quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lamentável...quase jogando a toalha

Vergonhosa. Indecorosa. Pornográfica. Indiferente. Adjetivos para a atuação do Inter em Santiago do Chile, frente ao fraquíssimo Universidad de Chile, que passou à fase seguinte e será eliminado pelo Fluminense, com a maior facilidade.
Resumindo a ópera, foi um desempenho igual ao patético apresentado frente à LDU, em Quito. A diferença foi o adversário. Fosse uma equipe qualificada, fatalmente teríamos uns 3 ou 4 a zero contra.
Faltaram entrosamento, qualidade, ânimo, vontade, clareza tática e desempenhos individuais pelo menos aceitáveis.
Algumas atuações foram simplesmente desastrosas: Bolívar, Índio, Marcelo Cordeiro, Maycon e, principalmente, Alecsandro.
Acompanho futebol tempo suficiente para distinguir má fase técnica de descompromisso para com o time.
O comando de vestiário se foi.
Há 12 rodadas do final do Brasileiro, apenas 1 vaga me parece à disposição (as outras estão para Palmeiras, São Paulo e Goiás), sendo que a disputam Inter, Atlético MG e Grêmio. Destes, no momento, o Galo Mineiro é que está na curva ascendente. E o Grêmio, se não está numa fase excepcional, esbanja ânimo, vitalidade e vontade de vencer. Exatamente o que não se vê no Inter.
Eu mudaria o comando, mais pela sacudida do que por qualquer outra razão. Acho que se isto não acontecer, baila a vaga à Libertadores.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Falso dilema dos esquemas

Acho muita graça quando se pergunta a um treinador de futebol qual o seu esquema preferido. E mais graça ainda quando respondem, optando por um deles.


Na verdade, a resposta correta seria dizer que todos os esquemas de jogo tem o seu lugar e momento, em todas as equipes, dependendo de possibilidades de plantel (num cenário mais estático) e de circunstâncias pontuais (num cenário de jogo).


Assim, se tenho no meu elenco somente alas (poder de marcação baixo e bom apoio), o ideal poderá ser a adoção, para início de um jogo, do 3-5-2 ou 3-6-1. Se tiver bons marcadores, talvez venham a calhar o 4-4-2, o 4-3-3 ou, como variantes, um 4-4-1-1 ou 4-3-2-1 ou outro qualquer, dependendo da necessidade de incremento de articuladores ou de atacantes e das possibilidades do grupo.


Assim, é óbvio que o que comanda a opção não deve ser a predileção do treinador, mas a disponibilidade dos recursos humanos que possui para a partida.


A pergunta usualmente feita, e a resposta normalmente dada, revelam, antes de mais nada, como é carente o meio futebolístico de inovações táticas e como é estática a atuação, em campo de jogo, dos treinadores e próprios atletas.


Em mais de 100 anos do esporte vivenciamos, a rigor, o 2-3-5, o WM, o 4-2-4, o 4-3-3, afora os hoje tão badalados 3-5-2 e 4-4-2.


Contudo, a única grande revolução de fato vivida no esporte deu-se com Rinus Michels, nos anos 70, treinador do Ajax e comandante da famosa Laranja Mecânica, a seleção holandesa, vice-campeã da Copa de 1974, disputada na Alemanha.


Esta equipe, formada por grandes jogadores e de inteligência acima da média (Cruyff, Neeskens, Krol, Repp, Resembrink, principalmente) tinha a capacidade de variar esquemas com o jogo em andamento, numa movimentação alucinante, recorrendo, de surpresa, em determinados momentos da partida, à pressão e meia-pressão, deixando seus adversários sem saber o que fazer.


Não sei bem por qual razão nunca mais vi alguma tentativa nesse sentido.


Ao invés disto, ouço que "o grupo está coeso, unido", "demonstramos atitude", "nossa vontade de vencer é grande", "nosso moral está alto" e outras preciosidades.


Ficam as indagações.


Por que motivos não se ensaia a mudança de sistemas, no jogo, sem a utilização da regra 3?


Por que não se utilizam as pré-temporadas para treinar essas inovações táticas?


Com a evolução da preparação física e o avanço tecnológico da medicina do esporte, não se torna mais fácil surpreender um adversário com 2 ou 3 séries de 5 minutos de marcação sob pressão, como se faz no basquete em alguns momentos decisivos?


Por que razão sinto tanta inveja da evolução tática de outros esportes como o basquete, o voleibol, o handebol, o futsal, o futebol americano?

domingo, 27 de setembro de 2009

Assim não dá...

Chamou-me a atenção o Nando, meu filho, a respeito do que ouvimos hoje à tarde, no Beira-Rio, durante a jornada esportiva (não me perguntem se na Guaíba, Gaúcha ou Band, porque mudo de uma prá outra a todo momento). O Grêmio marca no Serra Dourada, provisoriamente galgando o 4º lugar no Brasileirão, e a chamada é: "Grêmio ingressa no G4".
No final dos 2 jogos, com o empate do Inter e a derrota gremista, na mesma emissora, se ouve: "Inter cai para a zona da pré-Libertadores".
Trocando em miúdos, a mesma colocação na tabela tem duas conotações diferentes, dependendo de quem ocupa a vaga.
Decididamente, a coisa assim vai mal!

Fogão rumo ao Asilo Arkhan

Cheguei ainda a tempo de ver quase todo o triste espetáculo dado pelo Glorioso da Estrela Solitária diante do Vitória, no Engenhão.
Com uma defesa fraca e desprotegida, um meio de campo que marca mal e não cria, um ataque absolutamente nulo e com a preparação física em baixa, o pior time do segundo turno ( 4 pontos em 7 enfrentamentos) ruma celeremente à Segundona.
Havendo sido prejudicado pela arbitragem em vários jogos, quando ainda tinha gás, o alvinegro desceu a ladeira, de vez.
Foi um literal "chocolate" do time baiano, que brincou de gato e rato com o Botafogo, durante quase todo o tempo.
Perdido, o técnico Estevam Soares chegou ao cúmulo de escalar jogadores que se conheceram poucos momentos antes da partida, como Marquinho (nunca vi jogar, embora a extenso currículo de ex-clubes), Rodrigo Dantas (jogou uma vez no campeonato, se não me equivoco) e Jobson, este último reforço trazido do Brasiliense.
Para se ter idéia das carências botafoguenses, Jobson e Ricardinho, ex-suplente do Figueirense, foram as últimas tentativas de melhora do plantel.
Creio que as chances do Botafogo escapar da degola são quase as mesmas de o Biriba voltar a fazer xixi no pé do Juvenal.
Quem conhece a história de glórias do Botafogo, sabe muito bem do que estou falando.

Tarde ruim para os gaúchos

No Beira-Rio, de cadeiras cobertas liberadas, assistimos a um espetáculo raro: uma partida de polo aquático sem gols, entre o colorado e o rubro-negro da Gávea .
O ponto alto desta tarde foi, sem dúvida, a qualidade do cafezinho, aliás servido na temperatura ideal. Na opinião da Laura, minha filha e companheira fiel nesta aventura, juntamente com o Nandão, o salgadinho também não deixou a desejar.
No Serra Dourada, em jogo que só ouvimos, o Grêmio deixou de aproximar-se do G4, sendo derrotado por um Goiás que jogou apenas razoavelmente, ainda assim só no segundo tempo.
Nada de novo, apenas mais um capítulo dessa velha história da adversidade de Goiânia para nós gaúchos.

Joga-se tudo hoje

Para o Inter, com a vitória palmeirense de ontem, à moda Muricy (2x1 no fraco Atlético-PR, aos trancos e barrancos), a vitória é obrigação, no jogo de logo mais contra o Flamengo.
As chances de sucesso, que eram bastante grandes com os desfalques de Bruno, Willians (o mais feroz marcador individual do campeonato) e Denis Marques, restam um pouco diminuídas com a ausência de D'Alessandro, cuja habilidade pessoal conta muito contra um tiPme que joga e deixa jogar como o rubro-negro da Gávea.
Anuncia-se a presença de Glaydson, o que espero não se confirme. Como já havia referido em post anterior, entendo que já há algum tempo Marquinhos pede passagem. Para mim, decide o jogo a solução dada à ausência do argentino. O time necessita como nunca se impor, em sua casa e frente à sua torcida. Colocando em campo o meia-atacante, prensará o Flamengo e chegará à vitória.
Em Goiás, se terá idéia de quão longe pode ir o Grêmio. Se vitoriar-se ou empatar no Serra Dourada, pode chegar ao G4 ao final. Perdendo, cede 6 pontos de vantagem a um adversário direto e mina a sua confiança, o que seria desastroso para quem deve enfrentar uma tabela muito difícil até o final do Brasileiro, a partir desta rodada.
No momento em que encerro o post, preparo-me psicologicamente para a ida ao Estádio. Não é fácil escolher sair de casa, numa circunstância assim, trocando o ambiente quentinho de uma sala e um acolhedor sofá reclinável por uma arquibancada encharcada e fria.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Será que é paranóia, meu amigo Antônio?

Depois de ouvir da especializada crônica esportiva da cidade, de modo quase geral, que o empate do Inter com "la U" foi uma quase-tragédia, mesmo com as 10 situações de gol criadas e desperdiçadas, e a grande atuação de Miguel Pinto, o goleiro chileno, veio-me à cabeça o jogo do Grêmio com a mesma equipe chilena, pela Libertadores da América deste ano.
Lembro-me, muito bem, de quão exaltado foi o time tricolor pelos mesmos analistas, embora o empate em zero. Na ocasião, recordo em detalhes, fez-se grande alarde à atuação do goleiro contrário, o mesmo Pinto, e às 12 chances de gol gremistas. Nada a respeito de tragédia.
Vem-me à mente, por igual, uma seqüência de vitórias do Inter, ante Barueri, Sport e Santo André (ocorrida logo após a perda da Copa do Brasil, para o Corinthians), considerada por vários desses analistas como pífia, ou de importância reduzida face à fraqueza dos adversários.
Pois, o que diz a mesma especializada turma de comentaristas atualmente, a respeito de uma similaríssima seqüência de resultados do tricolor gaúcho, diante de Vitória, Náutico e Fluminense, onde obteve 7 pontos? Respondo. Dizem que se trata do "tricolor arrasador", da "caminhada triunfante rumo ao G4", "rumo ao G4 e talvez ao título", do "crescimento na hora certa".
Para esses, a crise ronda o Beira-Rio, sempre, independentemente de ser o único clube que jamais saiu do G4, desde a primeira rodada.
Interessante mesmo, que a crise não atinja o Cruzeiro, o Flamengo, o Grêmio e outros tantos, que nunca estiveram no ambicionado G4, sequer por uma mísera rodada do campeonato.
Os mesmos experts, arautos da crise colorada, sempre atribuíram o sucesso do Inter do primeiro semestre à debilidade de seus adversários, especialmente no Gauchão. Nunca disseram o mesmo de um dos grupos de Libertadores mais fracos da história do Torneio, composto, além do Grêmio, por "la U", Boyacá Chicó e Aurora.
Fico a imaginar o que já teria acontecido ao glorioso colorado, em termos de crise criada, se tivesse obtido classificação a uma semi-final de Libertadores empatando em 0x0 com o Caracas, da Venezuela, em pleno Beira-Rio. Uma catástrofe, certamente, seria mancheteada.
Imaginem, então, se, na seqüência, no Brasileirão, o time tivesse vencido somente uma vez fora de casa, e contra um dos últimos colocados no certame. Cairia a casa, sem dúvida.
Dito isto, concluo: das duas, uma. Ou estou paranóico, ou não.

Bom jogo para observações

A Sul-Americana revela-se de grande importância para o Inter. Não pelo titulo em si, mas pela possibilidade de forjar e experimentar a sua nova estrutura de equipe, sem Giuliano e Magrão, com a tentativa de funcionar com 2 articuladores e 2 volantes ou postar o 3-5-2 como esquema inicial de jogo. Ideal, também, a competição, para ousadias como a de fixar algum dos meias como ala pelo lado direito.
Da mesma forma, é oportunidade para se verificar se o colorado conta mesmo com 16, 17 ou 18 titulares, ou seja, jogadores que saem do banco de reservas e mantém a produção do substituído. Tudo com intuito de sabermos se o título brasileiro pode ser alcançado ou se a vaga para a Libertadores 2010 é o limite.
Foi dessa forma, e com este espírito, que vi o empate de 1x1 desta noite, no Beira-Rio, contra o Universidad de Chile.
Sinceramente, espero que tenham sido devidamente detectados os equívocos cometidos no primeiro tempo, quando demonstrado o porquê da fragilidade defensiva dos últimos jogos, a meu ver, em muito decorrente das subidas dos volantes, ao mesmo tempo, com e sem a posse de bola.
Embora sem me considerar defensivista, não posso deixar de reconhecer que, de duas décadas para cá, os times vencedores que conheci sempre estabeleceram como passo inicial do sucesso o seu equilíbrio defensivo. Com ele, se ganha jogando mal. Sem ele, muitas vezes se perde jogando bem.
A registrar, ainda, na partida, a criação de cerca de 10 oportunidades de gol, metade, pelo menos, a cargo do excelente Edu, que, com mais esta atuação, passa à titularidade, de modo incontestável.
Incontestável também parece a escalação simultânea de 2 articuladores, no caso Andrezinho e D'Alessandro, se não por outros motivos, pelo fato de diluírem a capacidade de marcação do adversário e multiplicarem as possibilidades na criação.
Extraio ainda do jogo a evidência de que não é boa a fase de Alecsandro. Sendo assim, resto convicto de que é hora e vez de Marquinhos, para mim, um fora de série, desde que o vi na Taça São Paulo. Não abriria mão desse jogador, sob hipótese alguma, se visasse o título brasileiro.
Para domingo, iria já de Marquinhos e Edu, dupla que infernizou o Goiás naquele 4x0.
Para finalizar, aqui vai outro palpite: passa o Inter de fase, lá mesmo em Santiago, com qualquer time que venha a escalar.

domingo, 20 de setembro de 2009

Inter e Vitória: se fosse luta de boxe...

Se fosse luta de boxe o Vitória x Inter de hoje, no Barradão, diria que o colorado estava ganhando por pontos até sofrer o primeiro soco, que depois o levou à lona. E, prosseguindo na metáfora do boxe, também poderia dizer que o lutador nocauteado demonstrou mais técnica, mas com pouco punch. Quando se fala que o boxeador tem pouco punch quer dizer que pega leve, que acerta mas com pouco efeito, não incomodando muito o adversário.
Um pouco acossado no início, o Inter logo controlou a partida, durante quase todo o primeiro tempo, pecando na falta de contundência nas finalizações. Apenas boas conclusões de fora da área -umas 4 ou 5, por Andrezinho e Taison -, neutralizadas pelo excelente Viafara. Nada mais.
O jogo se desenvolvia da mesma forma no segundo período -quase um replay do tempo inicial - quando, aos 14 minutos, num escanteio, o Vitória fez o seu gol inicial, através de Uélinton (acho que é assim), usando toda a sua altura (1,72, como consta no site oficial do clube baiano) para, entre a marca do pênalti e a pequena área, sozinho, cabecear firme para as redes de Lauro.
Daí para a frente só deu o Vitória, que depois aumentaria a vantagem com o gol de Roger, numa penalidade máxima duvidosa marcada contra Índio.
Antes desse gol, o Inter dera sinais de que mais nada estaria por acontecer em termos de reação, já que Tite havia sacado D´Alessandro (de má atuação) para fazer entrar em seu lugar Wagner Libano. Não é preciso dizer mais nada.
Muito fracas as atuações de D´Ale, Taison e Alecsandro. Creio que Marquinhos pede passagem, tendo entrado bem, quase ao final da partida.
A desatenção demonstrada no gol do "gigante" Uélinton é preocupante, para um time que quer ser ser campeão e tinha a partida sob controle até então.
Domingo passado, contra a Raposa, o mesmo lutador se apresentara, com pouco punch e desatenção, naquela oportunidade para com o "gigante" Gilberto, também cabeceando livre na área colorada.
Desse jeito, a coisa fica mais para se garantir no G4 do que para levantar o tão ambicionado caneco.

sábado, 19 de setembro de 2009

Decepção no tênis

Não vi o jogo de Marcos Daniel contra o Lapentti mais novo, o Giovanni. Mas vi boa parte do jogo do Thomaz Bellucci contra o veterano Nico Lapentti. E não gostei nem um pouco do jogo do nosso tenista. Lento no fundo da quadra, parecendo às vezes desconcentrado e pouco confiante. Mal nos momentos decisivos, quando se abriam as possibilidades de breaks a favor. Quando fazia uma grande jogada, seguia-se, logo, uma grande bobagem, um erro infantil. Cometeu muitos unforced errors. Não tirou proveito da diferença de idade (21 contra 33), nem do calor, tampouco do fator local. Com sua atuação do tipo "eletrocardiograma", não permitiu que a torcida sequer entrasse no jogo.
Nas duplas, a decepção foi ainda maior. Com uma dupla entrosada (André Sá e Marcelo Melo jogam juntos desde 2006) e melhor ranqueada (15ª da ATP, enquanto a equatoriana não figura entre as 100 melhores), deixamos muito a desejar, falhando nos momentos decisivos de todos os sets a partir do primeiro, especialmente através de Melo, cujo serviço (saque), decididamente, "não deu as caras" no Gigantinho. Creio até que o jogador tenha jogado descontado, com algum desconforto físico (era visível um emplastro na altura de seu pescoço), o que justificaria, de certo modo, o baixíssimo percentual de bons primeiros serviços do mineiro.
Precisando vencer as 2 partidas de simples neste domingo, apenas um milagre leva o Brasil à vitória contra o Equador. O nome do santo é Marcos Daniel, por sinal, um ilustre colorado. Resta saber se consegue fazê-lo.

Rodada esclarecedora

Parada difícil para os líderes, Palmeiras, Inter e São Paulo, todos jogando fora, contra Cruzeiro, Vitória e Santo André, respectivamente. Em tese, o São Paulo leva vantagem, se levarmos em conta o adversário, atualmente um dos 4 da temida ZR. Todavia o jogo é perigoso, pois se trata da sobrevivência do time do ABC paulista.
A chance é grande de aproximação de Goiás ou Corinthians, adversários do domingo, e do Grêmio, que deve arrasar o pobre Fluminense, já confessadamente pensando em armar time para a disputa da Série B em 2010.
Arrisco dizer que se o Inter vencer o excelente Vitória, em Salvador (tarefa das mais ingratas, diga-se de passagem), leva o ambicionado caneco. Apostaria qualquer coisa nisto. Lauro e companhia, porém, terão muito trabalho, com o envolvente meio de campo baiano, de Leandro Domingues e parceria, e com a dupla de ataque que mais incomoda zagueiros neste Brasileirão: Neto Berola e Roger.
Em compensação, o time da Boa Terra deixa jogar, o que dá alento à torcida colorada. Oportunidade para a ressurreição de Taison, assim penso. Oremos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Técnicos de futebol ou apenas motivadores?

Em outro post anterior, comentei um pouco sobre achar que, na maior parte das vezes, no Brasil, nossos técnicos de futebol não passam de motivadores muito bem remunerados. De modo geral, é o que se vê. Não é por outra razão que se dá tanta importância à chamada "vivência de vestiário", o que, trocado em miúdos, quer dizer, privilegiar malandragem, picardia, esperteza e tantos outros adjetivos ao aspecto do conhecimento técnico e tático.
Lembro-me que, tempos atrás, o Felipão (Scolari), ao sair do Grêmio para o Palmeiras, disse, alto e bom som, que sua retirada se dava porque o seu discurso não tinha mais eco no vestiário. Eco que não se esgota nunca, parece, em se tratando de Sir Alex Ferguson, no Manchester United. Muito provavelmente porque o velho coach não faz da motivação de seu time a sua principal estratégia de ação.
Joel Santana, se não me equivoco, já quando investido treinador da seleção da África do Sul, deu entrevista dizendo que era difícil "dar o recado" aos atletas, em razão da dificuldade do intérprete traduzir o aspecto motivacional. Aliás, a mesma razão atribuída por alguns à prematura saída de Luiz Felipe do Chelsea, onde não chegou a formar a "Família Scolari".
Nesse contexto, imperam os vídeos motivacionais, com a reprodução de cenas de épicas batalhas ou dos enfrentamentos do Rocky Balboa, com musiquinha e tudo, às vezes substituída pelo "tan-tan-tan..., do Senna" ou embalada pelo aúdio de um choro convulsivo dos familiares dos jogadores ou torcedores humildes, implorando pela vitória.
Some-se a isto o desinteresse da imprensa especializada pelas questões táticas e técnicas - já que mais voltada, também, a falar de aspectos anímicos e de fatores extra-campo - e o que se tem são entrevistas coletivas pós-jogo que sequer tocam nas questões que efetivamente fizeram a diferença no caso concreto.
E aí, não havendo o que dizer para explicar uma derrota, ou "sobra" para o trio de arbitragem, ou se lamentam as eventuais dificuldades financeiras ou se atribui o insucesso ao azar. Pior, ainda, quando quem ganhou não sabe o porquê da vitória, invocando apenas a garra, a vontade, a motivação, o desejo de vencer, a união do grupo e outros acessórios ingredientes.
Ora, tenham a santa paciência!
Será que do outro lado também não se tinha o mesmo desejo e os mesmos ingredientes?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Pouca paciência com o 3-5-2

Interessante como no futebol se tratam certas coisas com muita superficialidade.
O 3-5-2, não sendo o esquema preferido de Tite, foi utilizado em 3 oportunidades. Contra o Fluminense, no primeiro tempo, com amplo sucesso (2x0); contra o Goiás, jogo melhor ainda (4x0) e, finalmente, no primeiro tempo contra o Galo, desta vez, sem resultado (0x0).
Bastou esse último percalço, para que se dissesse que não é bom para o Inter. Ninguém fala que nas piores apresentações do time em 2009 o esquema utilizado foi o de 2 zagueiros. Foram elas: União de Rondonópolis (0x1), Flamengo (0x4), Coritiba (0x1), LDU (0x1 e 0x3).
O mesmo sucedeu na mais recente derrota, para o Cruzeiro, no Beira-Rio (2x3), embora não tenha havido má apresentação.
Particularmente, acho que é o sistema em que o time obtém o maior rendimento, em função do maior desprendimento dos alas e da maior proteção à defesa. Jogaria sempre assim fora de casa, se tivesse que decidir-me por uma maneira de encarar a adversidade do fator local.

domingo, 13 de setembro de 2009

Guiñazu em tarde infeliz

Inter e Cruzeiro reviveram, neste domingo, os grandes clássicos que disputaram nos anos 70, sempre caracterizados pela emoção.
Foi, mais uma vez, também, uma partida onde os ataques sobrepujaram as defesas. E decidido nos detalhes.
O Cruzeiro iniciou melhor e quase marcou o seu gol já aos 2 minutos, por Thiago Ribeiro frente a um Lauro que saiu com absoluta precisão. Antes dos 10 minutos, porém, o Inter assumiu as rédeas da partida e foi criando oportunidades, com Alecsandro, Taison e Fabiano Eller, este cabeceando no poste. Neste período, o fraquíssimo árbitro catarinense deixou de marcar uma penalidade máxima clara em Taison. Alguns minutos mais, Magrão foi derrubado na área mineira e desta feita o apitador não teve como "pipocar". Gol de Alecsandro, em chute rasteiro e forte, no canto direito baixo de Fábio.
O domínio do colorado a esta altura era absoluto, sendo desperdiçadas diversas oportunidades de matar o jogo.
Numa das raras aparições do time mineiro no ataque, porém, quase ao final do período, Guiñazu cometeu um pênalti absolutamente desnecessário em Thiago Ribeiro, convertido por Gilberto.
Virada em 1 x 1.
O segundo tempo foi marcado por posse de bola e insistência ofensiva do Inter, em busca da liderança da competição, e por contra-ataques cruzeirenses.
Enquanto Sandro e Alecsandro perdiam oportunidades claras, o Cruzeiro marcou primeiro, por Gilberto, concluindo de cabeça, da marca do pênalti, em condição ilegal, um cruzamento vindo da direita.
Com a boa notícia dos gols do Vitória, que vencia o Palmeiras, atirou-se o Inter ao ataque, dando ensejo a que o Cruzeiro tivesse também algumas chances de liquidar a fatura.
No entanto, foi o Inter - a esta altura modificado com os ingressos de Andrezinho e Edu - que marcou, lá pelos 30, através de uma falta magnificamente cobrada pelo primeiro dos citados.
Era a tão ambicionada liderança. Foi, porém, fugaz.
Em menos de 1 minuto, a bola estava de novo nas redes do Inter, impulsionada por Thiago Ribeiro, na pequena área, após rebote do goleiro Lauro, fruto de uma bola perdida por Guiñazu no seu próprio campo de defesa.
Daí para a frente tentou o Inter e impediu o Cruzeiro.
Bom para o São Paulo, que viu também o alviverde paulista ser derrotado em Salvador e encostou nos líderes.
Esperamos que, em uma próxima oportunidade, a liderança chegue e seja definitiva.
Quanto a Guiñazu, tem ainda muito crédito.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Testando a premonição

Não sou dado a adivinhações. No entanto, vou abrir uma exceção para ver como anda a "mira". Só por farra! Como já falei de 2 resultados ("As Batalhas dos Aflitos"), aqui vão os outros: Coritiba 1 x 1 Corinthians; São Paulo 2 x o Avaí; Flamengo 1 x 2 Sport; Santos 3 x 1 Santo André; Inter 3 x 2 Cruzeiro; Atlético MG 4 x 0 Atlético PR; Vitória 2 x 2 Palmeiras; Barueri 2 x 2 Goiás.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Novas "Batalhas dos Aflitos"

A próxima rodada do Brasileiro nos oferece 2 novas "Batalhas dos Aflitos". Uma, protagonizada pelo Náutico, de C. Bala, frente ao Grêmio, de Victor, quando saberemos, enfim, se o Timbu engrena e sobrevive na série A ou o tricolor muda a fama de comportado visitante. No Engenhão, o outrora badalado clássico vovô, Botafogo x Fluminense, desta feita decidindo se caem os 2 ou somente o Fluminense. Palpites: 2 x 2 no primeiro confronto e 2x1 no segundo, para o dono da casa. Antevejo uma grande estratégia de marketing, com a Golden Cross investindo forte, ano que vem, em algum clube da primeira divisão.

Sandro de volta

Palmas à CBF, desta vez. Demonstrando sensibilidade, a entidade restitui ao Inter uma de suas peças mais importantes, o volante Sandro. Problema para o Adenor Bacchi, diante da estupenda partida de Magrão contra o Avaí, jogando na posição do novo selecionado por Dunga. Acho que Andrezinho acaba de ganhar mais uma semana para a sua total recuperação.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Como armar prá domingo

Considerando que a CBF não vai dar colher pro Inter, em relação a Sandro e Giuliano, e ainda as expulsões, sairia com: Lauro, DS, Sorondo, Eller e Kléber; Magrão, SuperGuina, André e Cabezón; Edu (prá surpreender o estudioso Adilson) e Alecsandro. Taison prá endoidar os caras no segundo tempo. Deu palpite, de novo, que o cara que pode ajudar muito é o DS, subindo de produção e avançando por aquela avenida que o Cruzeiro deixa ali. E a torcida vai ser decisiva, mais uma vez.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

E assim...secamos a seleção sub-20

Comparo a CBF à figura dos bancos. Estes, servem-se do dinheiro dos correntistas para lucrar, cobrando tarifas escorchantes dos próprios depositantes. Em outras palavras, "cumprimentam com o chapéu alheio". A Empresa CBF S/A faz o mesmo. Despreza os clubes e a paixão dos torcedores por eles.
Diferentemente do que fazem as federações européias, aqui não são paralisados os campeonatos quando se apresenta a seleção principal. Se o clube estiver disputando posições importantes e tiver desfalques, por convocações, pouco importa. Importa é faturar dólares. Os clubes e os torcedores que se lixem. Com Nilmar e Kléber foi assim, causando ao Inter a perda da Copa do Brasil.
Da mesma forma, procedem com as convocações às chamadas seleções de base, as Sub alguma coisa. Falo no tema porque, justo na semana passada, sem o menor dó e sem qualquer compaixão, o "treineiro" da Sub-20 decidiu interferir no resultado do campeonato brasileiro de 2009, retirando do Inter 2 de seus titulares mais importantes, os jogadores Sandro e Giuliano, justamente quando se encontram na melhor fase de suas carreiras a serviço do clube.
Às favas a igualdade!
Os maiores rivais nessa reta final de Brasileirão, Palmeiras e São Paulo, agradecem pelas 7 rodadas em que o colorado gaúcho ficará "capenga", desfalcado de seus titulares enquanto eles não têm convocações a lamentar. O torcedor, que não vê o título nacional há 30 anos, "que vá se queixar pro Bispo".
Urge mudar esse estado de coisas. Soluções há, em profusão. Paralisação do campeonato, adiamento de jogos dos "agraciados" com convocações ou, quem sabe, uma solução capitalista, bem ao estilo da CBF S/A, a indenização, em dólares americanos, polpuda, por convocação de titulares de equipes distinguidas com a "honra", se não houver adiamento de compromissos das mesmas. Garanto que se assim for, as convocações passam a ser mais criteriosas, e devidamente refletidas.
Enquanto não pensam nisto, resta ao reles torcedor a impatriótica sina de "secar" a seleção Sub-20. Afinal, é típico produto de exportação "made in Brazil", que aqui não consumimos, como o nosso melhor café.

domingo, 6 de setembro de 2009

Provocação pura

As manifestações dos dirigentes gremistas, Kroeff e Meira, expressando que esperam que os ares favoráveis do Estádio dos Aflitos alavanquem a campanha do time, que ainda não venceu fora de casa, se demonstram infelizes. Tudo indica possam ser utilizadas pelo Náutico como estímulo extra em sua luta contra o rebaixamento. Para mim, pior do que isto é a responsabilidade que faz recair nos ombros do plantel do tricolor, já que na partida rememorada pelos dirigentes, a famosa "Batalha dos Aflitos", 7 gremistas venceram 11. E se agora 11 gremistas não conseguirem o mesmo?

Inter faz partida monumental

Não há nenhum exagero . O adjetivo se impõe. Monumental, nada menos. No primeiro tempo, jogando contra um forte vento, sempre atuante na Ressacada, o Inter tratou de evitar que o Avaí se servisse dessa condição atmosférica. Para isso, adonou-se da bola e não a entregou mais. O scout da Globo marcou cerca de 71% de posse de bola.
Até que, lá pelos 34 minutos, em um escanteio, pela direita, Alecsandro apareceu no primeiro pau e desviou para a pequena área, à feição de Fabiano Eller, que fuzilou Martini com um cabeçada mortal.
O prenúncio era de goleada, já que na segunda etapa jogaria a favor do vento. No entanto, aos 44 minutos, em uma jogada que iniciou irregular - a bola havia saído pela lateral - Índio acertou o adversário com um carrinho lateral e foi expulso pelo árbitro.
Avizinhou-se o drama, que configuraria uma injustiça pelo que ocorrera no primeiro tempo.
Tite, com correção, sacou Alecsandro por Danilo Silva, recompondo a zaga com Bolívar.
Para espanto dos incrédulos, o colorado não só manteve o seu padrão anterior como aprimorou a jogada ofensiva. Primeiramente, controlou o ímpeto inicial do time barriga-verde, com atuações espetaculares de Magrão e Guiñazu à frente da defesa. Aos poucos foi se soltando, fazendo jogadas de aproximação, tabelando em velocidade, triangulando.
Com isto, as oportunidades foram surgindo, fazendo brilhar o goleiro avaiano, agigantando-se frente a Magrão, Taison e Danilo Silva.
A esta altura, o toque de bola do Inter era algo mágico. Giuliano desmanchava a defesa contrária, com dribles e toques desconcertantes. D'Alessandro fazia o pêndulo, ora dando velocidade, ora "reduzindo a marcha". Magrão, um monstro na partida, não só destruía tudo que o Avaí tentava como aparecia na frente, como segundo atacante ou centroavante. Tentou a primeira, a segunda e, na terceira, recebendo um lançamento fantástico de Kléber, ingressou na área como 9, limpou um marcador e na saída do bom goleiro do Avaí o encobriu. Era o 2x0 mais do que merecido.
Nas poucas vezes em que o time catarinense superou a defesa colorada, lá esteve Lauro, impecável em dois momentos contra Muriqui.
No final, para dar ainda mais emoção, a expulsão de Bolívar, deixando o Campeão de Tudo com 9 jogadores. Mesmo assim, levou a partida até o final, mais uma vez sem tomar gols.
Numa escala de 1 a 10, nenhum jogador foi menos do que 7 e alguns estiveram muito próximos da perfeição, casos de Eller, Guiñazu, D'Ale e principalmente Magrão e Giuliano, os últimos simplesmente soberbos.
Partilho da opinião de FC, que julga ter visto a melhor apresentação do Inter no ano de 2009, pelo menos no plano tático. Penso que veremos outras, ainda melhores do que esta.

sábado, 5 de setembro de 2009

Brasil afunda a fraca Argentina

Muito embora toda a rivalidade existente entre Brasil e Argentina, confesso ter uma grande admiração pelo futebol dos hermanos. Esta admiração vem de longa data, quando ainda pequeno ou adolescente tive a oportunidade de ver, ao vivo, equipes argentinas famosas como o Boca, de Mouzo, Tarantini, Potente, Curioni, Guerini; o River Plate, de Matosas, Daniel Onega e Mas; o Racing, de Cejas, Perfumo, Basile, Cárdenas; o Estudiantes, de Verón pai, Conigliaro, Pachamé, Malbernat, Flores; o Independiente, de Clausen, Marangoni, Burruchaga.
Meu pai trazia para casa exemplares semanais de Goles, uma revista rosada, e de El Gráfico, publicações argentinas que traziam fotos, comentários e súmulas completas de cada rodada dos campeonatos locais, nacional e metropolitano. Era seu hábito quando morou durante um tempo em Buenos Aires. Peguei também o costume, como também o de ouvir jogos de lá, por ondas curtas. Muito do idioma espanhol que conheço devo a isso.
Sempre me acostumei a ver no futebol argentino a combinação perfeita de técnica apurada e raça inigualável. Hoje à noite, em Rosario, pela TV, vi, diante do Brasil, a pior exibição de uma seleção argentina de que tenho notícia, isto incluindo a vexatória derrota de 0 x 5 para a Colômbia de Higuita, Valderrama e companhia, nas eliminatórias de 1994.
Pudera! Maradona cometeu a "proeza" de titularizar a Sebastián Dominguez, o Sebá, de triste memória para a nação corintiana, e ter em seu grupo os vovôs Zanetti, Verón e até Schiavi . Afora isto, não há esquema de jogo definido, seja 3-5-2, 4-4-2, 4-3-3 ou qualquer outro. A seleção argentina joga no sistema "bola para Messi e vamos ver o que sai".
Não poderia ser outro o resultado senão o justo 1 x 3 para o nosso time.
O Brasil de Dunga, gostem ou não dele, mesmo tendo individualidades tão fortes quanto Messi, dá importância ao aspecto tático e ao equilíbrio entre setores. Em outras palavras, emprega o talento individual em prol do coletivo. Por isto ganhou, com toda a justiça. E sem fazer muita força!

Empate foi vitória para o Grêmio

Como havia prognosticado, não se tratava de jogo jogado. Muito menos jogo para goleada gremista, como apregoavam certos experts locais. No final, o empate veio a ser um prêmio para o tricolor, que viu o rival empilhar oportunidades, tanto no primeiro tempo, quando marcou seu gol, como no segundo, período no qual, nos primeiros momentos, acertou 2 vezes a trave gremista, por Leandro Domingues e Neto Berola, este autor do gol do Vitória na etapa inicial.
O time baiano, orientado por Mancini, mostrou o que dele esperava: boa marcação, excelente toque de bola e velocidade na execução dos contra-ataques. Houvesse sido mais hábil nas conclusões, poderia até ter chegado a um escore folgado em seu favor, já no início da segunda fase.
Achei que o Grêmio alterou demais a sua estrutura para a entrada de Rochemback. Na relação custo-benefício, o saldo foi negativo. É que o meiocampista estreante, embora confirmando a sua já reconhecida qualidade no passe, mostrou-se, para mim, visivelmente fora de embocadura, aparentando até estar ainda com alguns quilos acima de seu peso habitual. Errou Autuori, ao não retirá-lo no intervalo da partida.
Elmo Resende, mais um dos árbitros da nova safra, vinha atuando bem até economizar um cartão amarelo para Lúcio (seria o segundo) no início do segundo tempo. Logo após, mostrando não ter critério homogêneo, aplicou um segundo cartão amarelo a Magal, do Vitória, por praticar falta de muito menor gravidade em Adilson. Estragou o jogo e sua atuação.
Com um homem a mais, o Grêmio passou a acossar o adversário, principalmente com bolas alçadas, chegando em uma delas à marcação do gol de empate, obra de seu goleador na temporada, o contestado Jonas, em muito semelhante ao segundo gol que marcara no domingo passado, contra o Botafogo.

Grêmio x Vitória: não é jogo jogado

Ao contrário do que sustentam os noticiários esportivos locais, o Grêmio não terá facilidades no jogo deste sábado, no Olímpico, contra o rubro-negro baiano. Primeiramente, em razão de que o clube da Boa Terra sempre fez grandes partidas em Porto Alegre. Depois, porque pensam os baianos apagar a má campanha que o time vem fazendo em jogos fora do Barradão. Finalmente, porque contam com os retornos de seus 2 melhores jogadores no Brasileirão, Apodi, ala pela direita em franca evolução, e Leandro Domingues, cérebro da equipe e carrasco do próprio tricolor em diversas oportunidades, a última no primeiro turno deste campeonato. A eles se somam o bom goleiro Viáfara, o combativo volante Vanderson e os perigosíssimos Neto Berola e Roger. E, não esquecendo, na beira do gramado, Vagner Mancini.
No lado do Grêmio, a expectativa é pela estréia do ex-colorado Fábio Rochemback, compondo o novo meio-campo, ao que tudo indica com Adilson, Souza e Tcheco. Afora isto, terá o tricolor que lidar com algumas improvisações no sistema defensivo, anunciando-se a utilização de Túlio como ala pelo setor direito e Mário Fernandes na zaga, ao lado de Réver.
Com a tarde de muito sol que já desponta, tem-se, assim, atrações suficientes para levar um grande público ao estádio. Tenho a intuição de que teremos um jogo de muitos gols.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Arbitragem nota zero

Numa tentativa de renovação forçada do quadro de arbitragem de âmbito nacional, a Comissão de Arbitragem da CBF só tem colhido maus resultados. Quanta pobreza nesta nova safra de apitadores! Não vou dar nomes aos bois. Não precisa. Quase ninguém se salva. Ruins tecnicamente e péssimos sob o ponto de vista disciplinar. A imensa maioria usa o cartão amarelo como bengala, apenas para manter o jogo sob controle, o que é errado. No Brasil, usa-se muito o cartão de advertência com essa finalidade distorcida. Tanto é assim que, as vezes, os mesmos árbitros que aqui atuam, quando escalados para jogos de Libertadores, deixam o jogo correr solto. A comparação com a arbitragem européia nos deixa envergonhados. Vendo jogos dos campeonatos alemão e inglês, principalmente, percebe-se que os critérios para a advertência são muito mais rígidos, voltados à observância das regras do jogo e da integridade física dos atletas, e não para a preservação da carreira do árbitro. Pior de tudo é que esse descritério traz reflexos técnicos e econômico-financeiros, em campeonatos longos como o nosso Brasileirão. Entre eles, a necessidade de elencos numerosos para fazer frente a desfalques, de 3 ou 4 jogadores por partida, a perda de competitividade das equipes, fruto dessas constantes alterações, e finalmente o afastamento gradativo do público. Pior do que isto, ainda, é quando a arbitragem interfere nos resultados de campo. Para quem ainda apelida as reclamações botafoguenses de "chororô", que consulte o isento (paulista) jornalista Mauro Beting (link neste blog), que no seu "Bota-Teima" contabilizou, até a rodada 22, a perda de 10 pontos pelo alvinegro carioca. Em segundo, o nosso colorado, com 4 pontos a menos. Coincidência? Fatalidade?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Trailer de terror e final feliz

Que sufoco! Depois de se deleitar com algo como uma exibição da Red Simphony Orchestra, regida por Karabchewski e Karajan, um em cada ato, no palco de Theatro Beira-Rio, no último domingo a tarde, a torcida do Inter se viu, no primeiro tempo da partida contra o Galo, esta noite passada, na condição de expectadora, muito próxima, de uma certa cena famosa de Hitchcock em Psicose, a do assassinato no banheiro, com musiquinha de suspense e tudo o mais. Até o preto e branco da famosa película, reproduzido na camisa atleticana. Na versão desta noite, a mocinha escapou ilesa. Embora a ampla dominação de todos os setores, no primeiro tempo, a dupla de killers, Tardelli e Renteria, não conseguiu consumar o seu intento assassino. Marcando, com seus atacantes, a saída de bola da defesa colorada e encurtando todas as distâncias entre setores, só faltou ao Atlético desfechar o golpe mortal. Verdade que muito colaborou o Inter, um tanto quanto apático, sem coragem para o lance individual e, pior de tudo, demasiadamente autoconfiante para a troca de bolas perigosa entre defensores, um exagero esta noite. O final feliz ficou por conta da introdução, na cena do suspense, de um personagem que não ocorreu a Alfred Hitchcock em seu famoso thriller. Atende pelo nome de Andres Nicolás D'Alessandro. Bastaram 15 minutos de uma demonstração perfeita do que nuestros hermanos costumam chamar enganche. Show de articulação. A sensação foi, precisamente, a que se percebe quando se troca um dente quebrado em uma engrenagem. Tudo funcionando, às mil maravilhas, com rendimento total. Brilharam, então, a par do mago da noite, as figuras de Kléber e Edu, o primeiro mostrando o seu melhor potencial de assistência ofensiva, e o segundo, acertando 2 belos golpes de misericórdia no até então incômodo rival. Sorte de campeão, parece. Convicção também dos meus parceiros desta noite ameaçadora - até no clima - o Nando, meu filho, e o Júnior, seu amigo e colega de aula e de time, grande perna esquerda que eu acompanho, desde os seus primeiros chutes.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vai de gravata, doutor

Amanhã à noite, no Beira-Rio, nova oportunidade para afirmar o sucesso do "esquema emergencial" de Tite. E se bem imagino o que Roth irá propor, duas linhas de 4 e Tardelli de segundo atacante para o veloz Eder Luís, o sistema viria mesmo a calhar, com o zagueiro da sobra permitindo, mais uma vez, que o Inter force o jogo pelas alas, que é a maneira adequada de enfrentar este tipo de defesa. A permanecer o 3-5-2, espero que se efetive Danilo Silva, muito superior a Bolívar em se tratando de exercer a função de ala. Com isto, a dúvida estaria entre escalar Sorondo, de retorno, ou manter o trio que enfrentou o Goiás. Se fosse o técnico, pensaria em escalar o uruguaio com Bolívar e Eller, porque, em tese, dominaria a bola aérea nas duas áreas e teria, de quebra, em Bolívar, uma opção a mais de configuração de jogo. Pura teoria, claro. Muricy aprecia muito esta possibilidade que a escalação de jogadores versáteis concede, de poder alternar sistemas sem trocas ou ganhar uma substituição a mais. A verdade é que quem é pago para equacionar a questão, felizmente, é Adenor Bacchi. E ele tem se saído bem, na maior parte das vezes. Oxalá esteja inspirado mais uma vez. Afora a tema da afirmação do esquema - é bom não esquecer - veremos a nova griffe colorada, representada por Marquinhos e Giuliano e, quem sabe, o reaparecimento de "La Boba". Em jogo, ainda, o simbólico título de campeão do primeiro turno e a "emparelhada" com o líder Palmeiras. Por tudo isto, quem for doutor que vá direto ao estádio, de terno e gravata. Se preferir mudar de traje, corre o risco de ficar de fora.