domingo, 30 de agosto de 2009

Como o Inter dos grandes tempos

Pela segunda vez premido pela circunstância de se defrontar com vários desfalques, Tite adotou o exitoso 3-5-2 (a outra, no jogo com o Fluminense, em um tempo apenas e um 2xo) e acertou em cheio. Com o esquema, alcançou maior segurança defensiva e pôde liberar os laterais para serem alas e neutralizar, assim, a jogada forte do verdão goiano, que se apresenta, sempre, nos avanços de Vitor e Júlio César. De quebra, a magnífica estréia de Marquinhos, um segundo atacante de primeiríssima qualidade, que já havia visto jogar na Taça São Paulo de juniores, neste ano. Incrível o garoto, que não só marcou um gol a la Romário (na verdade, confesso, lembrei, pelo estilo, de um tal Eduardo Gonçalves de Andrade), como também infernizou a vida dos zagueiros goianos, do primeiro ao último minuto, com sua visão de jogo e toque refinado mortal , tendo de seus pés saído quase todas as jogadas perigosas da equipe. Enfim, viu-se uma atuação impecável do conjunto, com excelentes atuações individuais de Fabiano Eller, Kléber, Magrão, Giuliano e do Super Guina e muito boas de todos os demais, incluindo a do promissor Edu, reestreando às pressas no futebol brasileiro após quase 9 temporadas européias. Foi, ao mesmo tempo, uma jornada nostálgica. Ao lado da torcida da "chaminé", na arquibancada superior do Beira-Rio, lembrei-me do Inter dos anos 70 e do sufoco que dava em seus rivais, até levá-los à lona, como o Mike Tyson dos bons tempos. Devia ser assim também com o Rolo Compressor, que não tive a oportunidade de ver. De certo modo, foi como se ambos se apresentassem de novo, em homenagem a Gildo Russowsky, o ex-Presidente falecido neste dia.

Nenhum comentário: