Numa tentativa de renovação forçada do quadro de arbitragem de âmbito nacional, a Comissão de Arbitragem da CBF só tem colhido maus resultados. Quanta pobreza nesta nova safra de apitadores! Não vou dar nomes aos bois. Não precisa. Quase ninguém se salva. Ruins tecnicamente e péssimos sob o ponto de vista disciplinar. A imensa maioria usa o cartão amarelo como bengala, apenas para manter o jogo sob controle, o que é errado. No Brasil, usa-se muito o cartão de advertência com essa finalidade distorcida. Tanto é assim que, as vezes, os mesmos árbitros que aqui atuam, quando escalados para jogos de Libertadores, deixam o jogo correr solto. A comparação com a arbitragem européia nos deixa envergonhados. Vendo jogos dos campeonatos alemão e inglês, principalmente, percebe-se que os critérios para a advertência são muito mais rígidos, voltados à observância das regras do jogo e da integridade física dos atletas, e não para a preservação da carreira do árbitro. Pior de tudo é que esse descritério traz reflexos técnicos e econômico-financeiros, em campeonatos longos como o nosso Brasileirão. Entre eles, a necessidade de elencos numerosos para fazer frente a desfalques, de 3 ou 4 jogadores por partida, a perda de competitividade das equipes, fruto dessas constantes alterações, e finalmente o afastamento gradativo do público. Pior do que isto, ainda, é quando a arbitragem interfere nos resultados de campo. Para quem ainda apelida as reclamações botafoguenses de "chororô", que consulte o isento (paulista) jornalista Mauro Beting (link neste blog), que no seu "Bota-Teima" contabilizou, até a rodada 22, a perda de 10 pontos pelo alvinegro carioca. Em segundo, o nosso colorado, com 4 pontos a menos. Coincidência? Fatalidade?
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
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