segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Voltando à ativa

Depois de muito tempo sem postar, por várias razões, entre as quais, a falta de tempo, volto a expor o que penso, estimulado (ou melhor... desestimulado) pela catastrófica arbitragem de Meira Ricci e companhia a favor do "Curintia" contra o Cruzeiro do "perseguido" Cuca.
Nunca vi coisa igual. Ou melhor, poucas vezes vi coisa igual. Não posso esquecer Marcelo de Lima Henrique ganhar sozinho uma final de campeonato, pelo Flamengo, contra o Botafogo. Não faz muito, aliás.
A Globo mostrou, no seu Sportv, mesmo com o cuidado de preservar o campeonato que ela patrocina, que foram 11 lances polêmicos, ou seja, lances em que se discute decisões da arbitragem (árbitro e auxiliares). Em 10 desses, debate-se decisões em lances de ataque do Cruzeiro, em nenhuma delas havendo o trio decidido em favor dos mineiros. Mesmo com os comentaristas, de modo geral, tendo visto 4 impedimentos inexistentes marcados contra o ataque cruzeirense e, pelo menos, 1 ou 2 pênaltis não assinalados contra o Timão (um empurrão em Wellington Paulista, no primeiro tempo, e outro, claro, de Julio Cesar, o goleiro corinthiano, derrubando Thiago Ribeiro).
Somente em 1 oportunidade a polêmica andou na outra área. E aí, deu-se o pênalti. Duvidoso, com Ronaldo com os 2 pés fora do solo, ou seja, se encosta a mão, qualquer um cai.
Qualquer árbitro, em condições normais, ao decidir 10 vezes contra um mesmo time, ao final, sofreria a influência por suas decisões anteriores e relevaria o único lance a favor do outro lado. Ainda mais, se não fosse gritante o lance. Como no caso. Portanto, algo há.
Como em 2005, como na Copa Brasil 2009, como na escolha do estádio (ainda inexistente) para a abertura da Copa...age-se pelo número de torcedores dos caras!!!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Comentaristas de resultados

Curiosa a condição de alguns comentaristas cariocas do SporTV. Os mesmos que "trituraram" o Fluminense no Carioca 2010 (nem foi às finais) agora dizem que o grupo é prá arrasar no Brasileiro. Falam que é um grande time. Só porque é líder do momento.
Para os que acompanham bem a coisa, saibam que é o mesmo time, praticamente. Fernando Henrique e Rafael, goleiros; Mariano e Júlio César os laterais; Gum e Leandro Euzébio, na zaga; Diguinho, Diogo, Conca, no meio; Fred, no ataque. Chegaram o Emerson Sheik e Deco (estreou essa semana), somente.
Acho que o Muricy e o Juarez Roth vão acabar trocando de posição. No campeonato e na fama de sair disparado, como cavalo paraguaio, e não chegar.

sábado, 21 de agosto de 2010

Língua torrada com o Juarez Roth

Em futebol é muito fácil queimar a dita cuja, pela dinamicidade da coisa. Na maior parte das vezes, por efeito do "quarta-domingo-quarta". Criticamos no domingo e aplaudimos na quarta. Nosso time em penúltimo e após, em razão de 2 rodadas com vitória, quase na zona de Libertadores.


O caso aqui é diferente.


Trata-se aqui de reverenciar o Juarez Roth, em quem, sinceramente, não acreditava. Esperei um pouco para postar, para ver se era caso fortuito. Não é. E minha análise não parte e não depende, necessariamente, dos resultados. Aconteça o que acontecer, daqui para a frente, isto é fato.


O homem veio, assumiu o vestiário, deu equilíbrio ao sistema defensivo, implantou uma mecânica de jogo. Enfim, botou ordem na casa, que estava desarrumada.


As duas principais contribuições técnicas do Juarez Roth, a par da organização geral, são o aproveitamento das potencialidades do Taison (arranque e drible em velocidade) em local de mais espaço, o meio (já que ele não tem a categoria de um Robben para execução desse tipo de jogadas a partir do flanco) e a imposição de limitação aos movimentos do Guiñazu, no plano horizontal (pode fazer tudo, desde que seja no lado esquerdo). Com esta limitação, e a vedação à subida de dois volantes ao mesmo tempo, solidificou-se a defesa, e cresceu, barbaramente, a produção individual do Sandro.


Uma terceira contribuição específica, um pouco menos significativa, mas ainda assim relevante, diz com a limitação de movimentos imposta, também, ao Alecsandro, agora mais preso aos 50 metros quadrados de ouro para o centrovante. Embora não seja o atacante central dos meus sonhos, o que já comentei em várias oportunidades, é inegável o seu crescimento pessoal diante dessa nova condição, havendo realizado partidas excelentes contra o Guarani, em Campinas, e Atlético, em Sete Lagoas, principalmente. Alecasandro se perdia muito em recuadas ao meio e flancos, chegando atrasado e cansado à área. Agora, segura mais os zagueiros adversários e mantém a energia necessária para as conclusões.


A melhoria visível transmite confiança ao Inter no sonho de conquista da Libertadores 2010, mas não dá plenas garantias de sucesso no torneio, em face de se tratar de fase de mata-mata. Permite, porém, um vaticínio em relação ao Brasileirão, um campeonato de turno e returno: neste, o colorado gaúcho passa a ser o "ficha 1".


Por pura superstição, o post só vai à publicação após o jogo com o São Paulo, no Morumbi, embora o esteja escrevendo na terça, dia 03. Mas vai a público, com qualquer resultado.

Superstição pura

Por superstição pura, parei de postar sobre o Inter até ver onde chegava. Receio de que desse azar falando sobre o que estava estava vendo, após a chegada do Juarez Roth (deu certo mesmo chamá-lo assim).
Agora, com o bi da Libertadores, a taça e faixas no armário, vamos dar vazão.
O post que vem adiante foi escrito e salvo para posterior veiculação em 03 de agosto.

domingo, 15 de agosto de 2010

Cruzeiro gaúcho em grande estilo

O Esporte Clube Cruzeiro de Porto Alegre, time do coração de todos na minha família, está em alta. Flamante campeão da segundona gaúcha, voltando ao convívio dos grandes em 2011, no Gauchão, inicia as obras de sua Arena para 16.000 pessoas, em Cachoeirinha, local onde mandará suas partidas a partir de 2012. Segundo se pode ver no site oficial (www.cruzeiropoa.com.br), a praça de esportes estará atendendo aos requisitos FIFA. Além da Arena alvi-azul, um CT de 4 hectares também será erguido naquela próspera comunidade. As categorias de base, no entanto, deverão ser preparadas na sede portoalegrense.

Por tudo isto, avista-se para o querido Cruzeiro um centenário de luxo em 2013.

Enquanto isto, falando de outras coisas...

O Botafogo, por exemplo, desde que defenestrou os jogadores Lúcio Flávio e Fahel vem ganhando uma atrás da outra. Já são 3 a fio. Antes disso, vinha perdendo ou empatando nos primeiros tempos das partidas, tirava os 2 no início do segundo tempo e reagia no jogo. Isso aconteceu umas 3 ou 4 vezes. Até que se deram conta...

Com Maicossuel e Jobson em grande forma, Somália com uma movimentação à la Tinga e menos passes errados, o Fogão acaba de adentrar no G-4, pelo menos temporariamente.

Pinta como sério candidato a participar da Libertadores 2011, se não bobear e conseguir, urgentemente, um substituto para o lateral Alessandro. Impressionante o que o cara erra de passes. Deve ter o pé redondinho, que nem aqueles pedestais de luminária. Nunca vi igual!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Língua torrada com o Juarez Roth

Em futebol é muito fácil queimar a dita cuja, pela dinamicidade da coisa. Na maior parte das vezes, por efeito do "quarta-domingo-quarta". Criticamos no domingo e aplaudimos na quarta. Nosso time em penúltimo e após, em razão de 2 rodadas com vitória, quase na zona de Libertadores.


O caso aqui é diferente.


Trata-se aqui de reverenciar o Juarez Roth, em quem, sinceramente, não acreditava. Esperei um pouco para postar, para ver se era caso fortuito. Não é. E minha análise não parte e não depende, necessariamente, dos resultados. Aconteça o que acontecer, daqui para a frente, isto é fato.


O homem veio, assumiu o vestiário, deu equilíbrio ao sistema defensivo, implantou uma mecânica de jogo. Enfim, botou ordem na casa, que estava desarrumada.


As duas principais contribuições técnicas do Juarez Roth, a par da organização geral, são o aproveitamento das potencialidades do Taison (arranque e drible em velocidade) em local de mais espaço, o meio (já que ele não tem a categoria de um Robben para execução desse tipo de jogadas a partir do flanco) e a imposição de limitação aos movimentos do Guiñazu, no plano horizontal (pode fazer tudo, desde que seja no lado esquerdo). Com esta limitação, e a vedação à subida de dois volantes ao mesmo tempo, solidificou-se a defesa, e cresceu, barbaramente, a produção individual do Sandro.


Uma terceira contribuição específica, um pouco menos significativa, mas ainda assim relevante, diz com a limitação de movimentos imposta, também, ao Alecsandro, agora mais preso aos 50 metros quadrados de ouro para o centrovante. Embora não seja o atacante central dos meus sonhos, o que já comentei em várias oportunidades, é inegável o seu crescimento pessoal diante dessa nova condição, havendo realizado partidas excelentes contra o Guarani, em Campinas, e Atlético, em Sete Lagoas, principalmente. Alecasandro se perdia muito em recuadas ao meio e flancos, chegando atrasado e cansado à área. Agora, segura mais os zagueiros adversários e mantém a energia necessária para as conclusões.


A melhoria visível transmite confiança ao Inter no sonho de conquista da Libertadores 2010, mas não dá plenas garantias de sucesso no torneio, em face de se tratar de fase de mata-mata. Permite, porém, um vaticínio em relação ao Brasileirão, um campeonato de turno e returno: neste, o colorado gaúcho passa a ser o "ficha 1".


Por pura superstição, o post só vai à publicação após o jogo com o São Paulo, no Morumbi, embora o esteja escrevendo na terça, dia 03. Mas vai a público, com qualquer resultado.













domingo, 11 de julho de 2010

Gol ilegal na final

A bola vai a Iniesta. Está impedido. Van Der Vaart tenta tirar como pode e o rebote vai ao espanhol (acho que é Fabregas) que serve ao goleador da noite. Impedimento prá lá de ativo. Não se pode tirar vantagem de uma posição de impedimento. O árbitro só poderia deixar passar se a Holanda tomasse a posse da bola efetivamente, o que não aconteceu.

Gol ilegal contra Portugal

Outra mãozinha.

O pênalti paraguaio

A prova do crime.

Huuummm...benefícios espanhóis

Espanha vence Portugal. Joga melhor, mas o gol é ilegal, com Villa impedido. Espanha versus Paraguai. Anulação duvidosa de gol paraguaio, no primeiro tempo. No segundo, pênalti a favor do Paraguai não repetido, mesmo tendo 2 espanhóis invadido a área, cerca de quase 2 metros. Contra a Holanda, na final, o escanteio não marcado para a Holanda, que origina a jogada de gol para a Espanha, em seqüência. Iniesta, o autor do gol, deveria ter sido expulso por agressão em Van Bommel. Nem amarelo. E no gol, o impedimento claro de Iniesta no primeiro lançamento para ele. Nada de impedimento passivo. O jogador de frente perturba o holandês, que apenas corta como pode e concede a bola de novo para a Fúria. Daí o lançamento e o gol. Só não se marca tal "fora de jogo" quando a defesa domina a bola completamente. Não foi o caso.

Decisão da Copa no apito

Numa Copa do Mundo marcada por desastres de arbitragem, como o gol inglês de meio metro dentro não validado contra a Alemanha, o impedimento clamoroso de Tevez contra o México, a invasão de área de 2 espanhóis, cerca de 2 metros, no pênalti perdido pelo Paraguai, não poderia faltar o toque final.

Para encerrar, uma arbitragem ridícula de Howard Webb, expulsando injustamente o zagueiro holandês, numa malandragem de Iniesta, e carregando o time holandês de cartões e, no final, deixando de marcar o impedimento visível do mesmo Iniesta no lance imediatamente precedente ao gol que marcou.

Aliás, maldita incompetência de nossos comentaristas de arbitragem, que só se preocuparam com o lançamento final ao meiocampista, esquecendo que, no nascedouro da jogada, o defensor alivia mal uma bola que ia endereçada ao jogador espanhol em incrível impedimento. Na seqüência da jogada, retirando mal a bola enviada ao jogador em condição ilegal, o zagueiro concede o toque a Torres (se não me equivoco) que lança Iniesta, aí sim em condições, uma vez que quem o marcava ficou fora de ação. Impedimento típico, a manchar o título espanhol.

E pensar que tudo começou com a mão de Henry.

Está mais do que na hora de a FIFA deixar o maldito conservadorismo de lado e adotar o "desafio" do tênis. Fosse assim, estaríamos a esta hora a ver os pênaltis serem batidos.




domingo, 4 de julho de 2010

Mike Jagger, El Matador

No momento em que a Copa encaminha-se para a reta final, e nos vemos afinando os instrumentos para o recomeço do Brasileiro, somos tentados a fazer uma análise do que foi visto no Mundial e do cenário que temos pela frente em termos futebolísticos, já considerando a natural influência dos resultados do mesmo sobre nossos "convictos" treinadores.

Antevejo, com certa tristeza, um cenário propício para o florescimento de esquemas que tornaram competitivas equipes medianas ou fracas. Infelizmente, um tanto quanto defensivos e sem ambição de ataque. Jogos insossos para se ver. Foram os casos de Suiça, Japão e Nova Zelândia. Veremos aqui, em breve, alguns seguidores dessa linha. O objetivo é ficar com a bola e não chegar a lugar nenhum.

Em outras situações, equipes com alguns valores individuais e inicialmente cotadas, decepcionaram profundamente, pela adoção da mesma conduta. Casos típicos de Portugal, Itália e Inglaterra.

E o que dizer dos candidatos a estrelas da competição?

Fracasso quase absoluto. De Rooney a Kaká (descontados, é verdade), passando por Cristiano Ronaldo e Messi, até chegarmos em Lampard, Gerrard, Ribèry e outros tantos votados. Só Villa, Robben e Sneijder confirmaram o que deles se esperava.

Mas nem tudo foi ruim.

Alguns talentos levaram seus selecionados literalmente nas costas. São os casos dos holandeses Robben e Sneijder, dos espanhóis Xavi, Iniesta e Villa e dos uruguaios Forlan e Suarez, todos presentes na fase semifinal que se avizinha.

A outra semifinalista, Alemanha, é a única equipe que não depende de seus valores individuais, ainda que os tenha em razoável quantidade (Schweinstaiger, Özil e Lahm, principalmente). É o time mais harmônico, mais equilibrado e que melhor se distribui entre defesa, meio campo e ataque.

Pelo retrospecto, e pelo que me foi dado observar até aqui, creio que o vencedor do Mundial saia da semifinal que reedita a final da Eurocopa 2008.

Quem vencerá? A qualidade técnica e a absurda movimentação do trio de espanhóis ou a máquina germânica de ocupar todos os espaços?

Francamente, como bom descendente de alemães, daria um doce para ver, antes do jogo iniciar, nas câmeras de TV do mundo inteiro, a figura de Mike Jagger fantasiado de toureiro.









sexta-feira, 18 de junho de 2010

Até quando FIFA?

Alberto Undiano e Koman Coulibaly, espanhol e malinês, passaram à história das Copas do Mundo com suas desastradas atuações nesta rodada, detonando as pretensões de Alemanha e Estados Unidos contra Sérvia e Eslovênia.

O primeiro, incompetente para administrar um jogo de futebol, utiliza cartões como bengala, prejudicando o desenvolvimento das partidas que apita e dilacerando os times nos campeonatos. Longe de ser unanimidade na Espanha, "o máquina de distribuir cartões", segundo o site Terra, no Mundial Sub-20 de 2009 teria apresentado 23 cartões em 3 partidas, quase um terço dos 75 aplicados pelos demais árbitros em todo o campeonato. Mesmo com esse cartel desanimador, o infeliz espanhol veio a ser escolhido para arbitrar em Alemanha x Sérvia, influindo decisivamente no desenlace da partida. Isto porque veio a expulsar o artilheiro Klose, ainda no primeiro tempo da partida, por 2 infrações cometidas sem qualquer vestígio de maldade e, aliás, ocorridas no próprio campo de defesa sérvio.

Já o representante de Mali (pode?) fulminou a pretensão americana de assumir a liderança da chave, após anular, inexplicavelmente, aos 40 minutos, o gol que seria o da virada espetacular contra os eslovenos. Por ironia do destino, a anulação do gol foi precedida por nada menos do que 3 pênaltis cometidos pela defesa européia na própria jogada que culminou com o fantástico erro.

Para desespero de quem não suporta injustiças, nem no campo desportivo, erra a gloriosa FIFA em 2 situações, seja convocando árbitros de segunda linha para os confrontos do torneio mais importante do mundo, seja dando as costas para a tecnologia, que poderia, sim, ser utilizada para coibir os lamentáveis erros cometidos pelos homens do apito.

Tomara que um dia vejamos, também no futebol, o discernimento que tiveram os dirigentes do tênis profissional no tocante ao aproveitamento da tecnologia, com ela praticamente eliminando o erro ou a má-fé dos grandes torneios do outrora chamado "esporte branco", mediante a oportunização de desafios às decisões de arbitragem, submetidas, então, ao "olho clínico" das lentes e dispositivos tecnológicos.

Fosse o conservadorismo exacerbado dos homens da FIFA deixado de lado e hoje não estaríamos a lamentar pela infelicidade de Alemanha, Estados Unidos e Irlanda, esta deixada fora da Copa pelas mãos maliciosas de Thierry Henry e pelas vistas grossas e complacentes dos comandantes do futebol mundial.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

É mesmo...não torço pro Real Madrid!!!

Nasci e me criei para o futebol indo ver treinos e jogos do Cruzeiro, na Montanha. Acompanhei o meu velho pai nos jogos do estrelado, da Colina Melancólica ao Estrelão. Muito ouvi aquelas histórias do passado, dos anos 30, 40, das vitórias sobre o Rolo Compressor, das excursões à Europa, do Flamini e Lombardini. Foi indo aos jogos do Cruzeiro que o meu velho me ensinou a observar o todo, ao não dar tanto valor ao jogador enfeitado e a identificar quem é quem.
Ao final, ele lá pelos 80 e tantos, eu o levava. Falávamos sobre os velhos tempos. Ele dizia que estava indo de teimoso. Queria que acontecesse, mas não acreditava que tivéssemos força prá subir de novo. Passei também a duvidar, muito contrariado. Nas finais da segundona, sempre perdíamos para a capacidade dos demais de se reforçarem, com o auxílio das comunidades e das prefeituras. Nós, só com a nossa vontade.
Em 2007 o velho se foi prá outras paragens, com 94 anos, exatamente no dia 14 de julho, data de fundação do nosso querido alvi-azul. Levou junto a camiseta que lhe emprestei e o fez tanto feliz.
Quando vi o empate salvador de Bagé, um 0x0 típico, jogo de macho, gauchão puro, contra Darzone e companhia, comecei a achar que era a hora. Gurizada forte, de pegada, de bom toque, de ambição. Senti que a vontade era inquebrantável. Prá quem conhece o turfe e a linguagem típica do esporte, todos eram como "cavalo indócil no partidor", "louco prá soltar as patas".
Comecei então a pedir que o velho, lá de cima, ajudasse um pouquinho. Prá quem acredita nessas coisas, como eu, arrepia ver o resultado.
Hoje era o dia, soube ao meio-dia. Pensei que era na quinta.
Arranjei um tempo, depois de resolver uns particulares e me fui. Cruzeiro e Brasil de Farroupilha. Ganhando, já dava. Chorei um pouco, confesso, e pedi prá que, diferente de outras vezes, tudo se resolvesse rápido e sem sofrimento. Como nunca foi com o Cruzeiro. Fui prá trás da goleira onde ficávamos, o velho e eu, e fiquei todo o tempo falando com ele. Se tivesse alguém perto, me internava direto. Lá fizemos os 3x0.
Foi tudo como combinado, mas só no primeiro tempo.
No sufoco do segundo, com o 3x1 mudei de lado de novo, de ataque prá defesa, voltando ao velho lugarzito e à conversa de pé de orelha com o pai. E veio o 3x2. Eu só pedia prá ele se postar de zagueiro e ajudar a empurrar os ponteiros do relógio. E ele fez as duas coisas. Tenho certeza.
Apito final e me fui pro campo, abracei quem eu via pela frente. Atolei os sapatos no barro até os canos, sapatos que ficarão guardados como troféu assim como estão agora, com uma placa comemorativa que vou mandar fazer. Depois de 32 anos, um 3x2. Tudo a ver. Como na despedida do Estádio da Montanha, um 3x2 contra o Liverpool de Montevideo. Eu também lá estava.
Todo o tempo da comemoração, só fazia uma pegunta ao meu velho parceiro de jornadas: "prá que tanto sofrimento de novo?" "e a nossa combinação?"
Tive a nítida impressão que via ele me dizendo, meio brincando: "tá pensando que torce pro Real Madrid?"

domingo, 13 de junho de 2010

Celso Roth...incrível

Depois dizem que o cara não tem sorte. Um treinador praticamente sem títulos, sem carisma, cujas grandes qualidades, segundo seus admiradores, são o trabalho, a honestidade e a retidão de caráter. Ainda assim, sempre requisitado. Já trabalhou nos maiores clubes do Brasil. E nada.
Se fosse escolher um gerente para a minha hipotética empresa procuraria alguém assim, trabalhador, honesto e de caráter marcante.
Em se tratando de futebol, porém, prefiro os treinadores que escalam bem, mexem bem no time e as vezes até decidem jogos, com alterações ousadas. Roth não é ousado. Nem um pouco. Altera nomes e não esquemas. O time que treina nunca joga bonito. Ganhando ou perdendo, sempre joga feio.
Depois de muito refletir, dei-me conta ser esta a razão pela qual, mesmo tendo feito algumas campanhas milagrosas com times medianos, como o Grêmio de 2008 (vice no Brasileiro), as torcidas não simpatizam com ele. É que, no fundo, nenhum torcedor gosta de ver o seu time sempre jogando mal. Só perdoa o pecado se botar a faixa no peito e a taça no armário. Ainda assim, torce prá que se altere logo o comando.
FC joga uma cartada decisiva com o Juarez Roth (troquei o Celso por me dar conta de que a abreviatura C.Roth leva a uma idéia de objeto cortante, o que não deve ser bom em termos astrológicos, numerológicos e etc.). Se ganhar, ergue-se uma estátua a ele. Se perder, "entrega os tacos".
Tenho feito uma brincadeira com os amigos gremistas, felizes com a contratação colorada. Eles se arrepiam quando falo. Digo que se o Inter ganhar com Roth a Libertadores irá reivindicar, legalmente, o título de "imortal". Afinal de contas, somará a este feito inimaginável a vitória no Mundial FIFA com gol de Gabiru.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pitacos iniciais na Copa do Mundo

Tenho muitas expectativas nesta Copa. Espero, de fato, ardentemente, que não se multipliquem os "Mourinhos". Não gosto de futebol de resultados. Por exemplo, abomino a vitória de 1994.
Palpites para a primeira rodada: empate na abertura, entre África do Sul e México, e vitória do Uruguai sobre a França (mais desejo do que certeza, na verdade). Vejo a França sem força, sem inspiração, sem grande renovação, apenas dependente de Ribèry.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Desculpem a inatividade...mas aqui vão alguns assuntos

Os posts ficaram escassos nos últimos tempos.
Um pouco por culpa de outras atividades, que têm consumido o meu tempo. Outro tanto, porque tenho visto coisas que não estimulam mesmo a escrever sobre o futebol. Por exemplo, as derrotas do Inter para o Vasco (um "feito", às avessas) e Botafogo para o Atlético Paranaense (que timezinho fraco!!!). Nas 2 oportunidades, com viradas inexplicáveis. Ambos 2x0 a favor para um 3x2 contra.
Viradas devem ser coisas épicas, gloriosas, sangrentas. Lembram batalhas. Perder do modo como perderam o Fogão e o Inter, para os medíocres paranaenses e para o ex-Almirante, é como se, em meio a uma batalha que dura alguns dias, a tropa que estivesse vencendo, após uma festança na noite anterior, pegasse no sono, todinha. Inclusive as sentinelas. Ao acordarem, lá pelas 11 da manhã, ainda de porre, se dão conta de que estão presos. Foi mais ou menos assim que vi esses jogos.
Nesse meio tempo, também, vi Mourinho ser endeusado por usar um esquema de jogo "patenteado" por Froner, nos anos 60, e Claudião Duarte, nos 70 e 80. O famoso "pega-ratão". O mesmo Mourinho que, contratado a peso de ouro pelo Real Madrid não titubeia e indica a Florentino Pérez, o Todo Poderoso Presidente dos Galacticos, os novos reforços que pretende: Drogba, Lampard, Milito, Essien, Cole, Gerrard, Martinez, Di Maria, Fernando Torres, Kolarov, Tevez, Maicon, etc., etc., e etc..
É a prova, prá mim, mais do que afirmada, de que precisamos técnicos muito bem pagos é "prá tirar leite de pedra". Aí vale a pena. Se tivermos dinheiro para os grandes jogadores, basta um bom administrador de empresas e um excelente psicólogo.
Por aqui, vi um Grêmio ser derrotado pelo São Paulo, no Morumbi, por não haver dado o "golpe de misericórdia". Perdeu muitos gols e foi traído em contra-ataques do tricolor paulista. O time de São Paulo mostrou fragilidades defensivas sérias. VT na concentração do Inter, urgente.
Um Inter, com pouquíssimo poder de fogo, tem feito parte do que um time deve fazer em campo. Ficar com a bola, durante boa parte do jogo. Falta a outra parte. Incomodar o adversário, fustigar, finalizar a todo tempo. Não tem atacantes prá isso. Deve ir às compras. Ainda mais se Walter for suspenso e não puder atuar contra o São Paulo, pela LA.
Adilson Batista no Inter seria dose. Dose suficiente para consagrar FC por todo o sempre ou entregar o mandato presidencial à oposição, finalmente. Custo a acreditar que o homem jogue essa cartada. Mas...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Fossati subiu no muro

Preparava-me para algo falar sobre o famoso Mourinho, o da ressurreição do pega-ratão de Carlos Froner e Cláudio Duarte, visto diante do Barcelona e do Bayern, mas decidi mudar o rumo da conversa, estarrecido com a derrota do Inter para o miserável Vasco da Gama, depois de uma péssima atuação no primeiro tempo e um milagroso 2x0 a favor. Com direito a um gol sofrido por Nilton, um Edinho pioradíssimo.

A palavra é estarrecimento!

Primeiro, pelo fato de o Inter entrar em campo com 3 zagueiros para enfrentar um time medíocre, aliás como fez contra o também medíocre Banfield em Buenos Aires e em outros tantos jogos neste ano. O ex-Almirante, havia marcado somente 1 gol em 3 partidas do Brasileiro e vinha a campo com 4 volantes, para apenas não perder. Ademais, um 3-5-2 só se aceita se houver alas de grande contribuição, o que não é o caso do Inter. Fora disso, sua aplicação, ainda mais diante de adversários inferiores, é um suicídio. Até porque, quando acontece a expulsão de um desses zagueiros, a sua reposição por outro defensor acaba por destruir o restante da equipe.

Em segundo lugar, porque jamais se mantém um zagueiro "amarelado" tão cedo como Eller. Se fosse desejo do treinador manter o esquema, bastaria no intervalo fazer a substituição do zagueiro por outro, Juan, no caso.

Em terceiro lugar, no caso da noite de hoje, ao repor o zagueiro após a expulsão de Eller o infeliz e desnorteado Fossati retirou o seu melhor atacante, Walter, e manteve o pior da noite, Alecsandro que, além de sua péssima produção, estava também "amarelado".

Em quarto lugar, dando-se conta da gafe, 5 minutos após JF retirou o fraco Alecsandro. Logo, sem nenhuma convicção ou lógica a retirada prematura de Walter.

Em quinto lugar, o treineiro retirou Andrezinho por Giuliano, quando era óbvia a troca por Nei (muito mal), já que havia possibilidade de formar linha de 4 zagueiros com Bolívar, Sorondo, Juan e Kléber.

Finalmente, ao ser entrevistado ao final, o balançante Fossati afirmou que o Inter estava bem no jogo - o que é verdadeiramente absurdo - e que apenas foi prejudicado pela arbitragem (fato verídico), o que se revela indesculpável e depõe até contra a lucidez do treinador.

Portanto, caro Fernando Carvalho, chegou o momento. Não há como esperar, sob pena de ruir o sonho de Libertadores, ainda à disposição do Inter por obra divina, e condenação ao lado baixo da tabela do Brasileirão. Conseqüentemente, um grande risco eleitoral.



sábado, 22 de maio de 2010

E no outro lado da gangorra...

Atuação prá lá de discreta (prá não dizer outra coisa) e resultado maiúsculo, foi o que colheu o Inter, na quinta-feira, no Estádio Centenário, em Quilmes, eliminando o Estudiantes de La Plata, último campeão da América, mesmo com a derrota por 1 x 2.
Fossati tem muito mais sorte do que juízo!
Inexplicavelmente, mesmo diante do fracasso do esquema suicida lançado contra o Banfield (somente um arremedo de atacante, Alecsandro, contra a defesa adversária), voltou a insistir na insanidade. Como resultado, a absoluta impotência ofensiva colorada no primeiro tempo, com apenas 1 mísero arremate ao gol platino. Em contrapartida, em 2 cochilos inexplicáveis, dos 19 aos 21 minutos, a defesa vazou, surgindo o 2 x 0 que dava a vaga na semi-final ao Estudiantes.
Para a surpresa geral, mesmo diante do contexto negativo, o "coach" rubro não efetuou qualquer modificação de nomes, apenas adiantando Kléber um pouco mais e liberando Andrezinho para uma aproximação com o inexplicável Alecsandro. Nada mais.
Em compensação, Sabella deu a sua colaboração ao Inter, retirando no intervalo o atacante González, autor do primeiro gol do "pincha" e companheiro de Boselli, para introduzir o ala Angeleri.
O jogo ficou, então, restrito à zona de meio-campo. Nenhuma produção ofensiva do colorado, tampouco do Estudiantes, possivelmente receoso de se abrir e propiciar contra-ataques ao time gaúcho.
Mesmo diante desse quadro desolador para as pretensões coloradas, somente aos 2o minutos Fossati fez entrar Walter, o homem de frente que liquidara o jogo em Goiás no domingo anterior. E logo após, aos 31, colocou Giuliano em campo. Conta-se só a partir daí a ambição do Inter. Assim mesmo, foram poucos momentos de perigo, um através de uma cobrança de falta, por Andrezinho, e outro, numa conclusão errada de Walter, de esquerda, após uma excelente combinação de passes à frente da área argentina.
Aos 43, porém, o milagre que anunciara ao Nando e a Laura durante todo o segundo tempo: um gol no fim da partida, sem dar espaço à reação. Foi o que aconteceu, pelos pés do iluminado Giuliano, após combinação retenção de bola por Walter, passe a Andrezinho e lançamento maravilhoso deste ao meia-atacante, que, num arremate cruzado, pela direita, colocou no canto direito de Orion. Tudo em meio à fumaceira dos sinalizadores lançados em sua própria área defensiva pela "hinchada" alvi-rubra platina, que já estava a comemorar a classificação.
Uma alegria incontida para todos nós.
Um recado para Fossati: o seu esquema, de 1 só atacante e os demais chegando de trás, além da dificuldade de execução, demanda a presença de um centroavante que saiba reter a bola esperando a passagem dos companheiros ou que, protegendo a bola, gire ele próprio para o gol. Este camisa 9 precisa saber jogar de costas para o gol adversário. Este número 9 não é Alecsandro. Prá ajudar, é alguém que se pareça com um Rooney (para os mais novos), Claudiomiro e Alcindo (da dupla, anos 60 e 70) ou Reinaldo, do Galo (anos 70). Ou Vossa Senhoria consegue 1 desse tipo (quem sabe, tentando antes o Walter) ou aposenta a idéia.

Grêmio: por pouco não passou pelo Santos

Numa noite pouco inspirada de suas melhores estrelas, principalmente no primeiro tempo, o Santos conseguiu chegar à final da Copa do Brasil, vencendo o Grêmio por 3 x 1. Para a felicidade santista, mesmo diante da dominação gremista na primeira etapa e das trapalhadas de sua fraquíssima defesa, sua meta restou incólume. Pura incompetência tricolor, que, fruto de mecânica de jogo superior, fez por merecer até mesmo vitoriar-se no início.
No segundo tempo, combinaram-se dois fatores para a mudança: o crescimento individual de PH Ganso e Robinho e a queda vertiginosa de produção de todos os meiocampistas gremistas. Como conseqüência, a vitória do Peixe, com 3 gols de belíssima feitura, por PH Ganso, Robinho e Wesley (o gol da tranqüilidade dos "secadores"), contra o de honra tricolor, marcado por Rafael Marques, no rebote, dentro da pequena área, após falha gritante do goleiro praiano.
Pelo que vi, o Santos pode causar surpresa desagradável para a sua "hinchada", diante de times que se organizem defensivamente e tenham opções ofensivas razoáveis. Até pode ser o do Vitória, classificado à finalíssima na outra semi-final menos badalada.
A propósito, Neymar deu razão à Dunga. Uma "amarelada" de dar dó.

domingo, 16 de maio de 2010

Domingo perfeito

Que me perdoem os meus amigos gremistas, mas um domingo com vitória do Inter em Goiás, do Fogão no Morumbi e do Cruzeiro de Porto Alegre diante do Riograndense, em Santa Maria, combinados com a derrota do rival, no Olímpico, é coisa de cinema. De quebra, o Santos coloca o time titular contra o Ceará, na Vila, e somente empata. Portanto, fica em alerta. Perfeito.

Baixo índice técnico no Brasileirão

Já tendo visto uns 10 jogos desse Brasileirão 2010, posso afirmar se tratar de um dos mais baixos índices técnicos dos últimos tempos. Apareceram, já, alguns sérios candidados ao Asilo de Arkhan. São os casos do Goiás, do Guarani, do Fluminense, do Palmeiras, do Vasco, dos Atléticos, entre outros. É claro que, em se tratando de ano de Copa e mudanças de fotografia pós-mundial, muita coisa pode acontecer. Elenco como candidatos à boa campanha (e talvez ao título) os times do Santos, Cruzeiro, Inter, Grêmio e São Paulo. O Botafogo talvez belisque vaga à Libertadores. O Avaí deve ficar ali, entre os primeiros 8 ou 9. Se algum time demonstrar um pouco mais de constância, é possível que ganhe com 3 ou 4 rodadas de antecedência.

Os incríveis 9 minutos de Rodrigo Mancha

Uma das partidas mais infelizes que vi um atleta realizar em meus mais de 45 anos de futebol. O autor da proeza: o volante Rodrigo Mancha, do Santos, na partida realizada ante o Grêmio, no Olímpico. Colocado em campo aos 11 minutos por Dorival Júnior, com o objetivo nítido de contenção da volúpia ofensiva gremista, quando o Santos vencia por 2x0 e conseguira já retomar as rédeas do jogo, o jogador, frio e fora de ritmo, perdeu 2 bolas infantis em sua intermediária que resultaram em 2 gols gremistas, desencadeadores de mais 2 outros feitos ante um anestesiado Santos Futebol Clube, em pouco mais de 20 minutos. Antes, numa terceira firula, quase provocara um terceiro gol do tricolor. Em 9 minutos estava fora, sacado pelo treinador da equipe paulista e a soquear a casamata destinada aos visitantes do estádio gremista.
Em todos esses anos de futebol vi muitos times fabulosos, como o Botafogo e o Santos do anos 60 e 70, o Palmeiras, Cruzeiro e Inter dos anos 70, o Flamengo dos 80, o Sâo Paulo dos 90 e 2000. Neles, sempre houve lugar para jogadores não tão brilhantes, que desempenhavam funções táticas importantes e tinham consciência de suas limitações técnicas. Exemplos: Elton e Carlos Roberto, no Botafogo; Lima e Clodoaldo, do Santos; Dudu, no Palmeiras, Caçapava e Batista, no Inter; o bom Piazza, do Cruzeiro; Carlinhos e Andrade, no Flamengo; Pintado, no São Paulo, entre outros. Não que fossem fracos. Eram apenas os menos talentosos dos supertimes citados. Nenhum deles, por um dia sequer, imaginou-se um Pelé, um Garrincha, um Jairzinho ou Gérson, um Ademir da Guia ou um Tostão, um Dirceu Lopes ou um Falcão ou mesmo Carpegiani. Por isso, simplificavam as coisas em campo. Assim, conscientes de seu papel auxiliar, chegaram também à fama, ao reconhecimento, hoje estando vivos na memória do torcedor e integrando a galeria dos grandes ídolos de seus clubes.
Numa observação de quem vê as coisas de longe, percebo que Rodrigo Mancha (ao que parece, um jogador de modestas condições técnicas) deixou-se contaminar pela qualidade indiscutível de seus companheiros. Sim, isso mesmo. Vendo-se cercado por PH Ganso, Robinho, Neymar, André, Léo, Marquinhos e companhia, imaginou-se um deles. E, portanto, capaz de firulas, traído que foi pela falta de consciência de suas condições pessoais.

Acertos nas previsões

Como enfatizara antes, em comentário anterior ao jogo decisivo do meio da semana, pela Copa do Brasil, no Olímpico, o Santos tomaria mais de 2 gols do Grêmio (foram 4) e suas chances seriam medidas pelos gols feitos (marcou 3 vezes). Desse modo, o time praiano mantém boas chances de suplantar o tricolor no mata-mata, bastando vencer por diferença de 1 gol. Mesmo assim, para um time que tem sua defesa "fazendo água" todo o tempo, a tarefa é muito difícil, diante de um ataque que também tem funcionado muito na temporada. Na 4ª feira, portanto, jogo sem favorito na Vila Belmiro.
Já o Inter, embora não realizando uma partida de luxo como profetizara, teve calma e equilíbrio para jogar uma partida de muita aplicação tática e, com isso, superou o grande Estudiantes, marcando por Gonzalo Sorondo quase ao apagar das luzes, num golpe de cabeça mortal após cruzada de Andrezinho. Não fosse o grande Orion haver feito uma defesa "à la Banks", num cabeceio para baixo de Alecsandro, teria o colorado alcançado um resultado ainda mais confortável. Mesmo assim, o 1xo foi melhor do que o prognóstico de meu post anterior. Antevejo também em Quilmes, na 5ª feira, uma batalha sem favoritismo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dunga e seus métodos

A convocação dos 23 que vão à Copa não deixa margem a dúvidas. Dunga optou por manter o grupo inicial praticamente todo, mesmo sob imensos protestos de todos quanto a alguns dos selecionados. Descartou a lógica da convocação dos melhores e tampouco deu importância à máxima de que "futebol é momento". Por isto, não há lugar para Neymar, PH Ganso, Victor (injustiçado pelo que produziu nos últimos 2 anos) e até Alex, ex-Inter (uma alternativa de chutes de longa e média distância) e sim para Doni (inativo há mais de ano), Fábio Melo (o pior da temporada 2009/2010 na Itália), Josué (discreto no Wolfsburg), Kleberson, Gilberto Silva e companhia.
Agindo assim, fecha-se com o grupo e passa a poder utilizar o discurso que entende ideal para impulsionar o seu time à vitória. Nos concentração, após cada treino e jogo, soarão as trombetas anunciando, inevitavelmente, o "ninguém acredita em vocês, ninguém quer vocês, vamos mostrar prá eles (imprensa, torcida) o que nós valemos", o "eles vão ter que nos engulir", o "vamos fazer eles se arrependerem de público" e outros tantos jargões, alguns deles impublicáveis, coisa de vestiário.
Não sei se o método do Carlos Caetano vai funcionar. Desconfio que não. Acho que não levamos grupo em condições de, por exemplo, suprir a eventual necessidade de substituição de Kaká e Luis Fabiano, sabidamente fora de suas melhores condições físicas e técnicas. Penso que possamos ter até alguma dificuldade para passar à fase dos mata-matas, na luta com Costa do Marfim e Portugal.
Quem viver, verá!

domingo, 9 de maio de 2010

Semana quente

Prá não virar comentarista do acontecido, aqui vão minhas previsões para o meio da semana (às vezes, não passam, essas previsões, de meros desejos enrustidos, é bom confessar).
Na quarta-feira, o Santos, contra o Grêmio, tende a tomar mais do que 2 gols. É a sua média. Não foi diferente no 3x3 contra o Botafogo, no Engenhão, no sábado, jogo que assisti com especial atenção. Dupla atenção, aliás, não só por minha devoção botafoguense, mas para observar mais detidamente o tão falado adversário do nosso rival. Mesmo desfalcado de vários jogadores, o Peixe mostrou rapidez, objetividade e um toque de bola de excelente qualidade. Falta-lhe um "brucutu" e pelo menos um zagueiro mais leve e veloz. Impressionou-me um ala esquerdo reserva do Santos chamado Alex Sandro. Se não estava "de aniversário"...vai longe. Jogou muito e faz tudo, na frente e atrás. Com qualidade. Nota alta.
Se é certo que deva tomar mais do que 2 gols, resta saber quantos fará, pois é nesta relação de gols feitos na casa do adversário que reside a chance do Santos contra o tricolor na Copa do Brasil. Se não fizer 2, sua chance cai a 30%, no máximo. Vai ser mesmo a prova de fogo dos 2 times. Vamos saber, enfim, se os "meninos da Vila" estão preparados para a dureza dos campos gaúchos. De outra banda, os piores adversários, para o Grêmio, são os times que atacam com intensidade, como é o caso do Santos. O Grêmio gosta de times acuados no Olímpico. Baseia suas chances na pressão a que submete os rivais que se entrincheiram em sua grande área. Grande jogo.
O Inter joga contra a equipe mais consistente da América do Sul. Um time que joga junto há 3 0u 4 anos. Futebol argentino típico. Força na defesa, posse de bola constante, muita troca de passes e posições. Um maestro (Verón) e o maior atacante solitário do continente (Boselli). Jogo dificílimo. Uma vontade: 2x0. Uma previsão: 2x1. Uma certeza: o melhor jogo do Inter no ano. Briga de cachorro grande.

Domingo festivo e esportivo

No início do domingo, a satisfação do jogo de paddle entre os amigos do condomínio. Depois, uma belíssima paella, entre as muitas mães da família, obra da cunhada Vera.
Terminamos rumando ao Beira-Rio, prá ver os reservas do Inter em ação contra o misto cruzeirense. Derrota colorada por 1x2, num jogo que poderia ter terminado com vitória de um e outro ou no empate. Ninguém demonstrou ampla superioridade.
No pós jogo, criticou-se muito a comissão técnica e a direção do Inter pela decisão de colocar time totalmente suplente. Se foi acertada ou não a medida saberemos logo após o mata-mata com o Estudiantes que, empenhado em vencer o campeonato argentino, escalou os titulares num desgastante embate com o Rosario Central (empatando e, praticamente, com isto, entregando de bandeja o título ao Argentinos Juniors).
Não gosto de críticas desta espécie, principalmente feitas após o jogo. Soam como oportunismo. Ultimamente, tenho percebido certa má vontade da "crônica" local com o técnico Jorge Fossati. Parece que preferem outros para o lugar. Não gosto de jornalistas que plantam crises e têm preferências por treinadores. Parece até que sobra algum interesse nisso...
Falando do jogo, tenho que dizer que achei deficientes as atuações dos Ronaldos (Alves e Conceição), do Arilton (este, na verdade, horrível) e do Glaydson (no meio, no primeiro tempo). A decepção ficou por conta do Giuliano, novamente errando passes em profusão, um quaquilhão deles. Tudo isso diante de um Cruzeiro misto que não produziu grande coisa e de um apitador (Seneme) confuso, invertendo faltas, equivocado na aplicação de cartões e, para mim, incorreto na aplicação da regra marcação do pênalti de Ronaldo Alves (antes de a bola chegar ao jogador é desviada por um companheiro, mudando de rumo e indo ao encontro da junção de braço e ombro do jogador, em lance de muita rapidez, não ficando caracterizada a intenção do toque).
Voltando para casa, deu ainda prá dar uma olhadela (zapeando) nos jogos do Fluminense contra o Ceará, do Guarani contra o Goiás e do Avaí contra o Grêmio Prudente (ex-Barueri). Do último não falo, por se tratar de jogo de 11 contra 9, ficando patente que a goleada se deu em função da vantagem numérica dos catarinenses. Mas, os demais...cruuuuuzes! Os dois verdes me deixaram verde de raiva de ver tanta ruindade. Em 10 minutos vi uns 38 passes errados. Candidatos...ao rebaixamento. E o time do Muricy? O que dizer? Qual o prognóstico? Apenas que o senhor Muricy Ramalho, se ficar no Flu, vai ficar cada vez menos humorado e mais grisalho.

Banfield: jogo tenso, mas com vitória

Jogando um futebol sem grande brilhantismo, mas seguro e consistente, o Inter venceu o Banfield, glorioso time de Lomas de Zamora por 2x0, exatamente o resultado que precisava para avançar às quartas-de-final da Libertadores 2010 e habilitar-se ao enfrentamento com o grande Estudiantes de La Plata, flamante campeão do Torneio no ano passado e que deu um "calor" no Barcelona na final do Mundial 2009.
Confesso que temia pelo sucesso da empreitada de fazer pelo menos 2 ou 3 gols e não tomar nenhum, diante do que vinha vendo nas últimas partidas do colorado. Temia antes de tudo a pressa, o desespero. No entanto, para a minha surpresa (e satisfação), o time mostrou a frieza necessária e esperou a hora certa para os golpes fatais. Um gol em cada tempo, por Alecsandro e Walter, o primeiro numa jogada de combinação entre D'Alessandro (o melhor em campo, coadjuvado por Sandro) e Andrezinho e o segundo resultante de um belo cruzamento do Eller improvisado na ala esquerda.
Prá "variar", o time experimentou uma pequena queda de rendimento após o segundo gol (marcado mais ou menos aos 15') e deixou a torcida "com o coração na mão" até o apito final. Coisa prá arrepiar cardíaco, pois qualquer gol do El Taladro significaria o fim das esperanças no Bi da Libertadores.
Muito da tranqüilidade do time, creiam, acho que veio da queda do Curingão, na véspera, eliminado pelo Flamengo. A bronca com o Timão (o time do Zveiter, campeão de 2005) fazia com que a hipótese de classificação dos paulistas e eliminação precoce do Inter apavorasse meio mundo por aqui. Pior prá mim, que tenho no Corinthians e Flamengo as 2 grandes broncas pessoais como torcedor. Por mim, quando jogam entre eles, torço prá que o juiz expulse os 22, as torcidas se engalfinhem até que não sobre ninguém e a Globo saia do ar, por falha no equipamento.

Rescaldo do Gre-Nal

No Gre-Nal, como supunha, o Inter veio mordido e venceu por 1x0 no Olímpico. Apenas que por um escore que não lhe permitiu comemorar o campeonato. Um primeiro tempo muito bom e um segundo modesto. Aparentemente, entenderam no Beira-Rio ser mais importante ganhar moral para o jogo decisivo do meio da semana, com o Banfield. Só isso, para justificar um segundo tempo de um time sem qualquer ambição de ataque. Contentaram-se os 2, um com a vitória, outro com o título. No lado do Inter viu-se um magnífico Sandro e um excelente Giuliano. Pelo Grêmio, uma muito boa partida de Rodrigo e Adilson. A nota negativa, para mim, foi para a arbitragem de Vuadem, que deixou de aplicar cartões amarelos para Leandro (no início do jogo, numa falta sem bola, matando um contra-ataque), Adilson e Rodrigo (por troca de "gentilezas" na área do seu clube) e por suprimir o período de descontos ao final da partida (entendendo que a agressão de Taison em Jonas e a invasão de campo dos reservas e treinadores conta como tempo de jogo).

domingo, 2 de maio de 2010

"Boxeador nas cordas"

Gangorra vai, gangorra vem. Para os famosos "comentaristas de resultados" a fase do Grêmio é um prato cheio. Atualmente, por nossas plagas, fala-se que o tricolor não fica a dever para o Santos. Antes, mesmo diante das 15 vitórias seguidas, no Gauchão e CB, e das derrotas para Pelotas e Avaí, Silas era considerado um medíocre.
Ao vencer o Gre-Nal das bolas paradas e o Fluminense sem Fred e Conca (apendicite e suspensão), mudou tudo. Os mesmos "profetas do jogo jogado" já o alcunharam, praticamente, de "Mourinho de bombachas".
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, recomenda a voz do equilíbrio.
A diferença entre Inter e Grêmio, hoje, é tênue. O Inter tem melhor plantel. O Grêmio tem um sistema defensivo um pouco mais compacto, graças à presença de volantes que não abandonam a guarda, como o fazem Guiñazu e Sandro. Outra diferença marcante, a do avançado. Borges é um centroavante nota 10, em finalização e embate físico com zagueiros (faz o pião como ninguém, mesmo não sendo um jogador de compleição física avantajada), enquanto o Alecsandro...cruuuuuuzesssss.
Pós Gre-Nal, a semana continuou negativa para o Inter, derrotado pelo Juventude de Buenos Aires, elevado pelo colorado à condição de Barcelona, mercê dos cuidados defensivos absolutamente desnecessários adotados na partida. Certamente, o receio derivou da vitória do Banfield contra o Deportivo Cuenca, por 4x1. Vi o tal jogo e posso testemunhar que se tratou de uma vitória de um time medíocre contra outro rizível e que já se encontrava desclassificado. Ainda assim, esteve somente 2x1 até quase o término do encontro. Portanto, não havia o que temer. Agora há, no jogo de volta, com a diferença a desmanchar.
Assim, com a gangorra pendendo para um lado só e que será jogado o Gre-Nal deste 2 de maio. Pelo movimento nas ruas, espera-se goleada tricolor, um time que se diz, por aqui, equivalente ao Santos de Neymar e Robinho, contra outro que é comparado a um "boxeador que está nas cordas", tentando se livrar do nocaute.
Boxe é imprevisível.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Postando sobre o passado e falando sobre o futuro

Muita coisa prá comentar sobre o que se passou. O Grêmio, das 15 ou 16 partidas com vitória, esbarrou no Pelotas, em pleno Olímpico, numa péssima jornada de todo o time, eliminado da Taça Fábio Koff. O Inter, ao revés, se deu muito bem. Ia jogar em Caxiasa a semi, mas o Ipiranga não deixou. Devia ir ao Olímpico na final, mas o Lobão aprontou das suas. Na final, de muita emoção, no Beira-Rio, deu Inter, de virada, 3x2 contra o famoso "auricerúleo". Jogo onde pesaram a camiseta e a média de idade, avançada, dos pelotenses. Agora, 2 grenais à vista. Quem sair em vantagem, no primeiro jogo, leva. Assim penso.
Falando no "auricerúleo" pelotense, recordei-me dos bons tempos do romântico rádio esportivo, dos sábados e domingos da minha infância e adolescência, passados praticamente nos estádios, na companhia do velho Renaux. Íamos onde tivesse jogo, na Montanha (do glorioso Cruzeiro, o esquadrão estrelado), nos Eucaliptos e depois Beira-Rio (onde jogavam os rubros), no Olímpico (do tricolor portoalegrense), no Passo D'Areia (do zequinha) e até no Força e Luz. De vez em quando até mesmo na Taba Índia (o Cristo Rei, campo da equipe capilé, o Aimoré) e no Santa Rosa, do Floriano, o anilado, hoje Novo Hamburgo. O Brasil de Pelotas era a equipe xavante da Princesa do Sul. O Grêmio de Bagé era o jalde-negro da Rainha da Fronteira. O Farroupilha, também de Pelotas, era o tricolor do Fragata. E o Juventude, sabem como era conhecido? O verdoengo da Pérola das Colônias. Acreditem.
Que romantismo! A narração de um gol era verdadeira poesia. Vejam só como seria descrito, à época, pelo repórter de campo, um hipotético último gol do Palmeiras sobre o Vasco, no final de um jogo. "O Divino (Ademir da Guia, maior craque da história do Palmeiras), ao apagar das luzes, dominou a redonda no peito e, de sem pulo, da esquina da grande área, desfechou um potente arremate, aninhando-a no fundo das malhas cruzmaltinas, dando cifras definitivas ao marcador". E um "frango", de um goleiro do Inter seria descrito assim: "falhou, fragorosamente, o guardião da cidadela rubra". Legal, não?
Já que não mais primamos pelo romantismo, sobram as emoções. Na 4ª feira, o tricolor portoalegrense vai à Ressacada "defrontar-se" (expressão muito usada no passado) com o team barriga-verde do Avaí, enquanto na 5ª se avizinha um "prélio" dificílimo para os rubros do Menino Deus, diante da equipe equatoriana do Deportivo de Quito.
Embates parelhos, estes da dupla gaúcha. O Grêmio, na Copa do Brasil, tem missão aparentemente mais facilitada, pelo escore do jogo de ida, mas joga fora dos seus domínios. Já o Inter joga cartada decisiva contra adversário direto, somente estando assegurado na próxima fase da Libertadores em caso de vitória (o empate pode servir, mas necessita combinações paralelas). Tem, no entanto, a vantagem do fator local.
Pelas minhas observações dos jogos contra o Pelotas e Avaí, Inter e Grêmio têm partilhado uma dificuldade tática, qual seja, a de jogar com volantes que saem para o jogo e expõem a defesa. Na verdade, o mal está na falta de compactação dos setores e não na ausência do chamado "brucutu". O sucesso do Santos está aí para comprovar essa verdade. Na frente da zaga do time praiano, todo mundo chama a "gorduchinha" de tu e o sistema defensivo ainda assim tem funcionado bem. Sempre é assim quando os atacantes iniciam a marcação, os do meio cercam bem e a defesa sobe, ocupando os espaços. É o que tenho visto no falado Santos Futebol Clube, de todos no Brasil o time que retoma a bola mais perto do gol adversário.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Depois do refresco...o triunfo do Alecsandro. Mas o Índio....

Não me sinto nem um pouco desconfortável em, após longo intervalo, em que deixei de postar para não ter que exagerar no verbo contra as mazelas do Inter nos últimos jogos (as horríveis apresentações contra o Zequinha, Cerro e Universidade), voltar a escrever justamente na noite em que o Alecsandro acaba de realizar a sua melhor partida no clube, sendo decisivo na classificação contra o Nóia, no Estádio do Vale. Já no final do primeiro tempo falava pro Nando, meu companheiro de jornadas esportivas (reclamando sempre dos meus berros), que o cara estava sendo o melhor em campo, não pelo gol que marcou, mas pela entrega, pela marcação e pela dedicação. Não o acho um centroavante de respeito, mas não sou cego. Hoje jogou como nunca.

Em compensação, acabo de presenciar uma das partidas mais lamentáveis de um zagueiro do Colorado. Creio mesmo que a aposentadoria do Índio se aproxima, a olhos vistos. Pesado, sem recuperação, sem tempo de bola, confuso, mal posicionado, enfim, tudo que não se pode fazer naquela posição.

Um foi 10, o outro zero.

De positivo na noite, além de Alecsandro, o esforço de sempre do Guiñazu, a qualidade e equilíbrio do Sandro e a ousadia do Walter. Talvez, o prenúncio da volta por cima do Taison. E só.

E a fase mudou. Antes a "redonda" batia em tudo e todos e não entrava. Agora os gols saem, feios como contra o Cerro ou lindos, como os de hoje à noite, as "buchas" de Walter e Alecsandro.

A frase da noite veio do Nando: " hoje perderam os 2 Alex Ferguson, o de lá (para o Bayern) e o do Vale (como se intitulou o presunçoso Gilmar Iser).