Escrevo essas linhas logo após ver, ao vivo e a cores, a derrota do Inter para o Corinthians, em pleno Beira-Rio. Com muito boa vontade, dá para dizer que se tratava do misto do Corinthians. Em linguagem mais do passado, se diria que enfrentou-se o time de aspirantes do clube paulista. Tenho a convicção, firmada pela observação dos primeiros 10 minutos de partida, de que algumas chuteiras mais pareciam lindos sapatos de festa, aqueles de festa chique, de salto bem alto, que deixam as moçoilas muito elegantes nessas ocasiões. Nesses minutos iniciais, percebeu-se que o time de aspirantes tinha a liberdade de trocar passes em sua zona de defesa e intermediária, sem qualquer incomodação. Fez isto, com muita tranqüilidade. Triangulava com facilidade, sem que sequer fosse parado com faltas de jogo. Essa liberdade que se concede a adversários -já vi muitas vezes a cena - decorre de um sentimento de superioridade, que se expressa desta forma. O pensamento reinante se traduz no "hoje ganharei sem muito esforço". O chamado "salto alto" não é voluntário, obviamente. É inconsciente. O torcedor reconhece este estado de espírito. A razão é bem simples. Torcedores também, às vezes, vão ao estádio de "salto alto". Quando a sensação é esta, raramente se escapa do desastre. O futebol, de alto nível, exige concentração máxima, durante todo o tempo. Se há superioridade, é necessário demonstrá-la, a cada instante, "com a faca entre os dentes". Não foi o que vi esta noite, no Inter, de modo quase geral . Oxalá o episódio seja bem compreeendido, assimilado e sirva de impulso ao glorioso Colorado, já no final da semana, no Parque Antártica.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
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