domingo, 6 de setembro de 2009

Inter faz partida monumental

Não há nenhum exagero . O adjetivo se impõe. Monumental, nada menos. No primeiro tempo, jogando contra um forte vento, sempre atuante na Ressacada, o Inter tratou de evitar que o Avaí se servisse dessa condição atmosférica. Para isso, adonou-se da bola e não a entregou mais. O scout da Globo marcou cerca de 71% de posse de bola.
Até que, lá pelos 34 minutos, em um escanteio, pela direita, Alecsandro apareceu no primeiro pau e desviou para a pequena área, à feição de Fabiano Eller, que fuzilou Martini com um cabeçada mortal.
O prenúncio era de goleada, já que na segunda etapa jogaria a favor do vento. No entanto, aos 44 minutos, em uma jogada que iniciou irregular - a bola havia saído pela lateral - Índio acertou o adversário com um carrinho lateral e foi expulso pelo árbitro.
Avizinhou-se o drama, que configuraria uma injustiça pelo que ocorrera no primeiro tempo.
Tite, com correção, sacou Alecsandro por Danilo Silva, recompondo a zaga com Bolívar.
Para espanto dos incrédulos, o colorado não só manteve o seu padrão anterior como aprimorou a jogada ofensiva. Primeiramente, controlou o ímpeto inicial do time barriga-verde, com atuações espetaculares de Magrão e Guiñazu à frente da defesa. Aos poucos foi se soltando, fazendo jogadas de aproximação, tabelando em velocidade, triangulando.
Com isto, as oportunidades foram surgindo, fazendo brilhar o goleiro avaiano, agigantando-se frente a Magrão, Taison e Danilo Silva.
A esta altura, o toque de bola do Inter era algo mágico. Giuliano desmanchava a defesa contrária, com dribles e toques desconcertantes. D'Alessandro fazia o pêndulo, ora dando velocidade, ora "reduzindo a marcha". Magrão, um monstro na partida, não só destruía tudo que o Avaí tentava como aparecia na frente, como segundo atacante ou centroavante. Tentou a primeira, a segunda e, na terceira, recebendo um lançamento fantástico de Kléber, ingressou na área como 9, limpou um marcador e na saída do bom goleiro do Avaí o encobriu. Era o 2x0 mais do que merecido.
Nas poucas vezes em que o time catarinense superou a defesa colorada, lá esteve Lauro, impecável em dois momentos contra Muriqui.
No final, para dar ainda mais emoção, a expulsão de Bolívar, deixando o Campeão de Tudo com 9 jogadores. Mesmo assim, levou a partida até o final, mais uma vez sem tomar gols.
Numa escala de 1 a 10, nenhum jogador foi menos do que 7 e alguns estiveram muito próximos da perfeição, casos de Eller, Guiñazu, D'Ale e principalmente Magrão e Giuliano, os últimos simplesmente soberbos.
Partilho da opinião de FC, que julga ter visto a melhor apresentação do Inter no ano de 2009, pelo menos no plano tático. Penso que veremos outras, ainda melhores do que esta.

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