Em relação a prejuízos de arbitragem, dizem os bem-intencionados analistas que a "banca recebe, mas também paga". Não é bem assim. Às vésperas da decisão da Copa do Brasil, Fernando Carvalho mostrou ao país um DVD com os erros de arbitragem que haviam favorecido o rival até ali. Mídia volumosa, acho que passava de 15 minutos. Não adiantou. Acabou o Inter sofrendo um gol irregular (falta batida com bola em movimento), confirmado por Héber Roberto Lopes, o árbitro que apitou a partida com o nome dos "pendurados" do Timão no bolso e que livrou Chicão e Elias da suspensão para o jogo final. Na semana passada, o Beira-Rio assistiu a uma vitória do Corinthians, com os seus dois gols marcados em impedimento. Ontem, mais uma vez o benefício à banca corintiana. No primeiro tempo, dois lances. A marcação de um impedimento inexistente do ataque do Botafogo, verdadeiro gol anulado na opinião de Renato Marsiglia - comentarista de arbitragem da partida - e um pênalti claro de Moradei em Victor Simões, deslocado no ar quando cabecearia para o gol. Na segunda etapa, a falta inexistente que originou o segundo gol do Corinthians e a penalidade máxima marcada ante a ridícula simulação de Jorge Henrique, o maior "cai-cai" do futebol brasileiro atual. Na batida deste penal, aliás, o inusitado. Não tivesse Dentinho aproveitado o rebote do goleiro Castillo, a penalidade seria cobrada novamente, sob a alegação de haver o uruguaio se adiantado. Vi e revi. Deu mesmo um passo, como todos os goleiros o fazem, sem qualquer punição. É verdade que há o debate sobre o gol de André Lima, se teria ou não sido feito com o auxílio da mão. É possível que tenha ocorrido. Mas, a balança, mesmo assim, pende terrivelmente para um lado só, para o time do Presidente. Ao Botafogo, só restou "se queixar ao Bispo", no caso o Arilson da Anunciação.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
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