Não vi o jogo de Marcos Daniel contra o Lapentti mais novo, o Giovanni. Mas vi boa parte do jogo do Thomaz Bellucci contra o veterano Nico Lapentti. E não gostei nem um pouco do jogo do nosso tenista. Lento no fundo da quadra, parecendo às vezes desconcentrado e pouco confiante. Mal nos momentos decisivos, quando se abriam as possibilidades de breaks a favor. Quando fazia uma grande jogada, seguia-se, logo, uma grande bobagem, um erro infantil. Cometeu muitos unforced errors. Não tirou proveito da diferença de idade (21 contra 33), nem do calor, tampouco do fator local. Com sua atuação do tipo "eletrocardiograma", não permitiu que a torcida sequer entrasse no jogo.
Nas duplas, a decepção foi ainda maior. Com uma dupla entrosada (André Sá e Marcelo Melo jogam juntos desde 2006) e melhor ranqueada (15ª da ATP, enquanto a equatoriana não figura entre as 100 melhores), deixamos muito a desejar, falhando nos momentos decisivos de todos os sets a partir do primeiro, especialmente através de Melo, cujo serviço (saque), decididamente, "não deu as caras" no Gigantinho. Creio até que o jogador tenha jogado descontado, com algum desconforto físico (era visível um emplastro na altura de seu pescoço), o que justificaria, de certo modo, o baixíssimo percentual de bons primeiros serviços do mineiro.
Precisando vencer as 2 partidas de simples neste domingo, apenas um milagre leva o Brasil à vitória contra o Equador. O nome do santo é Marcos Daniel, por sinal, um ilustre colorado. Resta saber se consegue fazê-lo.
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