conhecimento tático e pela capacidade de "ler" um jogo e transformar um escore, enfim, de "cavar" vitórias. Tite necessita de afetividade, prega afetividade e depende muito dela. E não havia mais esse clima. Enfim, não havia motivos para mantê-lo.
Mário Sérgio tem os atributos para o momento. Conhece esquemas táticos, é ousado e sabe, como ninguém, identificar alguém "dando o migué". Na linguagem de turfe, que ele tanto curte, um atropelador de distância curta, exatamente o que o colorado precisa, faltando 11 rodadas para o término do Brasileirão.
Ele sabe disso. É sua maior chance como treinador.

domingo, 4 de outubro de 2009

Tite: respeito para com o clube e torcida

Todo treinador que se preze, mesmo quando entende estar fazendo um bom trabalho, rende-se às evidências fáticas e se demite, quando percebe que o seu discurso não emociona mais a ninguém e não encontra eco nos resultados de campo.
Lembro-me de Felipão, dizendo que saía do Grêmio porque não mais via o brilho nos olhos do seu grupo.
Chegou a hora de Tite seguir este caminho, e ganhar a respeitabilidade de todos.
No intervalo do jogo de hoje, ainda 0x0 contra o Coritiba, comentava com os amigos com quem assistia o "espetáculo", e com meus filhos, que, pelo que se via em campo, se tratava de ver se o empate se mantinha ou se ver-se-ia mais uma derrota. Ganhar, nem pensar.
Nenhum pensamento mágico ou cornetagem. Apenas a constatação de que o time posto em campo era para isto: empatar ou perder.
Fico imaginando como se sente um D'Alessandro ao saber que seria barrado por Maycon, ele que já anteriormente fora substituído por Wagner Libano, contra o Vitória.
Alecsandro, de belo discurso e homem de grupo, permanece intocável quando se encontra em fase lamentável. Taison, de bons segundos tempos, é escalado de início e substituído quando deveria estar entrando.
Quanto à zaga, falha em todos os jogos, pela simples razão de que o time escolhe entregar as rédeas da partida sempre ao adversário.
Não se tratam mais de falhas individuais. Trata-se de falência coletiva, de ânimo inexistente, de honra rumando ao ralo.
Acorda, Inter!
Acorda, direção!
Dignidade, Tite!

Tabela de Inter e Grêmio

Daqui para o final do campeonato temos a seguinte situação, em termos de tabela, para a dupla Gre-Nal:
Inter, com 6 jogos em casa (incluindo o Gre-Nal), tem 5 grandes possibilidades de vitória: Náutico, Atlético PR, Botafogo, Santos e Santo André.
Grêmio, com 6 jogos em casa, tem 4 grandes possibilidades de vitória: Sport, Coritiba, Avaí e Barueri. Não ouso afirmar o mesmo quanto aos outros 2 jogos, contra São Paulo e Palmeiras.
Inter, de 6 jogos fora, tem boas possibilidades de vitória contra Fluminense, Barueri e Sport. Considero difíceis Coritiba, São Paulo e Atlético MG (principalmente se, na antepenúltima rodada, estiver valendo algo).
Grêmio, de 6 jogos fora, tem boas possibilidades de ganhar contra Atlético PR, Corinthians e Santo André. Considero difíceis Inter, Cruzeiro e Flamengo.
Claro que os jogos do Inter contra Fluminense e Sport, e os do Grêmio contra o Atlético PR e Santo André, podem se tornar terríveis, dependendo das situações dos adversários na tabela.
Contudo, pela distribuição dos jogos, e considerando os 5 pontos de vantagem que o Inter leva atualmente, tenho para mim que a chance gremista depende de vitória no Gre-Nal.

E tem mais...quanto ao Galo

O Galo, que eu critiquei por seu potencial futebolístico, ainda joga fora contra São Paulo, Palmeiras e Goiás. Creio ser carta fora do baralho para o G4, de fato.

sábado, 3 de outubro de 2009

Gre-Nal por uma vaga

Depois de ver o Galo jogar contra o mistão do Barueri (sem Thiago Humberto, Ewerton, Fernandinho e Márcio Careca) e ser prensado no seu campo de defesa no segundo tempo, firmo a minha convicção de que os dirigentes do Grêmio estavam e estão mesmo certos ao dizer que o Gre-Nal pode decidir a vaga do G4.
Celso Roth é mesmo um quase milagreiro, mas não é santo, a ponto de colocar no G4 o medíocre Atlético Mineiro.


O time das Alterosas só não saiu hoje derrotado do Mineirão por incompetência dos atacantes do Barueri (até pênalti foi desperdiçado, pelo vovô Basílio) e pelo erro clamoroso do "soprador de apito" chamado Claúdio Mercante Júnior (mais uma invenção de mau gosto da Comissão de Arbitragem da CBF), que expulsou o jogador Xandão por supostamente fazer uma falta em Tardelli, quando, na verdade, o jogador atleticano, havendo perdido o tempo de bola, atirou-se vergonhosamente à frente da área. Da inexistente falta, inclusive, resultou o segundo gol mineiro.


Vamos às evidências que fulminam, a meu ver, a pretensão do Galo.

Primeiro, para galgar a Libertadores com uma dupla de zaga formada por Jorge Luis e Werley tem que ser artista mesmo. Não há proteção que agüente. Sem comentários.

No meio, Jonilson e Correa são apenas esforçados. Evandro, um jogador mediano, está muito mal. Ricardinho, repatriado e agora um ex-grisalho, pelo que pude observar, está longe da forma física ideal. Márcio Araújo é o melhor valor do setor.


O ataque vive de Tardelli, que ainda acho inconstante, apesar de estar fazendo gols.

Para finalizar, não há banco de reservas.

Em suma, como acho que Palmeiras, São Paulo e Goiás já estão certos, resta uma vaga, a ser disputada por Inter e Grêmio.

Analisarei a tabela dos dois no próximo post.

Manchester x Sunderland: no final, pesou a arbitragem

Um pouco mais postado atrás, mas sem desprezar a peça ofensiva, o Sunderland resistiu bravamente ao United no segundo tempo. É verdade que logo no início desta etapa sofreu um gol de Berbatov, de meia-bicicleta.
Não se intimidou, entretanto, e voltou a liderar o marcador, numa jogada de contra-ataque finalizada por Jones, antes dos 15 minutos.
Daí para a frente, bolas aéreas por parte do time local e somente contra-ataques do Sunderland.
A 5 minutos do final, uma lambança do árbitro Alan Wiley, expulsando (segundo cartão amarelo) um jogador do Sunderland, Richardson, injustamente, já que apenas chutara a bola para o local onde ocorrera a infração. Para repor a peça defensiva, o treinador optou, então, por retirar Malbranque, o melhor jogador em campo.
Então, após muita pressão e os mais 4 minutos de tempo extra concedidos, o United chegou ao empate, após um bate-rebate na área e uma finalização para fora de Evra desviada para dentro de seu próprio gol pelo excelente Ferdinand.
Para mim, o 2x2 colocado no final deveu-se, em parte pelo menos, ao Senhor Wiley. Neste caso, um final à moda brasileira, já que não raras vezes, no Brasileirão, também são os homens de preto que decidem a partida.

Agradável surpresa inglesa

Acabo de ver o excelente primeiro tempo do Sunderland, como visitante, no Old Trafford. Time equilibradíssimo, com sistema defensivo até aqui impecável, ajudado pela marcação eficiente dos meias e atacantes. Joga defensivamente, mas sem renunciar às estocadas ofensivas.

Destaque para o excelente meio-campista Malbranque, coadjuvado por Cattermole e, na frente, o terminal Darren Bent.

Poucas vezes vi um sistema defensivo funcionar tão bem, quase não dando chances ao Manchester United de finalizar. Nota 9 para a linha de zagueiros, especialmente o ala pela direita Bardsley. Uma aula de como marcar sem fazer faltas, coisa que desconhecemos no Brasil.

Em tempos de bolas aéreas decisivas, é um grande handicap não comete-las, especialmente aquelas em que o atacante está de costas para o gol.

Volto ao segundo tempo, com muita curiosidade sobre a capacidade do Sunderland de manter esse nível defensivo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Palpites II (prá concorrer com o PVC)

Estimulado por alguns acertos (mesmo no escore) na vez anterior em que me propus a dar uma de "Mãe Diná", aqui vão os meus palpites para a rodada, com direito até a explicações sobre os prognósticos:
Atlético MG 3 x 0 Barueri (time embalado, e com reforços, contra quem já conseguiu o que queria);
Avaí 1 x 1 Cruzeiro (chama já apagando versus chama querendo acender);
Flamengo 2 x 1 Fluminense (a pá de cal no Flu, que só falta botar o Horcades de centroavante);
Grêmio 1 x 1 Sport (os dirigentes do Grêmio afirmaram já estar pensando em decidir a vaga do G4 no Gre-Nal, o que tira a concentração do time);
Santo André 2 x 1 Vitória (decididamente, o Vitória caiu, marcadamente pelo que vi contra o falso River, do Uruguai);
Corinthians 1 x 1 Atlético PR (o Timão desacelerando contra um time mediano e que apenas quer permanecer na Série A);
Santos 3 x 1 Palmeiras (Kléber Pereira voltando a engrenar e Danilo voltando à sua realidade);
Goiás 3 x 1 Botafogo (prá variar, com o Fogão tomando gols em contra-ataques);
Coritiba 2 x 2 Inter (Taison e Edu).

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lamentável...quase jogando a toalha

Vergonhosa. Indecorosa. Pornográfica. Indiferente. Adjetivos para a atuação do Inter em Santiago do Chile, frente ao fraquíssimo Universidad de Chile, que passou à fase seguinte e será eliminado pelo Fluminense, com a maior facilidade.
Resumindo a ópera, foi um desempenho igual ao patético apresentado frente à LDU, em Quito. A diferença foi o adversário. Fosse uma equipe qualificada, fatalmente teríamos uns 3 ou 4 a zero contra.
Faltaram entrosamento, qualidade, ânimo, vontade, clareza tática e desempenhos individuais pelo menos aceitáveis.
Algumas atuações foram simplesmente desastrosas: Bolívar, Índio, Marcelo Cordeiro, Maycon e, principalmente, Alecsandro.
Acompanho futebol tempo suficiente para distinguir má fase técnica de descompromisso para com o time.
O comando de vestiário se foi.
Há 12 rodadas do final do Brasileiro, apenas 1 vaga me parece à disposição (as outras estão para Palmeiras, São Paulo e Goiás), sendo que a disputam Inter, Atlético MG e Grêmio. Destes, no momento, o Galo Mineiro é que está na curva ascendente. E o Grêmio, se não está numa fase excepcional, esbanja ânimo, vitalidade e vontade de vencer. Exatamente o que não se vê no Inter.
Eu mudaria o comando, mais pela sacudida do que por qualquer outra razão. Acho que se isto não acontecer, baila a vaga à Libertadores.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Falso dilema dos esquemas

Acho muita graça quando se pergunta a um treinador de futebol qual o seu esquema preferido. E mais graça ainda quando respondem, optando por um deles.


Na verdade, a resposta correta seria dizer que todos os esquemas de jogo tem o seu lugar e momento, em todas as equipes, dependendo de possibilidades de plantel (num cenário mais estático) e de circunstâncias pontuais (num cenário de jogo).


Assim, se tenho no meu elenco somente alas (poder de marcação baixo e bom apoio), o ideal poderá ser a adoção, para início de um jogo, do 3-5-2 ou 3-6-1. Se tiver bons marcadores, talvez venham a calhar o 4-4-2, o 4-3-3 ou, como variantes, um 4-4-1-1 ou 4-3-2-1 ou outro qualquer, dependendo da necessidade de incremento de articuladores ou de atacantes e das possibilidades do grupo.


Assim, é óbvio que o que comanda a opção não deve ser a predileção do treinador, mas a disponibilidade dos recursos humanos que possui para a partida.


A pergunta usualmente feita, e a resposta normalmente dada, revelam, antes de mais nada, como é carente o meio futebolístico de inovações táticas e como é estática a atuação, em campo de jogo, dos treinadores e próprios atletas.


Em mais de 100 anos do esporte vivenciamos, a rigor, o 2-3-5, o WM, o 4-2-4, o 4-3-3, afora os hoje tão badalados 3-5-2 e 4-4-2.


Contudo, a única grande revolução de fato vivida no esporte deu-se com Rinus Michels, nos anos 70, treinador do Ajax e comandante da famosa Laranja Mecânica, a seleção holandesa, vice-campeã da Copa de 1974, disputada na Alemanha.


Esta equipe, formada por grandes jogadores e de inteligência acima da média (Cruyff, Neeskens, Krol, Repp, Resembrink, principalmente) tinha a capacidade de variar esquemas com o jogo em andamento, numa movimentação alucinante, recorrendo, de surpresa, em determinados momentos da partida, à pressão e meia-pressão, deixando seus adversários sem saber o que fazer.


Não sei bem por qual razão nunca mais vi alguma tentativa nesse sentido.


Ao invés disto, ouço que "o grupo está coeso, unido", "demonstramos atitude", "nossa vontade de vencer é grande", "nosso moral está alto" e outras preciosidades.


Ficam as indagações.


Por que motivos não se ensaia a mudança de sistemas, no jogo, sem a utilização da regra 3?


Por que não se utilizam as pré-temporadas para treinar essas inovações táticas?


Com a evolução da preparação física e o avanço tecnológico da medicina do esporte, não se torna mais fácil surpreender um adversário com 2 ou 3 séries de 5 minutos de marcação sob pressão, como se faz no basquete em alguns momentos decisivos?


Por que razão sinto tanta inveja da evolução tática de outros esportes como o basquete, o voleibol, o handebol, o futsal, o futebol americano?