terça-feira, 18 de agosto de 2009

O tempo...ah o tempo

Há alguns meses atrás, numa enquete promovida pela Rádio Gaúcha, buscando formar a seleção brasileira de todos os tempos, deparei-me com a escolha de Branco, ex-Fluminense, na lateral esquerda, mesmo concorrendo com Nilton Santos. Para quem nunca ouviu falar do velho Nilton, que jogou somente no Botafogo, por quase 17 anos, e pelo selecionado nacional, era conhecido como "a Enciclopédia do Futebol" e foi escolhido, pela FIFA, como o maior lateral canhoto do século XX. Branco, com o máximo respeito que merece, mesmo campeão do mundo em 1994, poderia, na relação com Nilton, receber o apelido de "gibi", tranqüilamente. Atribuí o sacrilégio, inicialmente, à falta de um melhor critério de avaliação e de ponderação, em vista das décadas que distanciam a aparição de um e de outro. Convenci-me, no entanto, que o fato se deveu às peripécias do tempo. Nada mais. Tempo que, muitas vezes, é o único remédio que cura uma saudade, não importa se definitiva ou não. Enciclopédias e gibis são mesmo coisas do passado, nem se sabe mais o que significam. Nesta semana, nova pesquisa de opinião em andamento, agora realizada pelo jornal Zero Hora, sobre a seleção de Inter e Grêmio de todos os tempos. Pelo andar da carruagem, sobrarão, desta feita, o Tesourinha, do rolo compressor, um dos maiores ponteiros do futebol brasileiro em todos os tempos, para alguns comparável até mesmo ao Mané Garrincha, e o não menos espetacular zagueiro central Airton, "o Pavilhão". O tempo...que implacável é o tempo!

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