quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Trailer de terror e final feliz

Que sufoco! Depois de se deleitar com algo como uma exibição da Red Simphony Orchestra, regida por Karabchewski e Karajan, um em cada ato, no palco de Theatro Beira-Rio, no último domingo a tarde, a torcida do Inter se viu, no primeiro tempo da partida contra o Galo, esta noite passada, na condição de expectadora, muito próxima, de uma certa cena famosa de Hitchcock em Psicose, a do assassinato no banheiro, com musiquinha de suspense e tudo o mais. Até o preto e branco da famosa película, reproduzido na camisa atleticana. Na versão desta noite, a mocinha escapou ilesa. Embora a ampla dominação de todos os setores, no primeiro tempo, a dupla de killers, Tardelli e Renteria, não conseguiu consumar o seu intento assassino. Marcando, com seus atacantes, a saída de bola da defesa colorada e encurtando todas as distâncias entre setores, só faltou ao Atlético desfechar o golpe mortal. Verdade que muito colaborou o Inter, um tanto quanto apático, sem coragem para o lance individual e, pior de tudo, demasiadamente autoconfiante para a troca de bolas perigosa entre defensores, um exagero esta noite. O final feliz ficou por conta da introdução, na cena do suspense, de um personagem que não ocorreu a Alfred Hitchcock em seu famoso thriller. Atende pelo nome de Andres Nicolás D'Alessandro. Bastaram 15 minutos de uma demonstração perfeita do que nuestros hermanos costumam chamar enganche. Show de articulação. A sensação foi, precisamente, a que se percebe quando se troca um dente quebrado em uma engrenagem. Tudo funcionando, às mil maravilhas, com rendimento total. Brilharam, então, a par do mago da noite, as figuras de Kléber e Edu, o primeiro mostrando o seu melhor potencial de assistência ofensiva, e o segundo, acertando 2 belos golpes de misericórdia no até então incômodo rival. Sorte de campeão, parece. Convicção também dos meus parceiros desta noite ameaçadora - até no clima - o Nando, meu filho, e o Júnior, seu amigo e colega de aula e de time, grande perna esquerda que eu acompanho, desde os seus primeiros chutes.

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