Há alguns dias atrás, ouvindo Renato Portaluppi na entrevista de vestiário após o jogo Fluminense 5 x 1 Sport, reafirmei a minha convicção de que, em alguns casos, os clubes pagam (e caro!) por serviços profissionais de técnico de futebol e recebem, na verdade, serviços de apoio psicológico e motivacional a atletas. Lembro-me que, em resposta à indagação a respeito do motivo daquela vitória, o profissional conterrâneo sentenciou: foi a "atitude" demonstrada pelos jogadores. Sou obrigado a concluir, assim, que faltou "atitude" aos jogadores do Sport. E mais. Em se tratando de jogos onde todos demonstrem "atitude", fatalmente haverá empate. Como no campeonato baiano, onde os empates se dariam em razão dos "trabalhos da sexta-feira", obra de todos, indistintamente. Nas entrevistas, raríssimas são as alusões a algum aspecto tático, a uma mudança de sistema ocorrido em meio à partida ou a um componente técnico relevante. Talvez porque, em grande parte, a ação do técnico tenha mesmo se limitado, no vestiário, à colocação de fotos de familiares, de manchetes de jornais tidas por ofensivas, de declarações provocativas de adversários e outras formas de impulsão emocional. Explica-se, desta forma, o porquê do nosso desespero de torcedores, diante da alteração tática que deixa de ser feita ou da substituição gritante que não é realizada. Não quero dizer com isto que o componente emocional não deva ser explorado. Quero dizer, de fato, que outros profissionais poderiam fazê-lo, melhor e a menor custo. E que os altos salários do "coach" deveriam se justificar, isto sim, em razão das variantes táticas e técnicas que domina. Pretendo voltar ao tema, logo que puder. Me aguardem!
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
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