Se fosse luta de boxe o Vitória x Inter de hoje, no Barradão, diria que o colorado estava ganhando por pontos até sofrer o primeiro soco, que depois o levou à lona. E, prosseguindo na metáfora do boxe, também poderia dizer que o lutador nocauteado demonstrou mais técnica, mas com pouco punch. Quando se fala que o boxeador tem pouco punch quer dizer que pega leve, que acerta mas com pouco efeito, não incomodando muito o adversário.
Um pouco acossado no início, o Inter logo controlou a partida, durante quase todo o primeiro tempo, pecando na falta de contundência nas finalizações. Apenas boas conclusões de fora da área -umas 4 ou 5, por Andrezinho e Taison -, neutralizadas pelo excelente Viafara. Nada mais.
O jogo se desenvolvia da mesma forma no segundo período -quase um replay do tempo inicial - quando, aos 14 minutos, num escanteio, o Vitória fez o seu gol inicial, através de Uélinton (acho que é assim), usando toda a sua altura (1,72, como consta no site oficial do clube baiano) para, entre a marca do pênalti e a pequena área, sozinho, cabecear firme para as redes de Lauro.
Daí para a frente só deu o Vitória, que depois aumentaria a vantagem com o gol de Roger, numa penalidade máxima duvidosa marcada contra Índio.
Antes desse gol, o Inter dera sinais de que mais nada estaria por acontecer em termos de reação, já que Tite havia sacado D´Alessandro (de má atuação) para fazer entrar em seu lugar Wagner Libano. Não é preciso dizer mais nada.
Muito fracas as atuações de D´Ale, Taison e Alecsandro. Creio que Marquinhos pede passagem, tendo entrado bem, quase ao final da partida.
A desatenção demonstrada no gol do "gigante" Uélinton é preocupante, para um time que quer ser ser campeão e tinha a partida sob controle até então.
Domingo passado, contra a Raposa, o mesmo lutador se apresentara, com pouco punch e desatenção, naquela oportunidade para com o "gigante" Gilberto, também cabeceando livre na área colorada.
Desse jeito, a coisa fica mais para se garantir no G4 do que para levantar o tão ambicionado caneco.
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