Muito embora toda a rivalidade existente entre Brasil e Argentina, confesso ter uma grande admiração pelo futebol dos hermanos. Esta admiração vem de longa data, quando ainda pequeno ou adolescente tive a oportunidade de ver, ao vivo, equipes argentinas famosas como o Boca, de Mouzo, Tarantini, Potente, Curioni, Guerini; o River Plate, de Matosas, Daniel Onega e Mas; o Racing, de Cejas, Perfumo, Basile, Cárdenas; o Estudiantes, de Verón pai, Conigliaro, Pachamé, Malbernat, Flores; o Independiente, de Clausen, Marangoni, Burruchaga.
Meu pai trazia para casa exemplares semanais de Goles, uma revista rosada, e de El Gráfico, publicações argentinas que traziam fotos, comentários e súmulas completas de cada rodada dos campeonatos locais, nacional e metropolitano. Era seu hábito quando morou durante um tempo em Buenos Aires. Peguei também o costume, como também o de ouvir jogos de lá, por ondas curtas. Muito do idioma espanhol que conheço devo a isso.
Sempre me acostumei a ver no futebol argentino a combinação perfeita de técnica apurada e raça inigualável. Hoje à noite, em Rosario, pela TV, vi, diante do Brasil, a pior exibição de uma seleção argentina de que tenho notícia, isto incluindo a vexatória derrota de 0 x 5 para a Colômbia de Higuita, Valderrama e companhia, nas eliminatórias de 1994.
Pudera! Maradona cometeu a "proeza" de titularizar a Sebastián Dominguez, o Sebá, de triste memória para a nação corintiana, e ter em seu grupo os vovôs Zanetti, Verón e até Schiavi . Afora isto, não há esquema de jogo definido, seja 3-5-2, 4-4-2, 4-3-3 ou qualquer outro. A seleção argentina joga no sistema "bola para Messi e vamos ver o que sai".
Não poderia ser outro o resultado senão o justo 1 x 3 para o nosso time.
O Brasil de Dunga, gostem ou não dele, mesmo tendo individualidades tão fortes quanto Messi, dá importância ao aspecto tático e ao equilíbrio entre setores. Em outras palavras, emprega o talento individual em prol do coletivo. Por isto ganhou, com toda a justiça. E sem fazer muita força!
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