O Goiás, visitante do Beira-Rio neste fim de tarde, é time de toque de bola, de aproximação de jogadores, faz muito bem o 2 em 1 pelas alas e é agudo nos contra-ataques. Esta característica acompanha o clube desde que o vi pela primeira vez em Porto Alegre, creio que nos anos 70. Lembro-me do Goiás de Matinha e Lincoln, de Luvanor e Zé Teodoro, de Lúcio e Túlio Maravilha, de Fernandão (hoje o veremos de novo) e Araújo e de Fabão, Josué, Danilo e Grafite. Todos com este mesmo padrão de jogo. Interessante mesmo como certos clubes mantém a mesma índole, por décadas e décadas. Há aqueles que privilegiam o toque de bola e o futebol mais vistoso, como o próprio Goiás, o Cruzeiro de Minas, os cariocas de modo geral, o Vitória baiano, o Palmeiras e o Santos, via de regra. Como há, também, os que se impõem pela força física e objetividade, casos de Corinthians, Grêmio e Galo Mineiro. E os que temperam, entre uma coisa e outra, como fazem o Inter e o São Paulo. Jogo dificílimo o de hoje. Não o fosse já pela qualidade do esmeraldino goiano, o é pela quantidade de desfalques do colorado. Todo o problema do Inter está em anular as jogadas de Vitor e Júlio César, os alas do Goiás. Em guerra, chama-se "corte de suprimentos". Vi o Goiás umas 5 vezes, e o achei muito dependente dos alas. Levo muita esperança na atuação de Danilo Silva e Kléber. Serão vitais para o sucesso do colorado.
domingo, 30 de agosto de 2009
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